<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040</id><updated>2012-01-16T00:35:56.826Z</updated><title type='text'>Terapia Familiar, Conjugal e Individual</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>419</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3946554614692640366</id><published>2012-01-04T17:32:00.001Z</published><updated>2012-01-04T17:32:11.281Z</updated><title type='text'>O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS AQUANDO DO DIVÓRCIO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Como já tenho tentado explicar aqui, sou muitas vezes confrontada com pedidos de ajuda de casais que, estando em processo de divórcio, têm a preocupação de recorrer à ajuda clínica no sentido de assegurar a minimização dos danos emocionais deste passo na vida dos seus filhos. Nalguns casos, o pedido de ajuda é motivado por algum sinal emitido pela criança. Por exemplo, se houver discussões acesas ou momentos de tensão que se tornem perceptíveis para a criança, é natural (e saudável) que esta expresse os seus medos com comentários do tipo "&lt;b&gt;Papá, não te separes da mamã&lt;/b&gt;". Estes apelos são dilacerantes e aumentam a angústia de quem deseja o melhor para os seus filhos mas sabe que já não existe hipótese de reconciliação. Apesar da dor, estes pais estão em vantagem em relação a outros que recebo em sede de terapia. Eles não sabem mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;o facto de as suas crianças expressarem os seus medos e o seu sofrimento é um sinal claro de que tudo está a correr dentro da normalidade&lt;/b&gt;. Refiro-me à circunstância de as crianças expressarem de forma clara aquilo por que estão a passar, na medida em que isso permite que os adultos as confortem e lhes transmitam a mensagem de que&amp;nbsp;&lt;b&gt;tudo vai ficar bem&lt;/b&gt;. O sofrimento daqueles que amamos, e em concreto o sofrimento das nossas crianças, é aterrador mas é a prova de que os laços que existem são saudáveis e há espaço para a manifestação de tristeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Claro que não posso ser irrealista e sugerir que estes pedidos de ajuda acontecem sempre de mútuo acordo. São muito mais frequentes os pedidos de ajuda de pessoas que estão seguras de que o divórcio é inevitável, mesmo quando têm de enfrentar a resistência (e alguns exercícios de manipulação) da parte do ainda cônjuge. Neste caso, as necessidades das crianças podem ficar para segundo plano, na medida em que há um progenitor que, sem maldade, mas sobretudo incapaz de fazer escolhas emocionalmente inteligentes, acaba por&lt;b&gt;&amp;nbsp;usar a criança para tentar condicionar o outro numa tentativa desesperada de salvar a relação&lt;/b&gt;. É evidente que enquanto um pai disser coisas como "O papá ainda gosta da mamã mas ela não quer continuar a viver cá em casa" não estará verdadeiramente capaz de dar atenção às vulnerabilidades da criança. Um filho não pode ser visto (usado?) como aliado na luta pela salvação do casamento na medida em que essa aliança perversa produzirá conflitos de lealdade difíceis de gerir por parte de alguém que merece sentir-se livre para continuar a amar o pai e a mãe na mesma medida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;As situações que mais me preocupam&amp;nbsp;&lt;b&gt;não são&lt;/b&gt;&amp;nbsp;aquelas em que existem sinais mais ou menos evidentes da angústia das crianças. Aquilo que continua a arrepiar-me são as descrições de pais e mães que me dizem que as crianças "estão a reagir muito bem" ao processo de separação.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Assustam-me particularmente os relatos que dão conta de comportamentos próximos da perfeição&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(notas excelentes, crianças que brincam sozinhas e deixam que os pais façam o seu luto "em paz"...) porque temo que estes sinais sejam a tradução dos esforços das crianças para proteger os pais, mantendo uma normalidade pouco saudável. É como se, nestes casos, os filhos assumissem o compromisso de respeitar o sofrimento dos pais e dessem o seu melhor no sentido de não "levantar ondas" nesta fase. Este instinto protector é&amp;nbsp;&lt;b&gt;disfuncional e perigoso&lt;/b&gt;, como me mostram diversos casos clínicos em que, mais tarde, é diagnosticada uma depressão atípica em crianças e jovens que não tiveram oportunidade de fazer o seu luto de forma saudável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Nenhuma criança nem nenhum adolescente atravessa um processo de separação dos pais com serenidade e indiferença e é crucial que os pais, no meio do seu próprio sofrimento, possam continuar a ser os cuidadores que foram até aqui, garantindo que o silêncio e a perfeição aparente não sejam confundidos com luto saudável e segurança emocional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3946554614692640366?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3946554614692640366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3946554614692640366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2012/01/o-comportamento-das-criancas-aquando-do.html' title='O COMPORTAMENTO DAS CRIANÇAS AQUANDO DO DIVÓRCIO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-828392910480309410</id><published>2012-01-03T16:47:00.004Z</published><updated>2012-01-03T16:47:51.303Z</updated><title type='text'>CASAMENTOS QUE ACABAM POUCO TEMPO DEPOIS DE COMEÇAR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando se trabalha maioritariamente com casais, como é o meu caso, é-se frequentemente confrontado com perguntas que poderiam fazer parte de qualquer reportagem sensacionalista a respeito da importância do casamento na sociedade atual. De um modo geral, acho que posso afirmar que as perguntas que me colocam estão quase sempre ligadas aos fatores subjacentes às crises conjugais. É curioso que as dúvidas de quem não é terapeuta conjugal mas tem interesse legítimo sobre o amor e as relações amorosas estejam sobretudo relacionadas com os problemas que podem levar a que um casal peça ajuda clínica e/ou com os problemas que podem levar a situações limite como o divórcio ou um processo de infidelidade. Não seria lógico que as perguntas se centrassem nos pilares que sustentam as relações de sucesso? &lt;b&gt;Não valerá a pena analisar com rigor e seriedade aquilo que sustenta os casamentos felizes de longa duração?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Estas questões parecem-me ainda mais pertinentes quando sou confrontada com ideias preconcebidas, baseadas num ou noutro caso real, e que defendem que o casamento pode destruir uma relação. As pessoas que abordam o assunto desta forma estão a ser sinceras quando afirmam &lt;b&gt;"Conheço alguém que namorou durante 10 anos, casou e separou-se em menos de um ano". &lt;/b&gt;Só não estão a ser rigorosas quando pressupõem que foi a oficialização da relação que desencadeou a rutura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Do meu ponto de vista, &lt;b&gt;continuam a celebrar-se casamentos a mais&lt;/b&gt;. O que quero dizer é que há ainda uma fatia considerável da população que casa pelos motivos errados e, quando isso acontece, a probabilidade de as coisas correrem mal é naturalmente maior. É verdade que vivemos sob o primado do amor, o que significa que &lt;b&gt;a maior parte das pessoas escolhe casar com a pessoa que ama &lt;/b&gt;e acredita que poderá ser efetivamente feliz. Mas algumas destas pessoas não possuem a inteligência emocional necessária para fazer escolhas sensatas no momento certo. Algumas (muitas) pessoas precipitam-se e acabam por &lt;b&gt;casar sem que haja, dentre outras coisas, um conhecimento mútuo profundo. &lt;/b&gt;Desenganem-se os leitores que pensem que estou a referir-me apenas aos casais que decidem oficializar a relação ao fim de 3 meses de namoro. Depois de mais de 10 anos a trabalhar em terapia de casal, posso afirmar com segurança que há um número assustador de pessoas que não conhecem a pessoa com quem estão prestes a casar. Conhecem-lhes as manhas, os gostos, os sonhos, as rabugices e até alguns problemas mas, muitas vezes, desconhecem as verdadeiras feridas emocionais, as vulnerabilidades, a forma como o outro gere o dinheiro, aquilo de que precisa para se sentir conectado do ponto de vista emocional e por aí fora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os casos mais frequentes de casamentos que acabam pouco tempo depois de começar têm em comum a circunstância de o casamento constituir &lt;b&gt;uma tentativa de dar uma lufada de ar fresco à relação&lt;/b&gt;. O passo, que continua a ser visto como romântico, é uma tentativa de dar sentido a uma relação que está estagnada. Os membros do casal estão acomodados, confortáveis até, mas não se sentem propriamente vivos e entusiasmados com o projeto que deveriam estar a construir. Claro que esta insatisfação não é consciente, pelo que não podemos propriamente falar de erros grosseiros. Podemos, isso sim, falar de brechas importantes ao nível da inteligência emocional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É natural que nos sintamos mais seguros quando temos alguém ao nosso lado mas o casamento deve constituir um passo que só é dado quando há a profunda convicção de que é com aquela pessoa que queremos construir alguma coisa de muito significativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-828392910480309410?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/828392910480309410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/828392910480309410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2012/01/casamentos-que-acabam-pouco-tempo.html' title='CASAMENTOS QUE ACABAM POUCO TEMPO DEPOIS DE COMEÇAR'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2186016491550597551</id><published>2011-12-13T10:17:00.000Z</published><updated>2011-12-13T10:17:00.224Z</updated><title type='text'>A PSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Viver com depressão e/ou conviver com alguém que está deprimido não é fácil. A doença mental do século XXI é incapacitante, acabando por condicionar (às vezes de forma severa) o rendimento profissional e académico, as relações afectivas e, claro, o amor-próprio. Por se tratar de uma área da saúde que ainda está envolta nalgum estigma, mas sobretudo por questões financeiras, algumas pessoas insistem em tentar dar resposta ao problema sem recorrer à intervenção clínica. Nalguns casos,&amp;nbsp;&lt;b&gt;mistura-se erradamente depressão com cansaço ou tristeza passageira e espera-se que o tempo traga melhores dias&lt;/b&gt;. A negação do problema até pode ser praticável durante muito tempo. Tal como há pessoas que vão perdendo os dentes porque adiam a ida ao dentista, habituando-se a conviver com a dor física, há muitas pessoas que sobrevivem convencidas de que o pedido de ajuda especializada é um desperdício de tempo e dinheiro. Ao longo de anos vêem a sua vida deteriorar-se, sentem-se progressivamente mais isoladas e lamentam o "azar" que predomina nas suas vidas. Ignoram que&amp;nbsp;&lt;b&gt;é precisamente a sua resignação que está a afundá-las para uma vida que está muito aquém daquilo a que deveriam ter direito&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nalguns casos o problema até é assumido mas a pessoa que está deprimida procura&amp;nbsp;&lt;b&gt;"remediar" o problema com a ajuda de livros&lt;/b&gt;&amp;nbsp;mais ou menos fiáveis que proclamam soluções para dar a volta ao pessimismo. Tal como as mezinhas caseiras de pouco ou nada servem quando existe um problema dentário sério, é pouco provável que um livro de auto-ajuda possa resolver um transtorno depressivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqueles que assumem que a depressão é uma doença e recorrem à ajuda clínica fazem-no normalmente através do médico de família e procuram uma&amp;nbsp;&lt;b&gt;solução rápida e eficaz&lt;/b&gt;. É legítimo que assim seja. Tal como alguém que sente dores de dentes precisa do alívio imediato, alguém cuja vida está dominada por uma depressão precisa de ver a luz ao fundo do túnel. Mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;o alívio dos sintomas não corresponde à resolução dos problemas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- nem no caso das dores de dentes, nem no caso de depressão. É por isso que há tantas pessoas que se queixam de ter recorrido à medicação antidepressiva e, depois de algum tempo, terem sofrido uma recaída. A medicação é quase sempre fundamental no tratamento da depressão mas as mudanças sólidas dependem, na maior parte dos casos, da intervenção psicológica. E ainda que a maior parte dos serviços de Psicoterapia sejam privados e envolvam um esforço financeiro do paciente,&amp;nbsp;&lt;b&gt;este é um investimento do qual pode depender a completa recuperação&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém merece viver a "meio-gás", como se estivesse condenado. Todos sabemos que a vida é curta e que deve ser aproveitada ao máximo, pelo que nos compete fazer o que estiver ao nosso alcance para que nos sintamos emocionalmente capazes de concretizar os nossos sonhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na intervenção psicológica, tal como num tratamento dentário sério,&amp;nbsp;&lt;b&gt;as mudanças desejadas podem levar algum tempo&lt;/b&gt;. Nalguns casos, pode até ser necessário um acompanhamento prolongado. Mas a segurança de quem faz esta escolha é progressivamente maior, as mudanças são mais sólidas e a probabilidade de voltar a cair nas malhas do desespero é muito menor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um psicólogo experiente não pode prometer milagres, nem sequer mudanças rápidas. Mas pode construir com o paciente uma aliança terapêutica que lhes permita olhar para as dificuldades com a profundidade necessária para&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8pt; line-height: 12px;"&gt;que as mudanças ocorram.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2186016491550597551?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2186016491550597551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2186016491550597551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/12/psicoterapia-no-tratamento-da-depressao.html' title='A PSICOTERAPIA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-6437045868514519796</id><published>2011-12-12T10:08:00.000Z</published><updated>2011-12-12T10:08:00.867Z</updated><title type='text'>TRAIÇÃO NAS MULHERES</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Partilho hoje a entrevista que concedi ao Expresso a propósito da reportagem sobre "Infidelidade Feminina".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;b&gt;1. Traímos mais hoje?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Embora existam alguns estudos relativos às estatísticas da infidelidade, não é fácil determinar com precisão se existe ou não um crescimento dos números. A verdade é que existem alguns factores que têm contribuído para que a infidelidade seja hoje mais facilmente descoberta do que há uns anos. O acesso à privacidade do cônjuge através dos meios tecnológicos tem facilitado a descoberta de relações extraconjugais que, se fossem vividas há alguns anos, manter-se-iam porventura encobertas durante mais tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Por outro lado, e desde que seja viável responder a um questionário anonimamente, existe hoje maior abertura para a assunção do adultério. A experiência clínica mostra que a infidelidade existe hoje mais ou menos na mesma medida em que existia há 2 ou 3 décadas atrás. No meu caso, que trabalho com casais há mais de 10 anos, não é possível afirmar que existam hoje mais casos de infidelidade do que quando dei início à minha actividade clínica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;b&gt;2. As mulheres traem mais hoje? Porquê?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Tal como referi antes, não é possível afirmar com precisão que tenha existido qualquer evolução neste sentido. É verdade que a emancipação profissional das mulheres favoreceu o alargamento da rede social, criando maior oportunidade para os relacionamentos extraconjugais. Ainda assim, os estudos mostram que a infidelidade feminina sempre existiu, ainda que possa ter sido, ao longo do tempo, encoberta de forma mais “eficaz” do que a infidelidade masculina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;b&gt;3. É realmente um mito que os homens traem mais? O que dizem os estudos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Existem algumas diferenças de género no que diz respeito à infidelidade, ainda que os números não correspondam às ideias comummente veiculadas. Alguns estudos apontam para a possibilidade de 45 a 55 por cento das mulheres casadas terem relacionamentos amorosos extraconjugais. Nos homens os números rondam os 50 a 60 por cento. Como se percebe, a diferença não é muito significativa, sendo que, mesmo em termos clínicos é possível verificar que “elas” encobrem melhor os affairs do que “eles”. Estas diferenças resultam da circunstância de a generalidade das mulheres serem muito mais atentas aos detalhes do que os homens. Também por isso, é como se as mulheres tivessem uma espécie de “sismógrafo”, que lhes permite perceber com mais facilidade as alterações de comportamento do cônjuge que possam levar à suspeita de infidelidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;b&gt;4. A monogamia é natural?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;A generalidade das investigações na área do comportamento mostram que a percentagem de pessoas que ambiciona viver uma relação monogâmica satisfatória é esmagadora. Em suma, a maior parte de nós deseja viver neste formato, desde que se sinta feliz com aquela pessoa. Por outro lado, existem estudos que mostram que uma percentagem significativa das pessoas casadas (60 a 70 por cento; mais homens do que mulheres) trairiam se soubessem que não seriam apanhados. Apenas uma percentagem residual da população escolhe viver sob formatos como o swing ou o poliamor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-6437045868514519796?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6437045868514519796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6437045868514519796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/12/traicao-nas-mulheres.html' title='TRAIÇÃO NAS MULHERES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-257587285155355382</id><published>2011-12-07T15:57:00.001Z</published><updated>2011-12-07T15:58:02.807Z</updated><title type='text'>SATISFAÇÃO SEXUAL NOS CASAMENTOS DE LONGA DURAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quase todos os dias somos confrontados com imagens e slogans que nos remetem para o tema da sexualidade. De forma mais ou menos explícita, os meios de comunicação bombardeiam-nos com chavões, receitas, apelos e fórmulas que alimentam a ideia de que, para sermos felizes, é fundamental que sejamos sexualmente atraentes, apetecíveis. Apesar disso, pouco ou nada é divulgado a respeito da importância ou da dinâmica da sexualidade nos casais maduros. É como se o sexo fosse importante aquando do período de conquista e os jogos de sedução que massivamente nos tentam vender não interessassem aos casais que estão juntos há muito tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mesmo entre as pesquisas realizadas na área da Psicologia da Família e da satisfação conjugal não existem muitos estudos que nos dêem conta desta reflexão. Mas já este ano uma universidade americana divulgou conclusões interessantes e, até certo ponto, surpreendentes acerca da correlação entre a satisfação sexual e a felicidade nos casamentos de longa duração. O estudo envolveu mais de&lt;b&gt;1000 casais juntos em média há 25 anos&lt;/b&gt;, com idades entre os 40 e os 70 anos e oriundos de países tão diferentes como os Estados Unidos, o Brasil, Alemanha, Japão e Espanha. Ao contrário do que muitos esperariam, a investigação mostrou que, a propósito da satisfação sexual, os homens assumem-se como felizes no seu casamento enquanto as mulheres se assumem como satisfeitas sexualmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sendo o divórcio uma etapa que ninguém deseja mas que afecta tantos casamentos (1 em cada 2 em Portugal), estudos como este são pistas importantes a respeito do que pode estar por detrás da satisfação e do bem-estar das pessoas que, estando juntas há décadas, se mostram tão felizes. Por exemplo,&amp;nbsp;&lt;b&gt;os homens revelaram-se mais felizes na sua relação quando os níveis de saúde física eram elevados, sendo que para eles é importante que a companheira atinja o orgasmo&lt;/b&gt;. Além disso, a existência de beijos e abraços frequentes são surpreendentemente preditores de&amp;nbsp;&lt;b&gt;felicidade na relação&amp;nbsp;&lt;/b&gt;nos homens mas não nas mulheres. Tanto os homens como as mulheres que participaram neste estudo mostraram-se mais felizes quanto maior era o tempo da relação. Por outro lado,&amp;nbsp;&lt;b&gt;para os homens, a existência de mais parceiros sexuais ao longo da vida foi um preditor de menor satisfação sexual&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As mulheres que estavam com o companheiro há menos de 15 anos tinham menor probabilidade de evidenciar satisfação sexual, mas entre as que estavam casadas há mais de 15 anos a percentagem subiu de forma significativa. É possível que as mulheres se tornem mais satisfeitas ao longo do tempo, já que as suas expectativas mudam e os filhos tornam-se autónomos, abrindo espaço para o usufruto da sexualidade em pleno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Aquilo que sobressai neste estudo é o facto de a satisfação conjugal (estar feliz no casamento) não ser o mesmo que satisfação sexual. Pelo menos, não para todos os casais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-257587285155355382?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/257587285155355382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/257587285155355382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/12/satisfacao-sexual-nos-casamentos-de.html' title='SATISFAÇÃO SEXUAL NOS CASAMENTOS DE LONGA DURAÇÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1748119272326862502</id><published>2011-11-29T17:30:00.001Z</published><updated>2011-11-29T17:30:17.483Z</updated><title type='text'>O QUE MUDA COM O NASCIMENTO DO PRIMEIRO FILHO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;A maior parte das pessoas que já passou por esta etapa dirá que&amp;nbsp;&lt;b&gt;muda tudo&lt;/b&gt;. Alguns di-lo-ão com um misto de nostalgia e de aceitação, evidenciando saudades dos tempos em que os compromissos e as responsabilidades eram muito menores mas, ao mesmo tempo, a satisfação de quem se sente realizado com o papel parental. Outros enfatizam mais o lado negativo, porventura porque (ainda) não foram capazes de se adaptar às mudanças que resultam desta etapa do ciclo de vida. E há ainda aquelas pessoas cujos filhos já não são bebés e que estão felizes com a sua escolha e que, por isso, minimizam as desvantagens desta etapa e transmitem mensagens optimistas e despreocupadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Independentemente das especificidades de cada relação conjugal, a verdade é que a chegada do primeiro filho é&amp;nbsp;&lt;b&gt;provavelmente a maior mudança&lt;/b&gt;&amp;nbsp;por que um casal passa ao longo da sua vida. De facto, tudo muda mais ou menos em pouco tempo e&amp;nbsp;&lt;b&gt;nalguns casos até as fundações da relação são afectadas&lt;/b&gt;&amp;nbsp;pelas alterações que se impõem. As dificuldades que a maior parte dos papás e mamãs de primeira viagem enfrentam estão mais relacionadas com aquilo que não é nem pode ser previsto no planeamento familiar. Refiro-me às&amp;nbsp;&lt;b&gt;mudanças emocionais&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que resultam deste passo e que nem sempre são equivalentes no homem e na mulher. Para além das flutuações hormonais a que a mulher está sujeita ao longo da gravidez e depois do parto - e que são responsáveis por alguma labilidade emocional difícil de gerir por quem está à sua volta -, há mudanças que surgem aquando da assunção do papel parental e que não foram equacionadas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;O amor que um pai e uma mãe experimentam logo depois do nascimento do seu primeiro filho é de tal modo intenso, avassalador e inovador que produz muitas vezes interrogações que nunca haviam surgido&lt;/b&gt;. Às vezes a mulher muda radicalmente de opinião em relação à possibilidade de ficar em casa a tempo inteiro com o seu bebé, levando a que o marido se sinta incapaz de compreender esta mudança de planos. Noutros casos é o marido que experimenta medos e preocupações que não previra e que o levam a querer abdicar de qualquer saída a dois, mesmo que isso implique que o bebé fique ao cuidado dos avós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;A par destas mudanças internas, que são legítimas e requerem uma comunicação clara e eficaz, existem as noites (muito) mal dormidas, o tempo que de repente se esgota, o humor irritável, o cansaço, o afastamento sexual... Sendo normal que os membros do casal atravessem um período que oscila entre o embevecimento com o seu bebé e a sensação de atropelamento, é expectável que&amp;nbsp;&lt;b&gt;cada um faça esforços para que a conexão não se perca&lt;/b&gt;. Isso passa por&amp;nbsp;&lt;b&gt;aceitar que não há famílias perfeitas&lt;/b&gt;, muito menos super-homens e super-mulheres capazes de corresponder a todas as expectativas e de desempenhar com sucesso todos os papéis. A mudança requer adaptação e para isso é preciso&amp;nbsp;&lt;b&gt;tempo e tolerância&lt;/b&gt;. É verdade que nalguns casos tudo parece muito simples mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;as comparações com outros casais são inúteis e desgastantes&lt;/b&gt;. Cada caso é único e as necessidades de cada pessoa merecem ser claramente expostas para que a negociação exista e o sonho que esteve na origem da formação daquela família possa continuar a ser alimentado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1748119272326862502?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1748119272326862502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1748119272326862502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/o-que-muda-com-o-nascimento-do-primeiro.html' title='O QUE MUDA COM O NASCIMENTO DO PRIMEIRO FILHO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1504235316562093629</id><published>2011-11-17T10:28:00.000Z</published><updated>2011-11-17T10:28:00.204Z</updated><title type='text'>CRESCER NO CASAMENTO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Até há relativamente pouco tempo as relações conjugais eram mais ou menos previsíveis. Quando duas pessoas casavam tinham quase sempre como objectivos a curto prazo terem filhos e estabilidade financeira para os educar, sendo que, mesmo que nem sempre se falasse abertamente sobre as expectativas de cada um, estava implícito que ao marido competiria assegurar a principal fonte de rendimentos da família e à mulher competiria ser a principal cuidadora da casa e das crianças. Para além destas questões formais, havia aquilo a que eu chamo de contratos informais, isto é, à medida que a relação evoluía no tempo o papel de cada um tornava-se mais claro - na maior parte dos casos era à mulher que competia resolver/ gerir questões relacionadas com o apoio emocional e era o marido que se responsabilizava por tratar de questões burocráticas, por exemplo. Muitos de nós crescemos em famílias em que vigorava esta divisão clara dos papéis. Na verdade, para além dos nossos pais e avós, todos conhecemos um ou outro caso em que estes padrões continuam a vigorar -&amp;nbsp;&lt;b&gt;ela trabalha fora de casa mas saltita de emprego em emprego porque as suas principais obrigações prendem-se com a educação dos filhos; ele está preso a um emprego que o insatisfaz e é responsável por tratar de todas as contas, contratos e outros assuntos "sérios"&lt;/b&gt;. Complementam-se e até podem ser muito felizes sob este formato. Porque há acordo, porque há um projecto de vida que inclui um contrato formal e outro informal que cumpre as necessidades e expectativas de cada um.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Mas na actualidade existem diversas formas de família e os contratos não estão sempre bem definidos, sobretudo os informais, pelo que&amp;nbsp;&lt;b&gt;qualquer acidente de percurso representa um desafio maior&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do que representaria para os casais das gerações anteriores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Hoje existem casais de dupla carreira, em que a mulher não está capaz de abdicar da sua progressão em nome do papel de mãe. Pelo contrário, as expectativas vão no sentido de o papel parental ser simetricamente dividido com o marido.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os banhos e as birras já não são da exclusiva responsabilidade da mulher&lt;/b&gt;, tal como o sustento da família já não pode recair maioritariamente sobre o marido. Do ponto de vista informal também houve mudanças significativas: as mulheres já não pactuam com a ideia de serem elas as únicas provedoras de afecto e os homens dificilmente aceitarão serem tratados como homens da luta, responsáveis por resolver tudo o que seja assunto sério não afectivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Contudo, e porque é preciso tempo para que nos ajustemos às mudanças, mesmo às que trazem mais vantagens do que desvantagens, nem sempre é fácil definir as expectativas de cada um dos membros do casal ao longo do ciclo de vida da família. De resto, boa parte dos pedidos de ajuda que recebo estão relacionados com a dificuldade de adaptação a novas etapas. Às vezes essas dificuldades surgem na sequência de mudanças esperadas e desejadas, como o nascimento de um filho, uma progressão na carreira ou a mudança para uma casa maior. Noutras,&amp;nbsp;&lt;b&gt;o choque acontece aquando de um acidente de percurso que obriga a restruturações&lt;/b&gt;, como o adoecimento de um familiar que, de repente, tem de ficar lá em casa, a perda de emprego de um dos membros do casal ou um problema de infertilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Em qualquer das circunstâncias é preciso que haja uma comunicação muito eficaz entre duas pessoas que se amam para evitar que as mudanças arrastem consigo a solidariedade, o apoio emocional mútuo e, por fim, a esperança num futuro a dois. A verdade é que quando olhamos para o nosso cônjuge e, por algum motivo, não lhe reconhecemos a capacidade para se ajustar às mudanças que a relação sofreu, importa que paremos para pensar nos porquês, nos contratos informais que criámos e nas dificuldades que ele(a) estará a sentir. Nem sempre é fácil realizar este exercício e às vezes há feridas emocionais de um lado e do outro que exacerbam as dificuldades de adaptação mas é sempre possível clarificar as necessidades e expectativas de cada um e, assim, crescer do ponto de vista emocional e continuar a acreditar na relação. Quando isso acontece, o amor sai fortalecido, a saúde melhora e a confiança no futuro também.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1504235316562093629?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1504235316562093629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1504235316562093629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/crescer-no-casamento.html' title='CRESCER NO CASAMENTO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8586239290332632141</id><published>2011-11-16T10:43:00.000Z</published><updated>2011-11-16T10:43:00.532Z</updated><title type='text'>QUÃO IMPORTANTE É O SEU CASAMENTO?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Num processo de terapia conjugal é usual propor aos membros do casal uma reflexão rigorosa a respeito da importância do papel conjugal. Numa primeira fase proponho que o façam por escrito, através de um exercício a que chamo "Entrevista conjugal" e posteriormente a reflexão passa para a oralidade. Se é verdade que cada um de nós atribui uma importância considerável à família, considerando-a o grande pilar, também é certo que nem sempre avaliamos com rigor o impacto que as nossas escolhas diárias têm nessa área da vida. É relativamente fácil proclamar ao mundo que o nosso cônjuge é a pessoa mais importante da nossa vida e que todas as nossas decisões, nomeadamente os sacrifícios que fazemos, são caminhos que percorremos com o objectivo específico de promover o bem-estar da família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Aquilo que muitos dos casais que procuram a ajuda especializada ignoram é que a família é, na verdade, um conjunto de papéis, a que&amp;nbsp;&lt;b&gt;nem sempre nos dedicamos na prática como afirmamos em teoria&lt;/b&gt;. Quando pergunto "Que peso tem o papel conjugal na sua vida?" ou "Que peso tem o papel parental na sua vida?" ou ainda "O que gostaria de mudar neste papel?" proponho uma análise sincera da entrega de cada um às necessidades afectivas da família. No caso específico do amor conjugal interessa-me que as pessoas que me pedem ajuda reflictam acerca do que (não) estão a fazer para mostrar ao cônjuge que&amp;nbsp;&lt;b&gt;ele é, de facto, a pessoa mais especial da sua vida&lt;/b&gt;. Não me refiro aos grandes gestos de romantismo e muito menos aos presentes que um proporciona ao outro anualmente, sob a forma de uma viagem ou outra coisa qualquer. Refiro-me, isso sim, às&amp;nbsp;&lt;b&gt;escolhas diárias que podem mostrar de forma inequívoca que se está comprometido com aquela relação&lt;/b&gt;. Por outras palavras, refiro-me à capacidade que cada um de nós deveria ter para, de forma regular, fazermos escolhas que traduzam a capacidade para ceder com o objectivo de agradar ao outro; ou ainda à atenção que podemos dar - de forma contínua e não pontual - às preocupações e desabafos da pessoa que amamos; ou ainda aos gestos simples como ser capaz de consultar o cônjuge antes de assumirmos um compromisso com terceiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Uma das queixas que oiço com regularidade em sede de terapia de casal é&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Eu venho sempre em último lugar nas prioridades dele(a)"&lt;/b&gt;. A crítica é injusta porque implica uma generalização que acabará por ser sentida pelo cônjuge como um ataque pessoal, desmotivando-o ainda mais a comprometer-se com o que quer que seja mas traduz o desespero de quem há muito tempo deixou de se sentir especial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Se o seu casamento é&amp;nbsp;&lt;b&gt;MESMO&lt;/b&gt;&amp;nbsp;a sua prioridade, então é porque é capaz de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Prestar muita atenção às necessidades da pessoa que ama, ouvindo-a e mostrando-se disponível. Isto é, são mais as vezes em que está "lá" do que aquelas em que se apressa a terminar a conversa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Identificar as preocupações actuais do seu cônjuge, aquilo que nos últimos dias ocupa o seu pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Identificar os sonhos e as ambições do seu companheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Fazer regularmente escolhas diferentes daquelas que faria se estivesse descomprometido. Isto passa mais por escolher um produto no supermercado pensando em primeiro lugar naquilo de que o outro gosta do que escolher um destino de férias com o objectivo de o compensar pelas ausências do resto do ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Consultar o seu cônjuge e ter a opinião dele em consideração em vez de o informar das suas escolhas. Isso é tão simples como perguntar "O que achas de convidarmos a minha mãe para jantar connosco?" em vez de informar "A minha mãe janta cá hoje".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8586239290332632141?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8586239290332632141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8586239290332632141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/quao-importante-e-o-seu-casamento.html' title='QUÃO IMPORTANTE É O SEU CASAMENTO?'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3912779607458444197</id><published>2011-11-15T11:00:00.000Z</published><updated>2011-11-15T11:00:09.293Z</updated><title type='text'>VÍCIO DA INTERNET</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Praticamente todos os meios de comunicação a que hoje temos acesso estiveram de algum modo associados a preocupações com o impacto na saúde, concretamente entre crianças e jovens. Há duas ou três décadas discutia-se com vivacidade a possibilidade de alguns programas de televisão serem nocivos para o desenvolvimento moral e emocional das crianças. Mais tarde, à medida que&amp;nbsp;&lt;b&gt;o sedentarismo substituiu as enérgicas brincadeiras de rua&lt;/b&gt;, vieram os alertas a respeito do número de horas passado à frente da caixinha mágica. Paradoxalmente, foi na televisão que assistimos aos debates mais acesos sobre esta matéria. Os pais preocupavam-se com o sedentarismo dos filhos ao mesmo tempo que se resignavam à ideia de os seus serões serem passados em frente à televisão. A páginas tantas, e sem que parássemos para pensar, chegámos à fase em que&amp;nbsp;&lt;b&gt;há um televisor em cada divisão da casa&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e poucas são as vezes em que a família se reúne fora das refeições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Na última década a televisão foi gradualmente suplantada pelo computador e pela Internet. Começámos a usá-los maioritariamente em contexto profissional mas o acesso instantâneo ao entretenimento, as novas plataformas de comunicação e a informação tão vasta que a Web nos oferece rapidamente a transformaram num bem de que já não abdicamos em nossas casas. Mais: muitos de nós levam esta dependência ao ponto de nos mantermos&amp;nbsp;&lt;i&gt;online&lt;/i&gt;&amp;nbsp;através dos&amp;nbsp;&lt;i&gt;smartphones&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e outros dispositivos com ligação directa ao Facebook e a outras redes sociais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;O fenómeno tem servido de mote a muitas investigações na área da Psicologia, que, resumidamente, têm mostrado que&amp;nbsp;&lt;b&gt;passamos demasiado tempo ligados à Internet, com prejuízo para as relações afectivas&lt;/b&gt;. Como há alguns, as preocupações dos profissionais de Psicologia centram-se no impacto destas mudanças no (comprometimento do) bem-estar de crianças e jovens. O motivo é óbvio: enquanto nós, adultos, temos recursos que nos permitem, se quisermos, dosear o tempo que dedicamos ao lazer e à Internet em particular, os jovens estão ainda a formar a sua personalidade. É naturalmente preocupante constatar que em muitos casos os pais não fazem a mínima ideia dos riscos que os seus filhos correm enquanto estão ao computador, tal como é alarmante verificar que uma larga maioria das nossas crianças trocou os laços afectivos e as brincadeiras presenciais por jogos que até podem ter algum grau de interacção social mas que as impedem de desenvolver competências fundamentais. Sem diabolizar uma estrutura tão importante como a Internet, é importante que interiorizemos que&amp;nbsp;&lt;b&gt;há marcas que resultam do isolamento social prolongado e que podem ser difíceis de ultrapassar&lt;/b&gt;. Os transtornos depressivos são mais frequentes entre os jovens que não são capazes de construir verdadeiras amizades - com as vantagens, as dificuldades e as frustrações que lhes estão associadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;No meio de alguns sinais de alarme com que quase todos os psicólogos clínicos se confrontam em terapia surgem também alguns sinais de optimismo, como uma investigação realizada entre estudantes universitários americanos que nos dá conta de uma ligeira diminuição do tempo dedicado à Internet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3912779607458444197?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3912779607458444197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3912779607458444197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/vicio-da-internet.html' title='VÍCIO DA INTERNET'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4397122335562957917</id><published>2011-11-14T14:10:00.001Z</published><updated>2011-11-14T14:10:52.996Z</updated><title type='text'>ULTRAPASSAR O FIM REPENTINO DE UMA RELAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Um dos pedidos de ajuda que recebo com mais regularidade em sede de terapia diz respeito à dificuldade em lidar com uma separação repentina. Como tenho dito sempre,&amp;nbsp;&lt;b&gt;o divórcio é o segundo acontecimento mais ansiogénio&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no ciclo de vida de uma família, apenas ultrapassado pela morte do cônjuge ou de um filho. Mas de um modo geral as separações não acontecem do dia para a noite e, mesmo que os familiares e amigos se surpreendam com a notícia, na maior parte das vezes o sofrimento e o desgaste dos membros do casal (e quase sempre dos filhos também) já se arrasta há muito tempo. O divórcio ou a separação é quase sempre um processo penoso mas a dor que está associada é anterior à decisão final. Na prática, é como se o luto que importa fazer nestes casos começasse muitos meses antes da ruptura. Dói, sim, e muitas vezes esse período é marcado pela deterioração da comunicação e por episódios que mostram o pior lado de cada um dos membros do casal. Mas nestes casos a dor é distribuída no tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Os casos a que me refiro no título deste texto dizem respeito a todas as pessoas que foram&lt;b&gt;surpreendidas com uma separação com que não contavam&lt;/b&gt;. E são muitos os relatos com que me confronto no consultório. São pessoas que, tantas vezes da noite para o dia, passaram de um estado de tranquilidade ao desespero e à angústia de não saber como será o seu futuro. Na maior parte destes casos o que acontece é que a pessoa que agora anuncia que se vai embora passou meses (ou anos) a desligar-se do parceiro, atingindo o estado de&amp;nbsp;&lt;b&gt;divórcio emocional&lt;/b&gt;. Conteve as suas emoções, a dimensão da sua insatisfação,&amp;nbsp;&lt;b&gt;fazendo o seu luto ainda durante a relação&lt;/b&gt;. É por isso que quando o anúncio é feito a pessoa que quer acabar está normalmente serena, segura da sua decisão, por oposição ao cônjuge que, de repente, fica sem chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;A desorientação de quem num dia acha que tem uma família estável (mesmo que com dificuldades) e no outro está desamparado, atónito com a perda abrupta do companheiro, pode dar lugar à sensação de profundo fracasso, depressão e ansiedade. Este desnorte é compreensível. Na prática,&amp;nbsp;&lt;b&gt;é como se esta pessoa tivesse enviuvado de repente&lt;/b&gt;&amp;nbsp;só que o companheiro está vivo e quer ir embora. Nalguns casos a surpresa e a inexistência de tempo para fazer o luto levam a que a pessoa que é abandonada assuma alguns&amp;nbsp;&lt;b&gt;comportamentos obsessivos&lt;/b&gt;, numa tentativa desesperada de manter o outro a seu lado. Claro que este padrão comportamental é disfuncional, empurra ainda mais o outro para fora da relação e coloca em risco a saúde emocional da pessoa que fica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Todas as pessoas são capazes de sobreviver (e crescer) ao fim de uma relação, pelo que, por maior que seja o sofrimento e a surpresa, importa que quem foi abandonado assuma que&amp;nbsp;&lt;b&gt;o melhor é deixá-lo(a) ir&lt;/b&gt;. Fazer esforços avulsos para manter a ligação acabará por agudizar e prolongar indefinidamente o sofrimento da pessoa abandonada, pelo que importa que, com a ajuda de familiares e amigos próximos, se possa pôr em prática algumas estratégias para que o luto comece a ser feito e que passam por comportar-se como se o relacionamento tivesse MESMO acabado, ainda que na sua cabeça o vínculo continue a existir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- retire as fotografias a dois das molduras de casa, apague as fotos que tem no telemóvel e arquive as fotografias do computador;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- deixe de telefonar ao ex-companheiro, evite quaisquer esforços para saber do seu paradeiro e/ou para se sentir mais próximo(a);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- preencha as noites livres e os fins-de-semana com saídas com amigos, actividades individuais ou qualquer outro "programa" que lhe permita sentir-se menos só;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- anuncie às pessoas próximas a separação - não viva sob uma mentira e, acima de tudo, não mascare a sua dor. Permita que as pessoas que estão à sua volta o(a) ajudem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;O sofrimento não passa de forma imediata só porque a pessoa assume que está separada mas este é um passo significativo para o luto. Se a pessoa se comportar como se estivesse desligada do outro, mais dia, menos dia, acabará mesmo por sentir-se desligada e pronta para reconstruir a sua vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8pt; line-height: 12px;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4397122335562957917?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4397122335562957917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4397122335562957917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/ultrapassar-o-fim-repentino-de-uma.html' title='ULTRAPASSAR O FIM REPENTINO DE UMA RELAÇÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-735011945387544988</id><published>2011-11-03T10:36:00.000Z</published><updated>2011-11-03T10:36:00.244Z</updated><title type='text'>A IMPORTÂNCIA DO PAI DEPOIS DO DIVÓRCIO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;O divórcio faz cada vez mais parte do nosso léxico. Até os casais mais enamorados estão atentos às peripécias que a vida pode apresentar e sabem que, se&amp;nbsp;&lt;b&gt;um em cada dois casamentos acaba em divórcio&lt;/b&gt;, é porque os riscos que a era moderna apresenta são infindáveis. Desta banalização resultou a diminuição do estigma associado às pessoas divorciadas e aos filhos do divórcio. Resultou também a tomada de consciência a respeito da necessidade de salvaguarda dos interesses das crianças. Hoje sabemos que&amp;nbsp;&lt;b&gt;num divórcio é praticamente impossível evitar a dor&lt;/b&gt;, a sensação de perda e a ansiedade da separação mas estamos (quase) todos cientes de que, se cada um fizer a sua parte, o sofrimento das crianças é substancialmente menor e a probabilidade de este acontecimento ser superado ao fim de algum tempo é muito maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Não se pode exigir que as crianças não se entristeçam com a separação dos pais nem será razoável querer fazer escolhas que lhes permitam passar por todo o processo incólumes. Afinal, os adultos também sofrem, mesmo quando o divórcio resulta da assunção de que já não estão felizes juntos. Que as crianças se entristeçam é, por isso, normal.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Com o apoio e a segurança dos pais essa tristeza será ultrapassada e dará lugar à adaptação a uma nova realidade&lt;/b&gt;, à estabilidade emocional e até, a prazo, à capacidade de ser feliz com a reconstrução familiar de cada um dos progenitores. O que não é saudável é que o divórcio implique que as crianças sejam forçadas a separar-se de um dos progenitores. Seja em que circunstância for, os pais podem e devem fazer&amp;nbsp;&lt;b&gt;TUDO&lt;/b&gt;&amp;nbsp;o que estiver ao seu alcance para garantir que os seus filhos continuem a sentir-se amados e acompanhados&amp;nbsp;&lt;b&gt;por ambos&lt;/b&gt;. Ora, isso também passa por permitir que as crianças estejam&amp;nbsp;&lt;b&gt;tanto com a mãe como com o pai&lt;/b&gt;. Numa altura em que a informação está cada vez mais acessível e em que os pais e mães dão o seu melhor para se manterem informados a respeito das escolhas mais saudáveis para a educação dos seus filhos&amp;nbsp;&lt;b&gt;faz pouquíssimo sentido que se continue a acreditar que as crianças ficam melhor se estiverem à guarda da mãe&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;A guarda partilhada, mesmo quando as crianças são pequenas, não é uma moda nem um capricho de pessoas que batalham pela inovação. Trata-se de uma escolha que traduz aquilo que a investigação em Psicologia da Família também mostra:&amp;nbsp;&lt;b&gt;as crianças sofrem mais com quando têm de viver a maior parte do tempo longe do pai do que quando o seu tempo é dividido entre os dois lares&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;É, por isso, com alguma preocupação que assisto a situações clínicas em que um dos progenitores opta por viver com os seus filhos&amp;nbsp;&lt;b&gt;a centenas de quilómetros&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do ex-companheiro. Bem sei que depois do divórcio há pessoas que têm de reconstruir a sua vida praticamente do zero e que isso pode implicar mudanças sociais e profissionais profundas. Mas é preciso que o papel de pai/ mãe seja realmente encarado como&amp;nbsp;&lt;b&gt;prioritário&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e que as escolhas traduzam a vontade de continuar a dar aos filhos o melhor - quer em termos físicos/ materiais, quer (sobretudo) em termos emocionais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Fazer sacrifícios em nome do superior interesse das crianças não é sempre fácil nem óbvio mas é a escolha emocionalmente mais inteligente de pais que se espera que sejam tão altruístas e descentrados quanto possível. Querermos as nossas crianças sempre connosco é normal, mas é preciso que, em caso de divórcio, reconheçamos que elas merecem estar com o pai tanto quanto com a mãe. O sofrimento dos adultos não deve&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 8pt; line-height: 12px;"&gt;mascarar o real interesse pelo bem-estar dos filhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-735011945387544988?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/735011945387544988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/735011945387544988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/importancia-do-pai-depois-do-divorcio.html' title='A IMPORTÂNCIA DO PAI DEPOIS DO DIVÓRCIO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8438680799795048634</id><published>2011-11-02T16:15:00.000Z</published><updated>2011-11-02T16:15:12.614Z</updated><title type='text'>SÓ PARA DIZER QUE TE AMO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há algum tempo tive oportunidade de escrever sobre a importância dos gestos de afecto nas relações familiares bem como sobre as dificuldades que tantas vezes sentimos em livrar-nos de amarras que nos impedem de expressar através de um abraço aquilo que sentimos. A reflexão que hoje proponho refere-se à expressão verbal dos afectos nas relações próximas, que é quase tão importante como a expressão física. É verdade que a maior parte das pessoas se sente mais carente e desamparada perante a ausência prolongada de uma carícia, de um toque ou de um beijo que traduza algum carinho. Precisamos de nos sentir amados e isso passa claramente por estes gestos. Mas também somos, quase todos, sensíveis à manifestação clara do amor sob a forma de palavras.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Gostamos que nos digam, sem reservas, que somos especiais, que somos motivo de orgulho ou tão simplesmente um "Gosto de ti"&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aquilo que tenho verificado no meu trabalho com famílias é que as gerações mais novas são mais capazes de expressar verbalmente as suas emoções. Os pais mostram-se cada vez mais próximos dos filhos e expressam&amp;nbsp;&lt;b&gt;aquilo que sentem sem constrangimentos&lt;/b&gt;. Muitas vezes sem aperceberem, estão a educar crianças emocionalmente mais inteligentes, mais seguras e, consequentemente,&amp;nbsp;&lt;b&gt;mais capazes de dizer "amo-te" sem reservas&lt;/b&gt;. Mas são também estes pais que tantas vezes relatam sérias dificuldades em expressar por palavras (e gestos) o amor que sentem pela família alargada. São pais emocionalmente competentes, capazes de dar tudo, que amam os seus próprios pais mas que nem sempre são capazes de o assumir com clareza.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Vivem num limbo entre a certeza do amor incondicional e a incapacidade de o verbalizar&lt;/b&gt;. "Soaria estranho", reclamam, ao mesmo tempo que lamentam que as amarras da educação que receberam ainda estejam tão presentes. Às vezes arriscam um "gosto muito de ti" aproveitando o embalo de uma mensagem escrita, que, ainda que seja uma forma de comunicação mais fria do que aquela que ocorre olhos nos olhos, é uma via que evita o embaraço.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É mais difícil lidar com esta dificuldade em dizer "amo-te" quando se trata de relações amorosas. Ao contrário do que acontece em tantas relações pais-filhos, em que a certeza do amor incondicional permite que se viva uma vida inteira sem que o amor seja verbalizado desta forma,&amp;nbsp;&lt;b&gt;nos relacionamentos românticos somos mais exigentes&lt;/b&gt;, caprichosos e reivindicativos. Precisamos de ouvir dizer "amo-te", mesmo que seja por outras palavras. Mesmo que seja em Inglês, como na canção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;PROBLEMA DE EXPRESSÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Letra:&amp;nbsp;&lt;b&gt;Carlos Tê&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só pra dizer que te Amo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem sempre encontro o melhor termo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nem sempre escolho o melhor modo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Devia ser como no cinema,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A língua inglesa fica sempre bem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E nunca atraiçoa ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O teu mundo está tão perto do meu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o que digo está tão longe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como o mar está do céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só pra dizer que te Amo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei porquê este embaraço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que mais parece que só te estimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E até nos momentos em que digo que não quero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o que sinto por ti são coisas confusas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E até parece que estou a mentir,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As palavras custam a sair,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não digo o que estou a sentir,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Digo o contrário do que estou a sentir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O teu mundo está tão perto do meu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o que digo está tão longe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como o mar está do céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é tão difícil dizer amor,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É bem melhor dizê-lo a cantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso esta noite, fiz esta canção,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para resolver o meu problema de expressão,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pra ficar mais perto, bem mais de perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Ficar mais perto, bem mais de perto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8438680799795048634?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8438680799795048634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8438680799795048634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/11/so-para-dizer-que-te-amo.html' title='SÓ PARA DIZER QUE TE AMO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8361933779114387028</id><published>2011-10-19T10:48:00.000+01:00</published><updated>2011-10-19T10:48:00.327+01:00</updated><title type='text'>PERFECCIONISMO E DEPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A busca pela excelência beneficia-nos em termos artísticos e profissionais. Não há mal nenhum em dar o nosso melhor no sentido da progressão de carreira, tal como não há mal nenhum em testar os nossos limites, ambicionar sermos pessoas mais felizes ou querer melhorar a nossa aparência. A perseguição do ideal faz sentido sempre que somos capazes de reconhecer que&amp;nbsp;&lt;b&gt;o ideal é uma utopia inatingível, que serve apenas como norte&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, porque olhamos para a imprensa e para a televisão e ficamos com a sensação de que quem por lá aparece tem vidas mais preenchidas, mais realizadas? Os rostos aparecem quase sempre luminosos, os sorrisos não indiciam a existência de dificuldades sérias nem preocupações mundanas como aquelas com que diariamente nos confrontamos. Enquanto ouvimos alguém referir-se ao resultado do seu último trabalho ao mesmo tempo que deitamos um olhar na imagem imaculada que a TV nos transmite não conseguimos evitar o pensamento&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Porque é que há pessoas com vidas tão melhores do que a minha?"&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois, no trabalho ou no café trocamos palavras com conhecidos que se afiguram tantas vezes como símbolos de tranquilidade, segurança e bem-estar.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Detemo-nos sobre aquilo que reluz&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e consideramos que os outros têm muitas vezes a vida mais facilitada. Parece que tudo lhes corre bem. Ainda que não nos consumamos com a dor de cotovelo,&amp;nbsp;&lt;b&gt;deprimimo-nos por pensar que somos inferiores à média&lt;/b&gt;, temos familiares e amigos que não são tão interessantes e solícitos como os outros, o nosso percurso profissional e o rendimento que auferimos estão muito abaixo do que as pessoas que nos rodeiam mostram ter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, é fácil estar sistematicamente na mó de baixo. Enquanto nos centramos no que brilha na vida alheia esquecemo-nos do essencial: a nossa vida é o produto das nossas escolhas. Sermos felizes hoje depende da seriedade que aplicarmos a essas escolhas e da capacidade para dar o nosso melhor.&amp;nbsp;&lt;b&gt;A competição tem de ser interna&lt;/b&gt;&amp;nbsp;- sentir-nos-emos tão realizados quanto mais formos capazes de nos focalizar na entrega, na perseverança e no melhoramento das nossas competências. Para que eu seja feliz, é preciso sentir que dei o meu melhor, que me entreguei, lutei, cresci.&amp;nbsp;&lt;b&gt;As comparações em que devo centrar-me dizem respeito ao meu percurso&lt;/b&gt;, à minha evolução e não à análise superficial do que está à minha volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas que definem com clareza e objectividade as suas metas e os seus sonhos estão mais preocupadas com os esforços que terão de fazer para os atingir do que com as conquistas e realizações dos outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parece óbvio, mas continuo a deparar-me diariamente com pessoas que são incapazes de dar graças por aquilo que têm e/ou olhar para o seu percurso com rigor e orgulho. Detêm-se demasiadas vezes naquilo que supostamente seria esperado que tivessem atingido, desvalorizando o próprio mérito, os obstáculos enfrentados (e contornados) e as vitórias alcançadas. No meio desta análise distorcida permitem que algumas ilusões condicionem o seu bem-estar e adiam&amp;nbsp;&lt;i&gt;ad eternum&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a sua felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8361933779114387028?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8361933779114387028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8361933779114387028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/perfeccionismo-e-depressao.html' title='PERFECCIONISMO E DEPRESSÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-7748371898589486007</id><published>2011-10-18T13:26:00.002+01:00</published><updated>2011-10-18T13:27:00.054+01:00</updated><title type='text'>INTIMIDADE EMOCIONAL E INTIMIDADE SEXUAL</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se trabalha há tantos anos com casais, há questões que tendem a repetir-se mais do que outras. No início de qualquer processo terapêutico procuro explicar que o meu papel também passa por colocar algumas questões mais ou menos íntimas e que estou ali para&amp;nbsp;&lt;b&gt;respeitar o ritmo de cada um&lt;/b&gt;, pelo que aceito se um dos membros do casal não se sentir confortável para falar sobre um determinado assunto. Mas a experiência clínica mostra-me que são raríssimos os casos em que alguém se recusa a responder a alguma pergunta. Contar-se-ão pelos dedos. A razão é simples: se as pessoas tiveram a coragem de recorrer à ajuda da terapia conjugal é porque o mal-estar instalado é suficientemente perturbador, pelo que, mais do que o pudor, aquilo que predomina é quase sempre a&lt;b&gt;vontade de partilhar tudo&lt;/b&gt;, na esperança de ultrapassar as dificuldades rapidamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas se é verdade que, de um modo geral, os membros do casal estão disponíveis para se revelarem em sede de terapia, também é importante reconhecer que há quase sempre&amp;nbsp;&lt;b&gt;diferenças no que toca à forma como cada um se revela dentro da relação&lt;/b&gt;. De resto, uma das queixas mais frequentes do lado feminino diz respeito à inexistência de intimidade emocional na relação. Esta insatisfação pode dar lugar a ciclos viciosos, já que não raras vezes, quando a mulher diz "Tens de te revelar mais" ou "Estou descontente com a nossa intimidade emocional",&amp;nbsp;&lt;b&gt;o marido não é capaz de perceber onde é que está a falhar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e como é que pode ir ao encontro das necessidades da mulher. A resposta pode variar entre "Não sei o que é que tu queres mais..." até "Sinto-me incapaz de perceber o que é que tu queres dizer com isso... Nós falamos...".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em função da forma como homens e mulheres foram educados, para alguns maridos não está claro que a intimidade emocional que se espera numa relação conjugal possa ir além das conversas superficiais que se tem à mesa de jantar. Pior do que isso, se as queixas se tornam particularmente intensas ao fim de 10 ou 20 anos de casamento, é legítimo que o marido se questione sobre a validade das críticas que lhe são feitas. É como se, de um momento para o outro, lhe estivessem a pedir para falar russo, sem ter tempo para perceber de onde surgiu tal necessidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A terapia também serve para ajudar os membros do casal a perceber que&amp;nbsp;&lt;b&gt;a intimidade emocional é mais do que diálogo diário&lt;/b&gt;. Sentirmo-nos verdadeiramente ligados a alguém que amamos deve implicar que nos sintamos seguros ao ponto de sermos capazes de partilhar com frequência os nossos sentimentos, as nossas preocupações, angústias, medos e afins. Amar e ser amado não é só dizer "Eu amo-te mais do que tudo na vida" - é confiar suficientemente naquela pessoa ao ponto de&amp;nbsp;&lt;b&gt;não sentirmos necessidade de esconder nada&lt;/b&gt;. É sentirmo-nos de tal modo "escolhidos" e amparados que já não precisamos de mascarar nada. É ter a certeza de que as nossas fantasias, ambições e desejos serão validados pelo parceiro. E isso é extensível à intimidade sexual. Numa relação emocionalmente segura os membros do casal expõem-se sem pudor, partilham as suas necessidades e devaneios e&amp;nbsp;&lt;b&gt;o acto sexual é muito mais do que um ritual mecanizado&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em que as duas pessoas mal se tocam. Há carícias, há contacto visual, há entrega e há, sobretudo, descontracção. Na intimidade sexual, tal como na intimidade emocional, pode ser necessária a intervenção clínica para que os dois membros do casal se sintam satisfeitos e as barreiras que limitam essa satisfação sejam realmente ultrapassadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-7748371898589486007?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7748371898589486007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7748371898589486007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/intimidade-emocional-e-intimidade.html' title='INTIMIDADE EMOCIONAL E INTIMIDADE SEXUAL'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1269745998173920975</id><published>2011-10-11T15:59:00.002+01:00</published><updated>2011-10-11T15:59:20.425+01:00</updated><title type='text'>DAR O OUTRO COMO GARANTIDO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Embora não creia que faça muito sentido que os membros de um casal possam competir a respeito das manifestações de afecto, parece-me evidente que, de vez em quando, far-nos-á falta&amp;nbsp;&lt;b&gt;parar para pensar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no investimento que temos feito para mostrar ao outro de forma clara o nosso amor. Essa reflexão faz ainda mais sentido&amp;nbsp;&lt;b&gt;quando o parceiro dá sinais de que se sente carente ou pouco apreciado&lt;/b&gt;. Em alturas de maior stress nem sempre nos cai bem ouvir frases como "Já não me ligas tanto como antes" ou "Ultimamente não tens tempo para mim". Estas queixas soam a cobrança e podem elevar os nossos níveis de ansiedade, impedindo-nos de empatizar com que o outro está a sentir. Se existirem problemas financeiros, dificuldades profissionais e/ou preocupações com os filhos pode acontecer que nos sintamos "engolidos" pela quantidade de compromissos e afazeres e que a disponibilidade para as queixas do cônjuge seja muito limitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apesar disso, é crucial que nos mantenhamos conscientes de que nenhuma relação afectiva sobrevive se não for alimentada, muito menos uma relação amorosa. Dar o outro como garantido é demasiado arriscado, podendo deixar&amp;nbsp;&lt;b&gt;marcas irreparáveis&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em teoria, quase todas as pessoas afirmam que não têm o parceiro como garantido e refugiam-se no facto de existirem períodos em que as outras áreas da vida requerem a dedicação total para se esquivarem à assunção das suas responsabilidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #666666; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enquanto terapeuta conjugal sei bem que seria utópico esperar que o nosso companheiro estivesse sempre atento e disponível. Também sei - e procuro passar essa mensagem - que há alturas em que é praticamente impossível fazer grandes gestos românticos. O cansaço de determinadas fases da vida é mais do que suficiente para que nos sintamos legitimamente "desculpados" por não termos estado "lá" para o outro. Custa-me muito mais validar escolhas que traduzam&amp;nbsp;&lt;b&gt;períodos prolongados&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em que pelo menos um dos membros do casal não sente que seja a prioridade na vida do outro. Mostrarmos a nossa atenção às necessidades, sentimentos e preocupações da pessoa que amamos não é uma tarefa difícil na maior parte do tempo. Podemos não estar sempre "lá" fisicamente mas devemos dar o nosso melhor para que aquela pessoa se sinta quase sempre amparada. E o mesmo é aplicável à disponibilidade e às manifestações de carinho. Estar disponível não é só deixar de trazer trabalho ao fim-de-semana e estar em casa ao lado da família. Também é fazer esforços no sentido de concretizar planos a dois,&amp;nbsp;&lt;b&gt;dizer menos "nãos"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;às solicitações do outro e ser permeável à mudança. Manifestar o nosso afecto também não passa pelo beijinho automático à chegada a casa. Parar para pensar há quanto tempo não abraçamos prolongada e carinhosamente o nosso parceiro pode ser o primeiro passo para a monitorização do próprio comportamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1269745998173920975?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1269745998173920975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1269745998173920975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/dar-o-outro-como-garantido.html' title='DAR O OUTRO COMO GARANTIDO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8533644050024307845</id><published>2011-10-10T15:50:00.002+01:00</published><updated>2011-10-10T15:50:30.307+01:00</updated><title type='text'>A DEPRESSÃO E OS PENSAMENTOS NEGATIVOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Poucas pessoas podem dar-se ao luxo de dizer que nunca tiveram qualquer contacto com a depressão. Nem todas sofrem ou sofreram da doença mas terão pelo menos um familiar, um amigo ou um conhecido que está ou já esteve nessa circunstância. Felizmente, o assunto há muito que deixou de ser tabu, pelo que a generalidade de nós está familiarizado com os sintomas clínicos desta perturbação. E se é verdade que continua a existir algum estigma em relação à doença mental, também se pode afirmar que&lt;b&gt;os portugueses estão mais sensíveis e empáticos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;em relação à epidemia do século XXI. É com agrado que me apercebo, por exemplo, da existência de empregadores que estimulam os seus funcionários a pedir ajuda clínica quando se apercebem que há o risco de aquela pessoa estar deprimida. Tal como me agrada perceber que muitas das pessoas que me pedem ajuda fazem-no porque foram incentivadas por alguém próximo, que teve a preocupação e o cuidado de dizer&amp;nbsp;&lt;b&gt;"Precisas de ajuda"&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas nem tudo são rosas no que diz respeito à relação da pessoa que está deprimida com aqueles que a rodeiam. Os familiares e amigos podem até reconhecer a sua impotência na ajuda que querem prestar, podem ser tolerantes em relação a episódios que traduzam níveis elevados de irritabilidade&amp;nbsp;&lt;b&gt;(não é só a tristeza e o choro que caracterizam esta perturbação de humor)&lt;/b&gt;, mas é-lhes progressivamente mais difícil conviver com a apatia e o pessimismo generalizado do doente. Muitas vezes o familiar ou o amigo que costuma estar "lá" para amparar e dar força também perde a calma. Quando&amp;nbsp;&lt;b&gt;"salta a tampa"&lt;/b&gt;&amp;nbsp;podem ser proferidas frases como "Tens de reagir" ou "Não podes estar sempre a pensar nisso", que, embora sejam fruto do cansaço legítimo, podem ferir alguém que, estando doente,&amp;nbsp;&lt;b&gt;não depende da motivação ou da força de vontade para melhorar&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém pode ser psicólogo, médico e assistente social de um familiar ou amigo deprimido. Podemos ser cuidadores, podemos estar lá para amparar, mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;todos temos limites&lt;/b&gt;. Quando uma pessoa, que ainda por cima não tem formação em saúde mental, procura fazer mais do que está capaz, acaba invariavelmente por cansar-se, ser brusca e mostrar-se saturada com o pessimismo do doente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De facto, não é nada fácil conviver regularmente com alguém que olha para a vida de forma negativa, alguém cujo pensamento está distorcido e, em função disso, passa muito mais tempo a criticar o mundo do que a apreciá-lo. É por isso que não raras vezes é recomendável o&amp;nbsp;&lt;b&gt;acompanhamento psicológico aos familiares&lt;/b&gt;&amp;nbsp;da pessoa a quem foi diagnosticada a depressão. Nem todos os cônjuges ou filhos da pessoa deprimida precisarão deste apoio. Mas se a porta estiver aberta, é mais fácil evitar que os cuidadores também se deprimam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto aos&amp;nbsp;&lt;b&gt;colegas e amigos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do doente, que tantas vezes se afastam por cansaço e desesperança, importa passar a mensagem de que a pessoa deprimida também precisa do seu incentivo e das suas chamadas de atenção.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Os amigos não são ansiolíticos&lt;/b&gt;&amp;nbsp;nem podem servir de saco de pancada. Mas podem (e devem) manter-se por perto, expressar a sua preocupação, a sensação de impotência que os assola e a importância do recurso à ajuda clínica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8533644050024307845?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8533644050024307845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8533644050024307845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/depressao-e-os-pensamentos-negativos.html' title='A DEPRESSÃO E OS PENSAMENTOS NEGATIVOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8077428875411293685</id><published>2011-10-06T17:45:00.000+01:00</published><updated>2011-10-06T17:45:08.588+01:00</updated><title type='text'>AMUOS NA RELAÇÃO CONJUGAL – QUANDO OS ADULTOS FAZEM BIRRA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seguiam animadamente para um passeio em família quando, depois de o Manuel ter decidido que seria melhor interromper a viagem para poupar o irmão à exposição solar, a Maria, sua mulher, trocou os sorrisos e as divertidas interlocuções por respostas monossilábicas e um rosto fechado. Aflito, o marido procurou espicaçá-la mas a ausência de uma reacção simétrica deu lugar à sua própria frustração. Sentia-se melindrado com a birra da mulher, irritado com o facto de ela ter amuado por ver a sua vontade contrariada e enfurecido com a ideia de este silêncio estar a perturbar o seu irmão. A páginas tantas, desistiu de a animar, desistiu de tentar perceber o silêncio perturbador e fechou-se também sobre si mesmo. A tarde ficara irremediavelmente estragada e ainda teve de lidar com perguntas constrangedoras do irmão que se interrogara sobre a sua responsabilidade no episódio – “Será que a Maria ficou aborrecida por não termos feito o que estava combinado? É tudo culpa minha… Se eu não tivesse ido convosco, nada disto teria acontecido”. O tormento do irmão enfureceu ainda mais o Manuel, que estava definitivamente zangado com a mulher. Mais tarde, depois de muita tensão, pôde finalmente compreender o ciclo de vulnerabilidades que deu origem a tanto mal-estar: Aquando da tomada de decisão, o Manuel optou por desistir do que estava combinado porque estava preocupado com o irmão, que sofre de uma condição física que o impede de se expor a temperaturas muito elevadas mas não terá sido claro a esse respeito com a mulher. A Maria sentiu-se desrespeitada e infantilizada, já que, desconhecendo a dimensão do problema do cunhado, pensou que o marido estaria a impor uma decisão sem a consultar. De repente, sentiu-se exactamente como no passado quando o pai, extremamente autoritário, impunha a sua vontade e a impedia de se pronunciar. O cenário era muito semelhante a outros por que passara, a sensação de asfixia e diminuição também, ainda que o “carrasco” fosse outro. O bloqueio emocional levou-a a fechar-se sobre si mesma, ao mesmo tempo que ruminava sobre o comportamento do marido “&lt;b&gt;Como é que ele pode tratar-me desta maneira? Não posso permitir que me infantilize! Ainda por cima, à frente do irmão. Casei com um déspota!&lt;/b&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos nós temos vulnerabilidades, traumas, feridas emocionais.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Esses pontos fracos constituem os nossos verdadeiros “defeitos”, as limitações que nos tornam mais desafiantes (e às vezes insuportáveis) aos olhos do cônjuge&lt;/b&gt;. Quando a pessoa que amamos toca, mesmo que involuntariamente, num desses pontos fracos, é usual que reajamos de forma automática, impulsiva, primitiva, como se tivéssemos de nos defender de algo muito perigoso. Nesses momentos&lt;b&gt;fechamo-nos sobre nós mesmos sentindo a mesma raiva que sentíamos em relação aos nossos pais quando éramos crianças&lt;/b&gt;. Racionalmente não há nada de semelhante entre o cenário actual e os episódios traumáticos. E muito menos faz sentido que o cônjuge seja tratado como se fosse o nosso carrasco. Quando amuamos, podemos fazê-lo de forma automática e defensiva, mas ignoramos (&lt;b&gt;desprezamos?&lt;/b&gt;) o mal-estar que este padrão comportamental gera no cônjuge e os danos que daí resultam para a relação conjugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aprender a lidar com as nossas próprias vulnerabilidades não passa por pedir ao cônjuge que nos aceite tal como somos e que tolere as nossas birras. Passa, isso sim, por sermos capazes de trabalhar as emoções associadas às feridas emocionais, por empatizar com aqueles que estão à nossa volta e que&amp;nbsp;&lt;b&gt;não merecem ser castigados com silêncios ensurdecedores&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e por exteriorizar de forma assertiva a nossa tristeza e/ou a nossa raiva, dando oportunidade ao outro, em tempo real, para nos acalmar e ajudar a ultrapassar o bloqueio emocional. É preciso libertarmo-nos das armadilhas que nos mantêm presos a padrões comportamentais infantis e permitirmo-nos crescer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8077428875411293685?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8077428875411293685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8077428875411293685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/amuos-na-relacao-conjugal-quando-os.html' title='AMUOS NA RELAÇÃO CONJUGAL – QUANDO OS ADULTOS FAZEM BIRRA'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8056559074582350294</id><published>2011-10-04T12:21:00.002+01:00</published><updated>2011-10-04T12:21:47.219+01:00</updated><title type='text'>TERAPIA DE CASAL – DISCUSSÕES INTENSAS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tal como já tenho explicado aqui, não raras vezes os pedidos de ajuda em terapia conjugal acontecem numa fase muito tardia, quando as feridas estão expostas há demasiado tempo, tornando a intervenção terapêutica bem mais difícil. É verdade que já fui surpreendida por casais que iniciaram o processo terapêutico com muito ressentimento e que foram capazes de dar a volta mas tenho de assumir que, tal como acontece com a nossa saúde física,&amp;nbsp;&lt;b&gt;as probabilidades de sucesso na terapia conjugal aumentam quando o pedido de ajuda é feito numa fase inicial&lt;/b&gt;. Claro que não é expectável que os casais recorram à ajuda psicológica a cada discussão mas tão pouco faz sentido que a terapia seja apenas equacionada quando um dos membros do casal já está emocionalmente desligado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma vez iniciado o processo, os membros do casal são desafiados a olhar para as suas dificuldades de um ponto de vista diferente. Muitas vezes&amp;nbsp;&lt;b&gt;é preciso abandonar a perspectiva de que existe uma vítima e um culpado&lt;/b&gt;. Salvo nas situações de violência (física ou emocional), não faz sentido olhar para os problemas desta forma. É verdade que em muitos casos a comunicação está de tal modo deteriorada que existem excessos de linguagem e críticas intensas. Como a pessoa que é alvo destes abusos nem sempre reconhece o que está a acontecer, acaba por retrair-se afastando-se do cônjuge do ponto de vista sexual e emocional. Em terapia é possível abandonar estes padrões comportamentais e aprender a definir barreiras ajustadas, que imponham o respeito mútuo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às vezes o terapeuta conjugal tem de gastar algum tempo com o cônjuge que é habitualmente mais agressivo, o que nem sempre é bem aceite pelo cônjuge que se sente agredido. A verdade é que para que o processo terapêutico seja bem-sucedido&amp;nbsp;&lt;b&gt;é preciso motivar os dois membros do casal&lt;/b&gt;. Como a pessoa mais agressiva é normalmente mais resistente à mudança, é preciso trabalhar no sentido de se sentir ouvida. Só depois se pode investir na aquisição de competências que permitam a exteriorização ajustada dos sentimentos. Refiro-me à gestão e controlo da raiva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns pacientes ambicionam eliminar por completo os conflitos da sua relação. Ainda que seja compreensível, este desejo é irrealista. O que é preciso – para que ambos se sintam seguros - é que se adquiram competências que permitam a resolução de conflitos. Ao terapeuta conjugal compete ajudá-los a comunicar de forma assertiva, a identificar as necessidades e os sentimentos envolvidos e a definir limites&amp;nbsp;&lt;b&gt;para que as discussões não se transformem em lutas&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muitas vezes é preciso perceber em que medida é que o passado afectivo de cada um dos membros do casal pode estar a influenciar a conjugalidade. Quando pelo menos um dos membros do casal é muito reactivo aos comportamentos do outro é possível que esteja aprisionado a vulnerabilidades antigas que requeiram o&amp;nbsp;&lt;b&gt;apoio individual&lt;/b&gt;. Se existirem traumas antigos, é preciso falar sobre essas experiências em sede de terapia para que o companheiro possa percebê-las, empatizar com elas e baixar as defesas. Na prática, acabamos por ser solidários quando percebemos que a fúria do cônjuge está mais directamente relacionada com o seu passado emocional do que com a vontade de nos atacar. Em suma, a terapia de casal pode ajudar a olhar para o cônjuge como alguém que está vulnerável e não como um adversário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8056559074582350294?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8056559074582350294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8056559074582350294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/terapia-de-casal-discussoes-intensas.html' title='TERAPIA DE CASAL – DISCUSSÕES INTENSAS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2102901232003733869</id><published>2011-10-03T10:00:00.000+01:00</published><updated>2011-10-03T10:00:04.507+01:00</updated><title type='text'>ASSUMIR A CULPA</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;culpa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;s. f.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1. Falta voluntária contra o dever; omissão; desleixo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2. Causa (de mal ou dano).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3. Imputação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4. Delito; crime; pecado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fonte: Priberam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em sede de terapia prefiro falar da assunção de responsabilidades em vez de culpas. Não é só uma questão de semântica, é sobretudo uma tentativa de realçar o facto de a maior parte dos erros cometidos nas nossas relações afectivas resultarem da&amp;nbsp;&lt;b&gt;incompetência e do desconhecimento&lt;/b&gt;, o que é muito diferente de cometer “faltas voluntárias”. Mas importa que reconheçamos que&amp;nbsp;&lt;b&gt;algumas pessoas são mais desonestas e manipuladoras&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do que outras e que fazem uso da mentira pura a torto e a direito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando uma pessoa age desta forma,&amp;nbsp;&lt;b&gt;a confiança é invariavelmente abalada&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e as relações afectivas passam a estar em risco. Às vezes a confiança perde-se para sempre e as relações não podem ser reconstruídas. Todos nós erramos, às vezes de forma grave. Mas quando alguém usa a mentira para atingir os seus objectivos, o melhor é afastarmo-nos&amp;nbsp;&lt;b&gt;até que aquela pessoa amadureça&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e aprenda a ter comportamentos confiáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas habituadas a refugiar-se na mentira estão imersas num ciclo vicioso em que os seus erros dão lugar a sentimentos de culpa e vergonha, punições por parte da pessoa que foi atingida, seguidas da humilhação e diminuição de auto-estima. Amadurecer implica perceber que&amp;nbsp;&lt;b&gt;este “efeito dominó” só acontece se a pessoa que está habituada a mentir continuar a fazê-lo&lt;/b&gt;. Basta que a primeira peça do dominó não caia para que todas as outras se mantenham de pé. Neste caso, manter a primeira peça de pé implica mudar a forma como olhamos para os nossos erros. Como? Deixando de associar os erros a sentimentos de culpa e passando a associá-los a responsabilidade. Quando assumimos a nossa responsabilidade, seja ela de 1 por cento ou de 100 por cento sobre o problema gerado, deixa de fazer sentido falar de culpa, vergonha, castigos ou humilhações.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Ser responsável significa dar resposta&lt;/b&gt;&amp;nbsp;aos erros cometidos, fazer escolhas emocionalmente inteligentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas que se consomem com sentimentos de culpa e vergonha&lt;b&gt;convencem-se de que são pessoas horríveis&lt;/b&gt;, incapazes de emendar os seus erros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Passar da culpa à responsabilidade implica:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Reconhecimento&lt;/b&gt;. Observe atentamente o seu comportamento, tente perceber em que medida é que as suas acções,&amp;nbsp;&lt;b&gt;incluindo as suas palavras&lt;/b&gt;, estão relacionadas com o problema gerado. Pergunte a si mesmo se o seu comportamento provocou algum prejuízo à outra pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Responsabilidade&lt;/b&gt;. Assuma a sua responsabilidade, verbalizando-a directamente à pessoa afectada, olhos nos olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Compromisso&lt;/b&gt;. Assuma o compromisso de não voltar a cometer este erro e a vontade de fazer escolhas melhores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Reparação&lt;/b&gt;. Questione a outra pessoa acerca do que você pode fazer para reparar o problema. Pergunte “O que é que eu posso fazer para que isto fique resolvido?”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para além destes passos, ultrapassar um problema gerado pelo seu comportamento pode implicar a assunção da dor/ mágoa provocada bem como um pedido de desculpas. Para algumas pessoas isto é aparentemente muito difícil, como se se tratasse de uma humilhação. Na verdade,&amp;nbsp;&lt;b&gt;não custa nada&amp;nbsp;&lt;/b&gt;dizer algo como “Eu sinto-me mal por ter-te magoado. Peço desculpa por ter dito/ feito aquilo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2102901232003733869?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2102901232003733869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2102901232003733869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/10/assumir-culpa.html' title='ASSUMIR A CULPA'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2102149268849648555</id><published>2011-09-29T12:00:00.002+01:00</published><updated>2011-09-29T12:00:30.456+01:00</updated><title type='text'>BIRRAS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem tem filhos pequenos sabe com certeza que é por volta dos dois anos de idade que as crianças começam a autonomizar-se e isso passa por querer ir para locais perigosos, testar o pai e a mãe, não aceitar o “não” e, claro, fazer&amp;nbsp;&lt;b&gt;birras intermináveis quando são contrariada&lt;/b&gt;s. É por esta altura que a paciência, a criatividade e o autocontrolo dos papás são mais postos à prova. Podemos ser as pessoas mais calmas e tolerantes do mundo mas não é fácil ouvir uma criança dizer “não quero, não quero, não quero” 2385 vezes numa hora, pois não? Ainda assim, isto faz parte do processo de crescimento e&amp;nbsp;&lt;b&gt;todos os pais enfrentarão batalhas semelhantes&lt;/b&gt;. Às vezes a paciência esgota-se e alguns adultos, em particular&amp;nbsp;&lt;b&gt;os pais e mães que estão deprimidos, batem na criança&lt;/b&gt;. A verdade é que mesmo que o progenitor não esteja debaixo de um transtorno depressivo ou ansioso pode perder o controlo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sendo fácil gerir este processo de autonomização, há algumas estratégias que os pais podem seguir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Rotina&lt;/b&gt;. Que as crianças precisam de regras, todos sabemos. A maior parte dos pais e mães que chegam até ao meu consultório queixam-se de já terem “&lt;b&gt;tentado tudo&lt;/b&gt;” e estão a ser sinceros. O problema maior é normalmente a falta de uma rotina e/ou de rigor na aplicação das regras. Sempre que for possível, é saudável manter as rotinas diárias e dar espaço para que a criança aprenda determinados comportamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Razoabilidade&lt;/b&gt;. É fundamental definir&amp;nbsp;&lt;b&gt;limites razoáveis&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para o comportamento da criança. De nada adiantará ameaçá-la com castigos desproporcionais às suas falhas ou querer impedi-la de explorar a realidade à sua volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ocupação&lt;/b&gt;. Se planear sair com o seu filho, leve um dos seus brinquedos. Este objecto mantê-lo-á ocupado enquanto você faz compras ou cumpre qualquer outro afazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Estimulação&lt;/b&gt;. Os pais podem e devem encorajar a criança a usar as palavras para expressar as suas necessidades. Quanto maior for a facilidade da criança em tornar claro aquilo de que precisa, menor a probabilidade de a sua frustração dar lugar a uma birra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Autonomia&lt;/b&gt;. Quando os pais incentivam os seus filhos a fazer escolhas, promovendo a tomada de decisões, contribuem para o seu bem-estar. Perguntar “Hoje queres pôr a camisola do Noddy ou a do Mickey?” é um exemplo. No fim importa&amp;nbsp;&lt;b&gt;elogiar a escolha&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– “Fazes bem, esta camisola é mesmo bonita”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Elogio&lt;/b&gt;. As crianças (e os adultos) mudam os seus comportamentos mais rapidamente quando são elogiadas. Este reforço positivo aquando de cada progresso faz mais pelo crescimento dos seus filhos do que qualquer castigo aquando dos seus erros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Distracção&lt;/b&gt;. A maior parte dos pais e mães aprendem rapidamente a detectar os primeiros sinais de uma birra. Nessa altura é importante distrair a criança, pegar nela ao colo, fazer palhaçadas que a façam rir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já todos vimos&amp;nbsp;&lt;b&gt;pais e mães aos gritos com as suas crianças no meio de centros comerciais ou outros locais públicos&lt;/b&gt;. A sua exaltação é proporcional ao desespero e ao embaraço gerado pela chamada de atenção da criança mas a verdade é que&amp;nbsp;&lt;b&gt;estes gritos são infrutíferos e desgastantes para todos&lt;/b&gt;. Nenhuma criança se acalmará nestas circunstâncias. Pelo contrário, frustrar-se-á ainda mais. Neste caso, o mais prudente pode ser levar a criança para casa mas importa que os pais não lhe digam que se trata de um castigo. Ir para casa é, isso sim, dar oportunidade à criança para se acalmar, afastando-a do problema que desencadeou a birra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em casa os pais podem e devem fazer uso do “time out” sempre que a criança fizer uma birra. Se a criança tem dois anos, pode ficar 2 minutos sentada numa cadeira no canto da sala. Se se levantar, interrompendo o castigo, o pai ou a mãe deve limitar-se a acompanhá-la de novo para aquele canto mas não deve exceder-se o tempo ajustado à idade da criança (um minuto por cada ano de vida).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Finalmente, importa que os pais assumam que nem todas as guerras fazem sentido. Não vale a pena dizer não a tudo nem castigar cada falha. Algumas falhas são relevantes e outras podem (e devem) ser ignoradas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2102149268849648555?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2102149268849648555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2102149268849648555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/birras.html' title='BIRRAS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-7915544505960412230</id><published>2011-09-27T12:22:00.000+01:00</published><updated>2011-09-27T12:22:23.171+01:00</updated><title type='text'>FINAIS FELIZES</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A televisão mudou o mundo, facilitando o acesso à informação e ao entretenimento. Com ela vieram as histórias de amor, os filmes dramáticos e as telenovelas, que nos entretêm e condicionam a forma como olhamos para a vida. Em comum estas formas tão diferentes de ficção têm o facto de nos “bombardearem” com finais felizes. A última coisa que esperamos quando nos sentamos no sofá para assistir a um filme é que este acabe mal. Até as histórias baseadas em factos verídicos cumprem o propósito de nos presentear com um final glorioso. Sem que tenhamos total consciência deste fenómeno,&amp;nbsp;&lt;b&gt;passámos a olhar para a vida à espera de finais assim – recheados de sorrisos e de satisfação plena&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que cada um de nós carregue as próprias feridas e traumas, acalentamos a esperança de que, de uma forma ou de outra, um dia todas as mágoas se desvaneçam e possamos ser&amp;nbsp;&lt;b&gt;felizes por inteiro&lt;/b&gt;. À medida que esgotamos alternativas mais ou menos razoáveis de resolução de problemas acumulamos desapontamento e frustração. Até a ajuda médica e psicoterapêutica parece infrutífera quando o objectivo é vermo-nos livres, de forma permanente e radical, de qualquer sofrimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É com certeza saudável que alguém que perdeu um familiar próximo ou que sofreu algum tipo de abusos queira ver-se livre do estado depressivo em que se encontra. Não há nada de utópico em querermos tomar as rédeas da nossa vida apesar dos traumas por que passámos. Mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;não podemos/ devemos esperar que a tristeza desapareça totalmente&lt;/b&gt;. Do mesmo modo que a perda de um pai pode ser lembrada com muita tristeza aquando do seu aniversário, mesmo que tenham passado 10 anos sobre a sua morte, é expectável que um adulto que cresceu sob a influência de um pai alcoólico possa sentir-se fragilizado de tempos a tempos.&amp;nbsp;&lt;b&gt;Sentirmo-nos tristes PONTUALMENTE é muito diferente de estarmos deprimidos&lt;/b&gt;. Não há nada de errado em chorar de saudade ou de tristeza, nem isso nos impede de sermos pessoas felizes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas que pedem ajuda psicológica na sequência de um transtorno depressivo ou ansioso só poderiam esperar esquecer-se de todos os seus traumas se sofressem algum tipo de amnésia. E mesmo esse cenário surreal não lhes permitiria estar permanentemente num estado de alegria contagiante. Os momentos de glória e preenchimento afectivo que existem nas histórias da TV e do cinema também podem fazer parte do nosso percurso de vida&amp;nbsp;&lt;b&gt;mas são pontuais&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e não devem ser confundidos com aquilo que é a felicidade verdadeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas felizes não andam todos os dias de mão dada com o companheiro com um sorriso de orelha a orelha em direcção ao pôr-do-sol nem caminham diariamente com a sensação de que têm o melhor emprego do mundo. Muito menos ambicionam apagar as suas vulnerabilidades e os obstáculos que tiveram de ultrapassar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enquanto humanos temos a capacidade de gerir as nossas memórias afectivas de modo a que estas não nos impeçam de continuar a sonhar, de continuar a lutar por determinados objectivos mas isso não passa por apagar o nosso passado. Na verdade, algo está muito errado quando alguém reprime as suas memórias mais negativas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por exemplo, é normal que uma criança que é vítima de abusos sexuais por parte do pai reprima a sua tristeza – esse é um mecanismo de defesa que lhe permite sobreviver. Afastar os pensamentos mais negativos é, neste caso, uma importante estratégia de sobrevivência. Mas este mecanismo torna-se disfuncional a partir do momento em que, na idade adulta, impede aquela pessoa de se conhecer a si mesma e de se relacionar afectivamente com outras pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esperar que a vida nos presenteie com um final feliz, sem medos nem preocupações, como se estes pudessem ser colocados numa caixa fechada a sete chaves não é só utópico,&amp;nbsp;&lt;b&gt;é perigoso&lt;/b&gt;&amp;nbsp;na medida em que pode impedir-nos de apreciar o lado mais positivo da vida e das relações afectivas. Afinal, aqueles que se sentem felizes e realizados também experimentam dor, tristeza e mágoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cada pessoa que passa por um processo terapêutico evolui de maneira diferente. Sentirmo-nos curados de uma depressão ou de qualquer outra perturbação emocional não acontece de forma mágica nem instantânea.&lt;b&gt;Em muitos casos é preciso atravessar diferentes etapas&lt;/b&gt;, algumas marcadas pela dor, outras em que a sensação de perda é mais evidente. Quando o paciente encontra um terapeuta&amp;nbsp;&lt;b&gt;com&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;quem se sente conectado&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é mais fácil expressar e gerir as emoções, mesmo as mais negativas, e elevar as expectativas. O pânico e a depressão não dão lugar à euforia permanente mas antes à calma. Esta serenidade até pode ser pontualmente abalada por medos e mágoas mas a pessoa aprende a gerir o desconforto de forma célere e eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-7915544505960412230?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7915544505960412230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7915544505960412230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/finais-felizes.html' title='FINAIS FELIZES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3096035006616964361</id><published>2011-09-22T14:55:00.002+01:00</published><updated>2011-09-22T14:55:18.308+01:00</updated><title type='text'>PESSOAS AGRESSIVAS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A raiva é uma emoção comum a todas as pessoas e a forma mais instintiva de a exteriorizar é através da agressividade. É a forma “natural” de resposta às ameaças, pelo que acaba por ser, em certa medida, necessária. No entanto, algumas pessoas parecem sentir e exteriorizar mais raiva do que outras. Nalguns casos,&amp;nbsp;&lt;b&gt;a raiva parece tomar conta do dia-a-dia de algumas pessoas&lt;/b&gt;, levando-as ao descontrolo e a comportamentos mais ou menos destrutivos. Em casos extremos a raiva parece tomar conta da personalidade de pessoas aparentemente pacíficas, levando-as a actos de violência extrema. Como é que isto se explica?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar, importa perceber que podemos sentir raiva em resposta a estímulos externos e internos. É possível enfurecer-nos em relação a uma pessoa específica ou até em função de um acontecimento que nos frustra; mas também podemos enervar-nos com determinadas preocupações ou pensamentos ruminantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando sentimos raiva podemos&amp;nbsp;&lt;b&gt;fazer uma de três coisas&lt;/b&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Expressar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;os sentimentos de uma forma assertiva (não agressiva), deixando muito claras as nossas necessidades sem prejudicar os outros. Esta capacidade implica reivindicar respeito por aquilo de que precisamos sem desrespeitar as necessidades alheias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Suprimir&lt;/b&gt;&amp;nbsp;a raiva e convertê-la num comportamento mais construtivo. O perigo desta alternativa está na possibilidade de a raiva que não é manifestada poder voltar-se contra a própria pessoa sob a forma de hipertensão arterial, crises de ansiedade ou depressão. De resto, as pessoas que se habituam a inibir a raiva tendem a assumir uma comunicação passivo-agressiva (voltando-se indirectamente contra determinadas pessoas em vez de as confrontar directamente). Algumas destas pessoas adoptam uma postura cínica e aparentam uma hostilidade permanente. Como não aprenderam a exteriorizar a raiva de forma construtiva, sentem muitas vezes a necessidade de humilhar os outros, acabando por envolver-se em relacionamentos complicados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Acalmar&lt;/b&gt;&amp;nbsp;internamente, o que implica controlar o comportamento mas também controlar as ruminações e a activação fisiológica interna, o que quer dizer que é preciso tomar medidas no sentido de diminuir o ritmo cardíaco e permitir que a raiva se esbata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando nenhuma destas técnicas funciona, é quase certo que alguém vá sair muito magoado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Nós não podemos alterar tudo aquilo que nos enfurece&lt;/b&gt;. Se estivermos num engarrafamento brutal, é melhor que aprendamos a lidar com a nossa fúria ao invés de querermos mudar o que quer que seja. E o mesmo é válido para as pessoas com quem convivemos - desista da ideia de mudar o seu chefe!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Algumas pessoas são naturalmente mais irritáveis do que outras mas é sempre possível gerir a raiva de forma ajustada. Quanto menor for a nossa resistência à frustração, maior a probabilidade de andarmos sistematicamente mal-humorados, sentindo-nos injustiçados. Aprender a levar as coisas com mais calma ajuda-nos a sentirmo-nos melhor connosco mas também com familiares, colegas de trabalho e amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma das ferramentas mais usadas na gestão da raiva em contexto terapêutico é o relaxamento, através&amp;nbsp;&lt;b&gt;de técnicas de respiração e descontracção muscular&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que podem ser chamadas em qualquer situação potencialmente geradora de uma resposta agressiva. Um psicólogo treinado ensiná-lo-á a usar o seu diafragma a seu favor!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, a intervenção psicoterapêutica junto de pessoas que não conseguem gerir com eficácia a sua raiva implica quase sempre a restruturação cognitiva, isto é, a utilização de técnicas que permitam&lt;b&gt;reduzir os pensamentos negativos e dramáticos&lt;/b&gt;, substituindo-os por crenças racionais que permitam baixar a ansiedade. Tratar-se-á de perceber que ficar chateado com uma pessoa ou com um acontecimento não tem de ser o fim do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às vezes, a nossa raiva e frustração são causadas por problemas muito reais e incontornáveis. A crença popular de que todos os problemas têm solução eleva a nossa frustração quando descobrimos que não é esse o caso. Então, a melhor atitude a tomar nessas situações é concentrarmo-nos numa&amp;nbsp;&lt;b&gt;forma eficaz de enfrentar as dificuldades&lt;/b&gt;, em vez de nos concentrarmos em encontrar “a” solução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas relações afectivas o melhor treino para controlar a agressividade é a promoção da assertividade. Discutir é normal mas não é saudável que tenhamos discussões acaloradas a toda a hora. Muitas vezes é preciso&lt;b&gt;desacelerar em vez de dizermos a primeira coisa que nos vem à cabeça&lt;/b&gt;. É preciso saber ouvir atentamente o que a outra pessoa está a dizer, tentando não retaliar à primeira sensação de que estamos a ser atacados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3096035006616964361?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3096035006616964361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3096035006616964361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/pessoas-agressivas.html' title='PESSOAS AGRESSIVAS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8772161955599831140</id><published>2011-09-19T19:06:00.000+01:00</published><updated>2011-09-19T19:06:09.974+01:00</updated><title type='text'>CANCRO: IMPACTO NA SAÚDE DOS CÔNJUGES</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apesar dos progressos na investigação e da tendência para a cronicidade, o diagnóstico de cancro continua a assustar os doentes e as suas famílias. Independentemente de a descoberta da doença ocorrer numa fase inicial ou numa fase terminal, os cuidados inerentes são por norma intensivos e os tratamentos são agressivos, pelo que é expectável que os familiares mais próximos, e em particular os cônjuges, se sintam muito ansiosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma enfermeira oncológica sueca estudou&amp;nbsp;&lt;b&gt;o impacto do cancro na saúde física e psicológica dos cônjuges&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e verificou que no primeiro ano depois do diagnóstico estas pessoas&amp;nbsp;&lt;b&gt;adoecem mais&lt;/b&gt;&amp;nbsp;25 por cento do que o resto da população. Da investigação fizeram parte cônjuges de doentes com cancro colo-rectal, cancro do pulmão, cancro da mama e cancro da próstata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é novidade para ninguém que ter um familiar com cancro acarreta muita preocupação, níveis elevados de ansiedade e a sobrecarga de trabalho – todas estas alterações acabam por exercer pressão sobre a saúde destes cônjuges, sendo a depressão a doença que mais os atinge. No entanto, também a saúde física pode ser afectada, já que neste estudo houve, dentre os cônjuges de doentes oncológicos, um aumento significativo das&amp;nbsp;&lt;b&gt;doenças cardiovasculares, doenças músculo-esqueléticas e doenças abdominais&lt;/b&gt;. O aumento mais significativo foi na doença cardiovascular entre cônjuges de pessoas com cancro de pulmão, que aumentou quase 50 por cento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O estudo também mostrou que, em função do adoecimento, os cônjuges de pessoas com cancro faltaram mais vezes ao trabalho. Dentre os cônjuges de doentes com cancro de pulmão o aumento foi de 70 por cento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8772161955599831140?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8772161955599831140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8772161955599831140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/cancro-impacto-na-saude-dos-conjuges.html' title='CANCRO: IMPACTO NA SAÚDE DOS CÔNJUGES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8706567620065419359</id><published>2011-09-16T13:56:00.002+01:00</published><updated>2011-09-16T13:56:36.038+01:00</updated><title type='text'>ABORTO ESPONTÂNEO, DEPRESSÃO E ANSIEDADE</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para qualquer mulher que esteja grávida, a perda do seu bebé é uma experiência dolorosa,&amp;nbsp;&lt;b&gt;mesmo que esta ocorra logo no início da gestação&lt;/b&gt;. O trauma é tão intenso que, apesar de o aborto espontâneo representar um acidente isolado em mais de 80 por cento dos casos, a maior parte das mulheres vive apavorada com a possibilidade de, perante uma nova gravidez, voltar a passar pelo mesmo. A verdade é que 50 a 80 por cento das mulheres que passam por esta perda voltam a engravidar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas se o medo é compreensível nestes casos e, até certo ponto, protector, já que é responsável pelo aumento dos cuidados com a gravidez e o feto, aquilo que poucos sabem é que&amp;nbsp;&lt;b&gt;a tristeza e o trauma podem acompanhar estas mulheres durante muitos anos&amp;nbsp;&lt;/b&gt;sob a forma de transtornos depressivos e ansiosos. Mais: a concretização de nova gravidez e o nascimento de um filho não resolve o problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um estudo realizado no Reino Unido e que envolveu mais de 13 mil grávidas veio colocar em evidência o real impacto da perda gestacional na saúde mental da mulher. Nesta pesquisa as grávidas reportaram o número de abortos espontâneos e nados mortos passados e foram avaliadas para sintomatologia depressiva e ansiosa – duas vezes durante a gravidez e quatro vezes depois do parto (às 8 semanas, aos 8 meses, aos 21 meses e aos 33 meses). Neste estudo cerca de 21 por cento das grávidas já tinham sofrido pelo menos uma perda gestacional. Estas mulheres mostraram sintomas de ansiedade e depressão mesmo depois do nascimento de um bebé e muito tempo depois do período a que convencionalmente chamamos de pós-parto. Em concreto, 13 por cento das mulheres que tinham sofrido uma perda de gravidez mostraram estes sintomas 33 meses depois do parto. Dentre aquelas que tinham sofrido duas perdas gestacionais, cerca de 19 por cento apresentou sintomatologia depressiva ou ansiosa 33 meses depois do parto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estes dados são muito importantes na&amp;nbsp;&lt;b&gt;prevenção da depressão&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e na vigilância da gravidez, permitindo-nos avaliar com maior rigor o risco de depressão pós-parto. Até aqui, a existência de casos de depressão na família, a ocorrência de eventos stressantes e a inexistência de suporte social durante a gravidez eram os factores de risco para que os clínicos estavam mais sensibilizados. A partir de agora,&amp;nbsp;&lt;b&gt;a existência de pelo menos um aborto espontâneo é considerada um factor de risco&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;tão importante quanto os anteriores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não podemos esquecer-nos de que a depressão materna acaba por ter um impacto severo no bem-estar da criança e do resto da família, comprometendo até os laços afectivos. Oferecer apoio especializado às grávidas que já tenham experienciado uma perda gestacional implicará provavelmente promover a saúde e o bem-estar daquela criança, da mãe e do resto da família.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8706567620065419359?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8706567620065419359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8706567620065419359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/aborto-espontaneo-depressao-e-ansiedade.html' title='ABORTO ESPONTÂNEO, DEPRESSÃO E ANSIEDADE'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-5884495161691403840</id><published>2011-09-15T14:25:00.002+01:00</published><updated>2011-09-15T14:25:34.260+01:00</updated><title type='text'>ANSIEDADE SOCIAL</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os transtornos depressivos têm sido alvo da atenção dos meios de comunicação, pelo que, ainda que nem sempre um leigo seja capaz de entender toda a dinâmica da doença, há à partida alguma sensibilidade para o problema e para o seu carácter incapacitante. Em relação aos transtornos de ansiedade o desconhecimento e a desinformação são maiores e é também por isso que quem sofre deste tipo de perturbações se sente muitas vezes discriminado. Para a generalidade das pessoas pode até ser muito difícil compreender e empatizar com as dificuldades de alguém que aparentemente não consegue levar a cabo tarefas simples do dia-a-dia.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;Conheço algumas situações de pacientes que se sentiram rejeitados pelas respectivas famílias&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– alguns foram acusados de preguiçosos e de fingidores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas de que falamos quando falamos dos constrangimentos provocados pela ansiedade social?&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;Imagine alguém que se sente ansioso pelo simples facto de ter de sair de casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Imagine que essa pessoa se sente imediatamente acelerada e angustiada com a mera hipótese de ter de enfrentar os olhares das outras pessoas. Imagine também que essa pessoa possa sentir-se alarmada só por ter de ir ver o correio, já que isso pode implicar o contacto visual com vizinhos. Pode parecer-lhe estranho mas há muitas pessoas que sobrevivem desta forma.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;Olham para o chão quando se cruzam com alguém&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sentem-se constantemente observadas e alvo de sátira, mesmo quando fazem tudo para passar despercebidas, convencem-se de que os risos das outras pessoas têm a ver com o facto de existir algo de ridículo em si mesmas e encaram a possibilidade de sair de casa para enfrentar situações novas como aterradora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os níveis de ansiedade são de tal modo elevados que, não raras vezes, o paciente passa pela experiência de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;despersonalização&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sentindo-se como se estivesse numa realidade paralela, num sonho, em que se observa a si mesmo. Esta sensação de desconexão é extremamente desconfortável e pode gerar comportamentos súbitos e estranhos, contribuindo para a agudização do sofrimento do paciente e para a sua estigmatização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pontualmente estas pessoas podem ser mais sociáveis, sentindo-se capazes de interagir em grupo. Fazem-no em particular quando não têm de sair da sua zona de conforto, isto é, quando estão em casa, rodeadas de familiares próximos. Mas basta uma solicitação nova, que implique ter de enfrentar uma situação até aí desconhecida, para que os pensamentos negativos apareçam em catadupa e o coração dispare.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Escusado será dizer que é relativamente fácil para estas pessoas perderem o controlo das suas vidas, isolando-se. Os laços afectivos deterioram-se e é muito difícil manter uma actividade profissional. A ansiedade pode ser de tal ordem que a páginas tantas&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;a pessoa convence-se de que está paranóica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e começa a colocar em causa a sua capacidade para recuperar um estilo de vida saudável. A intervenção psicoterapêutica é fundamental para que o paciente reconheça, com a ajuda do seu terapeuta, os constrangimentos desta perturbação e dê início a uma jornada que lhe permita, de forma gradual, recuperar a calma e tomar as rédeas da própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-5884495161691403840?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/5884495161691403840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/5884495161691403840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/ansiedade-social.html' title='ANSIEDADE SOCIAL'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2925581200044111736</id><published>2011-09-13T14:51:00.002+01:00</published><updated>2011-09-13T14:51:39.511+01:00</updated><title type='text'>REJEIÇÃO SOCIAL</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Numa altura em que o bullying e o assédio moral no trabalho surgem recorrentemente nas notícias e nas conversas informais, é relativamente fácil compreender o impacto negativo da rejeição social. Ainda assim, talvez não estejamos totalmente sensibilizados para os danos que esta forma de ostracismo provoca. Qualquer adulto é capaz de perceber que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é triste para uma criança ter de almoçar sozinha no refeitório da escola&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;porque nenhum dos coleguinhas quer sentar-se ao seu lado. Mas quantos professores/ funcionários da escola dar-se-ão ao trabalho de intervir junto dos alunos, gastando uma parte do seu tempo para gerir uma situação de rejeição social como esta? Quantos optarão por “fechar os olhos” ao problema? E&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;quantos de nós vencerão a inércia e interferirão em situações em que um colega de trabalho esteja a ser posto de parte?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Mais: até que ponto estamos livres de cometer o “pecado” de ostracizar o próprio cônjuge ou outro membro da família, condenando-o ao silêncio e ao desprezo temporários? Saberemos avaliar o sofrimento daqueles a quem rejeitamos, mesmo que seja “apenas” por umas horas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A experiência de nos sentirmos rejeitados é extremamente dolorosa e pode ter efeitos perigosos no bem-estar e na saúde mental dos respectivos alvos. Nós precisamos de sentir que pertencemos a determinados grupos – sentimo-nos infinitamente mais seguros pelo simples facto de existir um sentimento de pertença em relação à família, aos amigos, aos vizinhos, às pessoas da nossa cidade ou aldeia. Tal como acontece numa altura precoce da nossa vida, em que somos alimentados e protegidos pelos nossos pais, ao longo da vida temos necessidade de nos sentirmos amparados por diversos grupos sociais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando uma pessoa escolhe vedar a outra à rejeição social, está a puni-la. Se nos lembrarmos do que acontece nalgumas prisões, em que aqueles que se “portam mal”são castigados com períodos passados em isolamento total (solitária) 23 horas por dia, conseguimos perceber a força desta punição. Neste caso extremo há situações de ruptura emocional, em que a pessoa acaba por desenvolver episódios psicóticos.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A privação do contacto com outras pessoas é potencialmente devastadora para a saúde mental&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando, na sequência de uma discussão ou de um desentendimento com o cônjuge, um amigo ou um colega de trabalho, uma pessoa exclui a outra castigando-a com o silêncio e o isolamento, levando-a a sentir-se rejeitada de um grupo a que antes pertencia, provoca um sofrimento terrível, comparável ao de alguém que é vítima de bullying (físico ou emocional).&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O resultado é penoso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: níveis muito elevados de ansiedade, depressão, diminuição da auto-estima, aumento da tensão arterial, alterações de apetite, pensamentos suicidas…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A rejeição social pode ser considerada uma ferramenta eficaz, na medida em que atinge com certeza o alvo. Mas será uma resposta ajustada aos comportamentos que nos magoam/ desagradam? A verdade é que&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ninguém merece esta forma de castigo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ultrapassar os danos provocados por esta forma de violência pode implicar o trabalho psicoterapêutico, no sentido de permitir que a vítima compreenda que a rejeição social é um comportamento irracional que pouco ou nada tem a ver com o erro que aquela pessoa possa ter cometido. Os sentimentos de culpa, que agudizam os estados depressivos, não fazem sentido e devem ser desconstruídos em terapia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2925581200044111736?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2925581200044111736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2925581200044111736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/rejeicao-social.html' title='REJEIÇÃO SOCIAL'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4753842930193939653</id><published>2011-09-08T14:03:00.002+01:00</published><updated>2011-09-08T14:03:40.002+01:00</updated><title type='text'>VÍTIMAS DE ABUSOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando ouvimos falar em histórias de abusos físicos e sexuais, notícias de violência extrema sobre crianças ou casos de incesto sentimo-nos chocados, revoltados e empatizamos imediatamente com o sofrimento das vítimas. Imaginamos que terão um futuro complicado ainda que nos seja muito difícil discernir sobre o real impacto dos abusos, nomeadamente na vida adulta. Quantas pessoas conhece que tenham sido vítimas de uma destas formas de violência? Provavelmente, nenhuma – até porque estas são questões embaraçosas, que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a maior parte das vítimas guarda para si&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, aumentando o sofrimento, a solidão e o desamparo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Das pessoas com quem tenho trabalhado em terapia, são raros os casos em que houve algum tipo de partilha. De um modo geral, estas pessoas nunca falaram sobre os episódios traumáticos com ninguém, nem sequer com o cônjuge. Nalguns casos, a partilha até existe, mas de forma parcial. Por exemplo, uma paciente foi capaz de revelar ao marido que tinha sido vítima de abusos sexuais, mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ocultou o facto de o seu abusador ser o próprio pai&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A gravidade dos acontecimentos, a tenra idade em que acontecem e, sobretudo, os mecanismos de defesa que permitem que a criança sobreviva ao ambiente violento podem dar origem ao apagamento de algumas memórias, pelo que não raras vezes é já na idade adulta que estas pessoas são confrontadas com sintomas que permitem o apuramento dos factos. São frequentes os relatos de vítimas que,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;de repente, têm flashbacks do que aconteceu décadas antes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– são uma espécie de “visões” que se vão intensificando e que dão origem à reconstrução dos abusos. Na maior parte das vezes estas recordações surgem acompanhadas de explosões de raiva seguidas da necessidade de isolamento e tristeza profunda. Em suma, há uma montanha russa de emoções que nem o próprio nem a família mais próxima são capazes de compreender ou gerir. De resto,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;muitos casamentos entram em crise porque o cônjuge da vítima se sente injustiçado pelos episódios de agressividade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A incompreensão e a sensação de impotência são de tal modo devastadoras que o pedido de ajuda pode surgir sob a forma de terapia de casal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que muitas vezes a vítima tenha vontade de voltar a apagar estes acontecimentos para que possa, assim, escapar à dura realidade, esse não é o caminho. As recordações e as explosões de agressividade são indicadores da presença da&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;perturbação pós stress traumático&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, tão frequente em sobreviventes destas formas de violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O grande problema é que estas vítimas&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;sentem-se frequentemente culpadas pelo que aconteceu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Por mais estranho que pareça, convencem-se de que, de alguma forma, podem ter contribuído para o que aconteceu, desresponsabilizando tantas vezes o real agressor. Claro que estes pensamentos são completamente irracionais e precisam de ser trabalhados em terapia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É essencial que a vítima possa ser acompanhada quer em termos psiquiátricos, com recurso à medicação, quer em psicoterapia. Não vale a pena tentar esquecer aquela criança assustada que se escondia debaixo da cama ou que fingia estar a dormir para escapar aos abusos. É preciso reconhecer a existência desta criança, aceitá-la, dar-lhe colo, confortá-la, ajudá-la a ultrapassar as suas feridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4753842930193939653?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4753842930193939653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4753842930193939653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/vitimas-de-abusos.html' title='VÍTIMAS DE ABUSOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-245887767890247252</id><published>2011-09-06T17:37:00.002+01:00</published><updated>2011-09-06T17:37:45.199+01:00</updated><title type='text'>COMO SER UM BOM PADRASTO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de um divórcio, viver um novo amor tem tanto de revigorador como de desafiante. Voltar a acreditar que é possível ser-se feliz ao lado de alguém ajuda a encarar a vida com mais optimismo. Mas, quando há filhos, a escolha do novo par não se resume à atracção que se sente pela pessoa em causa ou pelo empenho que esta mostra na relação. Para a generalidade dos pais e mães divorciados é&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;fundamental que a pessoa com quem se relacionam possa dar-se bem com os seus filhos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Como o início do ciclo de vida das famílias reconstituídas é quase sempre turbulento, pode ser difícil gerir os obstáculos. Ao contrário do que acontece nas famílias tradicionais, nestes casos há um novelo de relações a gerir, há incompatibilidades que têm de ser ultrapassadas e há papéis que podem não estar claramente definidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A entrada do padrasto na vida das crianças e jovens nem sempre é pacífica e é-o ainda menos quando este tenta implementar alguma ordem logo à chegada. A experiência clínica tem-me mostrado que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;os problemas de relacionamento são particularmente frequentes quando existem filhos rapazes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e a mãe assume uma postura demasiado flexível no que diz respeito à disciplina. Independentemente do formato da guarda dos filhos, são comuns os casos em que a mãe se sente demasiado pressionada, cansada e só, pelo que a chegada de um adulto homem é encarada como a possibilidade de incutir normas mais rígidas e eficazes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na maior parte das vezes o padrasto dá o seu melhor no sentido de ajudar a companheira a lidar com as dificuldades relacionadas com a educação dos filhos mas pode levar algum tempo até que a dinâmica familiar estabilize e o respeito impere nestes laços. Por melhores que sejam as intenções do novo elemento da família, não é com certeza fácil “aterrar” numa família onde existem hábitos antigos que, ainda que estejam a ser ineficazes, são vantajosos aos olhos das crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi com esse dilema que o Francisco se deparou quando, depois de casar com a Madalena, tentou incutir novas regras ao filho dela, João, de 12 anos. O João é um menino que vive sozinho com a mãe desde os 5 anos e que estava habituado a participar nas decisões importantes da família. É verdade que se trata de um pré-adolescente responsável mas o facto de ser tratado como um pequeno adulto também originou alguns braços-de-ferro com a mãe e alguns episódios marcados pela falta de respeito. Por exemplo, o Francisco sentiu-se desagradavelmente surpreendido quando assistiu a uma discussão entre mãe e filho em que o João afirmava que a mãe não tinha o direito de comprar umas calças novas já que não comprara nada para ele naquele mês. Este comportamento desafiante colocou o padrasto em estado de alerta perante a necessidade de ajudar a mulher a reeducar o filho. Claro que na altura em que a família me pediu ajuda a relação entre o João e o Francisco estava muito desgastada. Paralelamente, a Madalena sentia que tinha de estar ora ao lado de um, ora ao lado do outro e, ainda assim, um dos dois sentia-se sempre desiludido consigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sendo fácil, é possível&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;tornar-se um bom padrasto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, desde que interiorize a importância de alguns passos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;TENTE COMPREENDER A DINÂMICA DA FAMÍLIA ANTES DA SUA CHEGADA. Por mais escandalizado que se sinta em relação a alguns hábitos na relação entre a sua companheira e os filhos dela,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;não tente mudar tudo de uma vez&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Lembre-se de que estes padrões podem ser fruto de estratégias de sobrevivência e aceite que não existem respostas milagrosas nem soluções rápidas para as dificuldades existentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;INVISTA NOS LAÇOS AFECTIVOS COM AS CRIANÇAS ANTES DE IMPLEMENTAR MEDIDAS DISCIPLINADORAS. As crianças e os jovens aceitam melhor a inclusão de novas regras quando estas partem de alguém em relação a quem se sentem emocionalmente ligadas.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Os filhos da sua companheira precisam de saber que você gosta deles&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, que se preocupa e que deseja o melhor. Procure passar algum tempo sozinho com cada uma das crianças – nem que seja 5 minutos por dia - e mostre o seu interesse por aquilo que a criança fez durante o dia. Ainda que seja difícil, nos primeiros tempos deixe que seja a mãe a lidar com a gestão das regras e a implementação de castigos e recompensas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;DEFINA MUITO BEM O PAPEL DE PADRASTO. Reconheça que você não é nem será o pai daquelas crianças. Pode ter a melhor relação do mundo com elas mas não é a mesma coisa e você não deve esperar que os afectos sejam os mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;FALE SOBRE OS PROBLEMAS EM PRIVADO. Converse a sós com a sua mulher acerca das suas preocupações com a forma como as crianças estão a ser educadas. A dois é possível encontrar alternativas eficazes que não podem ser confundidas com a crítica gratuita.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;É essencial que as crianças não se apercebam dos desentendimentos do casal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;sobre estes assuntos. Se o comportamento da mãe mudar e as crianças não gostarem das novas regras, culpá-lo-ão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;TRATE BEM A SUA COMPANHEIRA. As crianças desejam, acima de tudo, ver os seus progenitores felizes e isso também passa por encontrarem um companheiro à altura. Precisam de sentir que a pessoa que agora faz parte da família gosta da mulher e procura uma relação saudável.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-245887767890247252?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/245887767890247252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/245887767890247252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/como-ser-um-bom-padrasto.html' title='COMO SER UM BOM PADRASTO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-891240494534559279</id><published>2011-09-05T10:29:00.000+01:00</published><updated>2011-09-05T10:29:43.336+01:00</updated><title type='text'>É POSSÍVEL PERDOAR UMA TRAIÇÃO?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partilho hoje a entrevista que concedi à revista Happy Woman:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;1. Perante os casos que conhece e que acompanha em consultório, é possível perdoar uma traição? Há mais casos de sucesso ou de insucesso, ou seja, de quererem continuar mesmo não sabendo como, ou de não querer sequer continuar o relacionamento?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A maior parte das pessoas sabe pouco sobre aquilo que está por detrás de uma traição e, como é natural, afirma sem pudor que não perdoaria uma infidelidade mas a minha experiência clínica mostra precisamente o contrário. A infidelidade é um marco avassalador a que nem todas as relações resistem mas é possível perdoar e reconstruir a relação. Os casos que chegam até ao meu consultório reportam-se normalmente aos casais que estão debaixo desta tempestade, querem dar a volta mas não sabem como fazê-lo. Nalguns casos o pedido de ajuda é feito imediatamente após a revelação da relação extraconjugal – aí as emoções ainda estão muito confusas, pelo que a pessoa que foi traída pode não ter a certeza de que quer reconstruir o seu casamento. Mas na maioria das vezes o contacto é feito depois de a “poeira assentar”, isto é, passado o choque inicial, e os membros do casal assumem que querem ultrapassar este marco. Não raras vezes a vontade de perdoar existe mas é preciso desenvolver competências para gerir as desconfianças e aprender a amar de olhos abertos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;2. Quem mais pede ajuda para «perdoar» - o traidor ou o traído? Há mais homens ou mulheres a procurarem ajuda depois de terem sofrido uma traição?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O pedido de ajuda é feito por qualquer um dos membros do casal, embora note que existem mais contactos realizados pelo cônjuge que traiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;3. Tem estatísticas / números que de certa forma possam ilustrar o tema, ou seja, se existe uma tendência crescente ou não em querer perdoar e/ou em perdoar?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há cerca de 10 anos que trabalho com casais e as questões relacionadas com a infidelidade sempre fizeram parte do meu quotidiano clínico. Não posso afirmar que haja cada vez mais casos de infidelidade ou tentativas de perdoar a traição. Talvez exista, isso sim, mais informação disponível a respeito das alternativas ao nível da ajuda especializada. Há 10 anos muitos casais enveredavam pelo divórcio desconhecendo que existiam serviços de terapia conjugal. Hoje uma simples pesquisa pela Internet coloca estes recursos à vista de qualquer pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;4. As segundas relações funcionam? Mesmo querendo, por vezes não sabem como avançar, como lidar com a mistura de emoções. É possível reconstruir a relação e parte-se de onde? Por construir a confiança beliscada? Há mais casos de sucesso ou de insucesso de reconciliações após a traição?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Existem diferentes “tipos” de infidelidade, pelo que a probabilidade de sucesso na reconstrução da relação é variável. Numa pequena fatia dos casais que me procuram a infidelidade não representa um investimento emocional com a terceira pessoa mas antes o “álibi” para a ruptura. De algum modo, aquelas duas pessoas já se divorciaram emocionalmente e a traição é “só” o alarme que faltava. Noutros casos a relação extraconjugal vem preencher as lacunas que se instalaram ao longo do tempo, na sequência do afastamento físico e/ ou emocional dos cônjuges, pelo que o processo de terapia conjugal terá de explorar os recursos e as fragilidades daquela relação, bem como os marcos que compõem o caminho percorrido a dois. Não é fácil olhar para trás e perceber, por exemplo, que os sinais estavam “lá” há tanto tempo. Daí que seja preciso gerir com cautela as emoções de cada um. Por outro lado, o princípio da terapia pode envolver o desenvolvimento de algumas competências que permitam sair dos ciclos de desconfiança. Mais cedo ou mais tarde aquelas duas pessoas vão ter de abandonar os comportamentos "à detective" e olhar para dentro da relação, reconhecendo que a reconstrução do casamento depende da vontade e do esforço de ambos. Para que ambos voltem a sentir-se seguros é preciso que aprendam a cuidar do outro, a respeitar as suas necessidades e a dar de si. Quando ambos investem, e apesar dos avanços e recuos legítimos nestes casos, a probabilidade de sucesso é elevada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-891240494534559279?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/891240494534559279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/891240494534559279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/09/e-possivel-perdoar-uma-traicao.html' title='É POSSÍVEL PERDOAR UMA TRAIÇÃO?'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-5935555485131538654</id><published>2011-08-31T13:57:00.000+01:00</published><updated>2011-08-31T13:57:11.903+01:00</updated><title type='text'>STRESS E PESO PÓS-PARTO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Refiro-me com frequência no consultório às vantagens da prática regular de actividade física. Conheço os benefícios do exercício físico no que diz respeito ao alívio da sintomatologia ansiosa e depressiva e na melhoria do bem-estar geral, pelo que procuro enfatizar esta informação junto das pessoas com quem trabalho. Faço-o inclusivamente junto das recém-mamãs, realçando a importância de se&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;criar rotinas que permitam que as mulheres possam socializar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;pouco tempo depois do parto, deixando o bebé durante algumas horas por semana aos cuidados do pai ou de outro familiar de confiança. Enfrento quase sempre&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;alguma resistência&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, já que a nossa cultura enfatiza (e bem) a importância da mãe na vida de um recém-nascido e limita muitas vezes o acesso a actividades que fomentam o bem-estar de toda a família. As mulheres&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;queixam-se de que não têm tempo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, não têm com quem deixar o bebé, etc. Mas a verdade é que com algum esforço e, sobretudo, boa vontade, tudo se consegue.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma investigação recente veio dar força aos meus argumentos, mostrando que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o excesso de peso de que as recém-mamãs tantas vezes se queixam está directamente associado ao stress e à inexistência de actividades desportivas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Neste estudo, em que participaram 60 mulheres que tinham sido mães pela primeira vez, mostrou-se que o excesso de peso no período pós-parto está associado a factores como o Índice de Massa Corporal (IMC) anterior à gravidez, excesso de peso ganho durante a gestação, stress associado à parentalidade e estilo de vida sedentário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O estudo aferiu o stress parental pedindo que as participantes respondessem a uma escala com afirmações como “Sinto que não tenho tempo para mim” ou “Gosto de ser mãe”. Além disso, mediu-se a prática de actividades desportivas nas 24 horas anteriores, desde a “prática leve” até ao “treino vigoroso”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os investigadores mostraram que quanto maior é o stress em relação às responsabilidades parentais, particularmente quando há sinais de depressão, menor é a probabilidade de a mulher estar a praticar alguma actividade física e maior é o IMC. É verdade que a interacção social, normalmente associada a níveis mais elevados de bem-estar e a menos sintomatologia depressiva, está presente nas mulheres com IMC elevado (excesso de peso). Mas, infelizmente, estas interacções sociais dizem respeito a contactos telefónicos, troca de e-mails ou conversas via chat e não propriamente a passeios fora de casa na companhia de outras mães e de outros bebés.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A verdade é que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;as mulheres com excesso de peso no período pós-parto evidenciam mais sintomatologia depressiva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, apesar de se sentirem competentes enquanto mães. As mulheres com IMC mais baixo praticam mais exercício físico e mostram menos sintomas de depressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-5935555485131538654?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/5935555485131538654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/5935555485131538654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/stress-e-peso-pos-parto.html' title='STRESS E PESO PÓS-PARTO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-7647176426495022798</id><published>2011-08-30T13:49:00.002+01:00</published><updated>2011-08-30T13:49:03.308+01:00</updated><title type='text'>DEPRESSÃO: A IMPORTÂNCIA DOS AMIGOS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A depressão é muito mais do que um estado de tristeza profunda. Ainda que seja normalmente a tristeza que chama a atenção daqueles que rodeiam a pessoa deprimida, esta é uma doença altamente incapacitante e que não prejudica “apenas” o doente – afecta as relações familiares e sociais, podendo conduzir ao isolamento social e ao agravamento dos sintomas. Como tenho referido tantas vezes, é fundamental conhecer este transtorno e prover àqueles de quem gostamos e que possam sofrer desta perturbação o melhor apoio possível. De resto, alguns estudos recentes enfatizam tanto a importância dos cuidados dos familiares e dos amigos do doente de depressão que os comparam à ajuda especializada. Segundo alguns investigadores,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;nos casos de depressão leve e moderada o apoio destes cuidadores é mais eficaz do que a intervenção médica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como se sabe, a depressão é tratável mas existem muitos casos resistentes à intervenção dos antidepressivos e da psicoterapia. Algumas pesquisas indicam que um terço dos pacientes com depressão continua a evidenciar sintomas significativos depois de experimentar 4 medicamentos diferentes. Mais:&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;cerca de metade das pessoas que recuperam da depressão através do uso de antidepressivos sofre uma recaída no prazo de um ano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aparentemente, nos casos de depressão leve e moderada, a existência de uma ou mais pessoas que apoiem o doente com depressão produz um alívio da sintomatologia superior àquele provocado pela intervenção farmacológica, equiparando-se aos efeitos da psicoterapia cognitivo-comportamental, em que o paciente aprende a gerir os seus pensamentos e as suas emoções de forma racional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O apoio das pessoas mais próximas do doente diminui o isolamento social, atenua os eventos stressantes, ajuda o paciente a lidar com a informação médica e provém modelos de comportamento saudáveis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Na sequência deste apoio é expectável que a pessoa deprimida se sinta mais capaz de cumprir o tratamento, de cuidar de si.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-7647176426495022798?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7647176426495022798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7647176426495022798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/depressao-importancia-dos-amigos.html' title='DEPRESSÃO: A IMPORTÂNCIA DOS AMIGOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8445757123413543194</id><published>2011-08-29T16:14:00.000+01:00</published><updated>2011-08-29T16:14:32.632+01:00</updated><title type='text'>ATAQUES DE PÂNICO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São cada vez mais frequentes os pedidos de ajuda referentes a transtornos de ansiedade e, destes casos, muitos estão associados a ataques de pânico. Estes episódios podem surgir de repente, fazendo com que a pessoa se sinta&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;assustada, bloqueada, impotente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Como se tratam de picos de ansiedade altamente incapacitantes, é compreensível que o doente se sinta progressivamente com medo de realizar as suas tarefas quotidianas, já que teme que possa sentir-se “mal” fora de casa. Nesta escalada repentina dos níveis de ansiedade a pessoa pode sentir&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;taquicardia, mãos suadas, aperto no peito, tonturas e/ou visão reduzida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Naquele momento a sensação é a de que alguma coisa está errada do ponto de vista físico e há uma necessidade de recorrer à urgência hospitalar – não raras vezes,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a pessoa acha que está a morrer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na maior parte destes casos, o despiste feito no hospital descarta problemas fisiológicos, pelo que a pessoa é encaminhada para uma consulta de Psicologia e /ou de Psiquiatria. Como a medicação raramente produz milagres, é preciso analisar em sede de terapia a história de vida daquela pessoa, as relações familiares, ajudá-la a lidar com os pensamentos irracionais e promover a gestão emocional eficaz. Este processo pode levar algum tempo, pelo que importa saber&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o que fazer aquando de uma crise de ansiedade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar, importa que o doente interiorize que há milhões de pessoas em todo o mundo que padecem deste problema. Não se trata de uma condição fatal, mas antes de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;um transtorno que pode e deve ser gerido e tratado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A gestão começa com a assunção do que se está a sentir e com a respectiva partilha. A experiência clínica mostra-me que as pessoas que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;recorrem ao telefone&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para falar com um familiar, um amigo ou outra pessoa da sua confiança, sentem normalmente algum&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;alívio imediato&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A experiência de poder falar abertamente sobre o mal-estar intenso e/ou de ouvir alguém do outro lado a desdramatizar a situação é mais terapêutica do que se possa pensar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por outro lado, mesmo que não seja possível falar com alguém, há algo que o doente pode e deve fazer: esperar. É verdade! De um modo geral,&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;uma crise de ansiedade dura entre 20 a 30 minutos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Trata-se de uma reacção psicofisiológica que, tal como acontece quando sentimos uma cãibra, não vai poder ser instantaneamente interrompida, mas cuja intensidade vai decrescendo. Com o tempo, a pessoa vai aprendendo a lidar com estes ataques de pânico, dando-lhes espaço, aceitando que os pensamentos negativos que a assolam são só isso mesmo – pensamentos e não factos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A partir do momento em que a pessoa interioriza que, ao fim de 30 minutos tudo regressa ao “normal”, é mais fácil impedir que as crenças irracionais avancem numa espiral descontrolada. Desta forma, a pessoa regressa mais rapidamente aos seus afazeres, já que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o mal-estar vai decrescendo ao longo daquela meia hora&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Na prática, a pessoa deixa de alimentar as preocupações, interrompendo o ciclo vicioso. Mais tarde, em terapia, é possível desconstruir os tais pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8445757123413543194?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8445757123413543194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8445757123413543194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/ataques-de-panico.html' title='ATAQUES DE PÂNICO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4877488108375753059</id><published>2011-08-26T14:54:00.000+01:00</published><updated>2011-08-26T14:54:11.884+01:00</updated><title type='text'>ANSIEDADE NAS CRIANÇAS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Associamos a infância à tranquilidade e à inexistência de problemas sérios, pelo que nos é difícil aceitar que logo no início da vida possam surgir dificuldades relacionadas com transtornos ansiosos. Mas a verdade é que todos os dias chegam aos gabinetes de Psicologia crianças e jovens com sintomatologia ansiosa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando falamos em ansiedade nas crianças falamos de vários&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;tipos de transtornos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ansiedade de separação (medo de estar longe dos pais);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Recusa em ir à escola;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ansiedade social;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Perturbação obsessivo-compulsiva;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mutismo selectivo (incapacidade de falar em certos contextos sociais);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Perturbação de pânico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;sintomas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;podem variar de criança para criança mas nos casos mais comuns a criança tem medo de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dormir sozinha;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ir sozinha a algum lado;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Realizar qualquer actividade nova;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Falhar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ser raptada;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguém entrar na casa da família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;razões&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;por detrás desta ansiedade também têm origem diversa mas é possível destacar algumas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A crise financeira/ desemprego dos pais pode alarmar a criança;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A violência propagandeada na televisão;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A superprotecção dos pais, que impede, por exemplo, que a criança brinque fora de casa;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Predisposição genética;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Exigência/ pressão académica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apesar de nalguns destes casos ser mesmo necessária a intervenção psicoterapêutica, há&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;passos que os pais podem dar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;no sentido de ajudar as suas crianças:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aceitar que a única via para que a criança ultrapasse estas dificuldades é enfrentando o problema. Se a criança insiste em dormir na cama dos pais, acompanhe-a até ao próprio quarto e diga-lhe que vai ficar tudo bem e que não há por que ter medo. Ler uma história a meio da noite pode ser penoso, mas ajudá-lo-á a recuperar o sono.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As crianças devem ser encorajadas a participar nas actividades que habitualmente provocam ansiedade. Aos pais compete ajudá-las a deter-se nos aspectos positivos da actividade, dar-lhes ânimo, educa-las para o optimismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Criar tarefas que fomentem a sensação de autonomia da criança ajudá-la-á a ultrapassar estas dificuldades. Refiro-me a atribuir-lhes alguns afazeres dentro de casa, pedir a sua ajuda nos cuidados prestados aos irmãos mais novos ou até participar numa acção de voluntariado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As crianças precisam de testemunhos honestos e apreciam que os pais lhes contem as suas próprias experiências. Quando os pais expõem os seus medos enquanto crianças e a forma como os ultrapassaram, estão a ajudar os filhos a acreditar que é possível vencer os seus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A prática regular de exercício físico é eficaz na redução dos níveis de ansiedade. Substituir a televisão e o resto da electrónica por actividades desportivas ajudará a combater o problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se estes passos não forem eficazes, é fundamental pedir ajuda psicológica e, nalguns casos, aceitar a hipótese de a criança ter de ser medicada.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4877488108375753059?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4877488108375753059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4877488108375753059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/ansiedade-nas-criancas.html' title='ANSIEDADE NAS CRIANÇAS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1932286312457352088</id><published>2011-08-25T16:12:00.000+01:00</published><updated>2011-08-25T16:12:15.975+01:00</updated><title type='text'>NARCISISMO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É comum usar-se determinados termos para classificar as pessoas que nos rodeiam. Fazemo-lo instantaneamente, muitas vezes descurando o real significado destes rótulos. O mais vulgar é “deprimido”, tantas vezes usado para caracterizar alguém que anda triste. Como tenho tentado esclarecer por aqui, a depressão é muito mais do que angústia e nem todos os estados de tristeza podem ser classificados de depressão. Hoje escolhi centrar-me no termo “narcisismo”, usado por muitas pessoas que tão-pouco saberão que existe algo chamado de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;transtorno de personalidade narcisista&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes de mais, importa então esclarecer o que é um transtorno de personalidade: Trata-se de uma perturbação mental em que a pessoa experimenta dificuldades na percepção e no relacionamento com os outros e/ou em determinadas situações, o que significa que existem pensamentos e padrões de comportamento demasiado rígidos que podem comprometer o convívio social, o desempenho profissional e académico. Não raras vezes a pessoa não percebe que tem esta perturbação e tende a culpar os outros pelos seus problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De acordo com o DSM IV, o transtorno de personalidade narcisista caracteriza-se pela&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia com os outros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, começa no início da idade adulta e está presente numa grande variedade de contextos. Estas pessoas tendem a gabar-se das suas qualidades e das suas conquistas. Precisam de sentir que têm poder e&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;tentam convencer os outros de que são brilhantes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e perfeitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por detrás desta suposta perfeição está normalmente&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;uma pessoa frágil&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;que, em vez de se sentir poderosa, guarda sentimentos profundos de vergonha, insegurança e hipersensibilidade à crítica. A pessoa vive atormentada por um grande vazio e&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;sente muita inveja das realizações e conquistas dos outros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– é por isso que tantas vezes sente necessidade de as desvalorizar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estas pessoas procuram muitas vezes descarregar o seu vazio e a sua solidão desqualificando as outras pessoas. São até capazes de se mostrar arrogantes perante um acto médico, tratando o clínico como um incompetente. Por isso, vêem-se frequentemente envolvidas em conflitos já que, para quem está do outro lado, é difícil ser empático. Um psicólogo treinado poderá ajudá-las, através de um processo lento e rigoroso, a gerir as suas mágoas e aceitar-se realmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1932286312457352088?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1932286312457352088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1932286312457352088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/narcisismo.html' title='NARCISISMO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4284298721284136670</id><published>2011-08-24T15:48:00.000+01:00</published><updated>2011-08-24T15:48:00.523+01:00</updated><title type='text'>DISMORFOFOBIA: PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM O CORPO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos nós conhecemos pessoas que centram demasiada energia e preocupação em questões relacionadas com o corpo, a imagem e a estética. É-nos relativamente fácil rotulá-las de vaidosas, superficiais ou autocentradas, ainda que nalguns destes casos possamos estar na presença de uma perturbação de ansiedade conhecida como&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;dismorfofobia ou transtorno dismórfico corporal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Sendo tantas vezes desvalorizadas e até algo de sátira, estas preocupações&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;não têm nada a ver com vaidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, constituindo até uma perturbação com elevada taxa de ideação suicida – 80 por cento destas pessoas já pensaram em acabar com a própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sendo difícil para a generalidade da população colocar-se na pele destas pessoas, torna-se penoso compreender como é que alguém possa sentir-se tão devastado por um qualquer defeito na sua aparência mas a verdade é que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;estas pessoas vivem com a certeza de que os outros as vêem como horríveis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Na maior parte destes casos nem sequer estamos a falar de um defeito “real”. Falamos, isso sim, de um defeito que apenas sobressai aos olhos do doente, gerando uma preocupação exacerbada, cuja magnitude é mais do que suficiente para condicionar as relações familiares e sociais.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Afecta homens e mulheres&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e surge mais frequentemente entre o final da adolescência e o início da idade adulta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No topo das preocupações destes doentes aparecem problemas relacionados com a pele mas a dismorfofobia pode implicar a fixação em defeitos relacionados com o cabelo, o nariz, os pés, o peso ou a barriga, não sendo por isso difícil perceber por que é que estas pessoas passam tantas vezes por vaidosas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na verdade estamos a falar de uma perturbação que é geradora de muito sofrimento e da sensação de incompreensão, pelo que há muitas pessoas que nunca chegam a pedir ajuda especializada – os homens fazem-no ainda menos do que as mulheres.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Sentem vergonha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;de expor a fragilidade e o defeito em causa. De resto, estas pessoas vivem apavoradas com os juízos de valor que os outros possam fazer sobre o seu corpo. Como é muito fácil imaginarem que estão a ser ridicularizadas (“Se aquela pessoa está a olhar para mim é porque já reparou no meu defeito e DE CERTEZA que está a gozar comigo”), evitam frequentemente situações que envolvam alguma exposição, pelo que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é fácil desenvolverem sintomatologia compatível com a fobia social&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A combinação de Psicoterapia de base cognitivo-comportamental com medicação ajustada é a via mais célere e segura para prevenir a escalada desta perturbação, que requer efectivamente um acompanhamento cuidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4284298721284136670?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4284298721284136670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4284298721284136670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/dismorfofobia-preocupacao-excessiva-com.html' title='DISMORFOFOBIA: PREOCUPAÇÃO EXCESSIVA COM O CORPO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-410716086745518359</id><published>2011-08-03T15:01:00.002+01:00</published><updated>2011-08-03T15:01:32.915+01:00</updated><title type='text'>PEDIR O DIVÓRCIO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partilho hoje a entrevista que concedi a revista Sábado referente ao tema "Como dizer ao outro que quero o divórcio".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;1 – Que conselhos práticos dá a quem a procura para questões de divórcio?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De um modo geral, as pessoas que me procuram buscam uma ajuda que lhes permita evitar o divórcio. Pontualmente chegam até mim casos em que a decisão já está tomada mas em que, por algum motivo, ainda não foi assumida - perante o cônjuge ou perante os filhos. O meu papel não é o de dar conselhos. Ainda assim, procuro ser clara em relação às questões que me são colocadas. Por exemplo, são relativamente frequentes os casos em que o divórcio emocional já aconteceu mas em que a pessoa que se sente distante daquela realidade familiar teme ferir o cônjuge ou teme pela estabilidade das crianças. Também existem alguns casos em que aquilo que se procura é uma espécie de validação, uma confirmação do estado daquela relação. Naturalmente, não me compete tomar decisões por ninguém nem tão-pouco discernir sobre os sentimentos que ainda existem. Compete-me, isso sim, funcionar como um agente facilitador das decisões que têm de ser tomadas. Mesmo quando uma pessoa se sente muito distante do seu cônjuge, mesmo quando já não há volta a dar, podem existir sentimentos de culpa e/ou de pena, que acabam por atrasar a ruptura e prolongar o sofrimento de todos os membros da família. Neste caso, o meu papel também passa por esclarecer, desconstruir algumas crenças irracionais e, claro, promover a estabilidade emocional de quem se sente normalmente devastado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Importa que quem está a passar por uma separação compreenda que a sua tristeza é "natural" porque este é, efectivamente, um acontecimento muito stressante no ciclo de vida de uma família. Aceitar as próprias emoções é fundamental para que cada membro da família possa gerir a situação de forma eficaz socorrendo-se dos recursos de que dispõe. Isso passa por ser capaz de partilhar factos e emoções com familiares e amigos em vez de sucumbir ao isolamento social mas também passa por estar atento às necessidades das crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;2 – Acha que uma pessoa, quando pede o divórcio, pondera a questão durante muito tempo (antes de o fazer)?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao contrário do que possa pensar-se, até em função de uma certa banalização do divórcio, as rupturas não acontecem da noite para o dia – muito menos quando há filhos. Entre a deterioração da relação até à completa resolução do divórcio decorrem em média 2 anos. Claro que existem especificidades inerentes a cada família mas o que importa reter é que, ainda que os membros do casal nem sempre tenham noção dos sinais de deterioração do seu casamento, eles estão lá – primeiro sob a forma de braços-de-ferro e mais tarde sob a forma de um distanciamento estranho que não é mais do que a tradução da desistência de um deles. Este distanciamento é muitas vezes confundido com a inexistência de problemas mas é o início do fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;3 - Qual a melhor forma de dizer ao companheiro/a que se quer o divórcio?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não há uma forma simpática para terminar uma relação. Mesmo quando ambos sentem que a situação é irreversível e que o divórcio é o passo mais sensato, é praticamente inevitável sentir-se uma certa frustração. Para a generalidade das pessoas o casamento funciona como um projecto de vida e quando há filhos é muito difícil assumir que o projecto falhou. É também por isso que há sentimentos de culpa – os cônjuges culpam-se por não serem capazes de prover aos filhos um ambiente familiar tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que haja algumas pessoas que se surpreendem com o pedido de divórcio do seu cônjuge, na maioria das situações a ruptura acaba por não constituir propriamente uma surpresa. Afinal, se um está profundamente insatisfeito na relação, é praticamente impossível que o outro se sinta feliz. Claro que as pessoas têm timings diferentes e a certeza de um pode embater na resistência do outro mas, de um modo geral, as pessoas acabam por falar neste assunto expondo os seus sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;4 – Em que altura se deve contar aos filhos?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infelizmente, deparo-me muitas vezes com situações em que os pais escolhem falar com as crianças numa altura em que estas já foram muito expostas à ruptura. Ainda que a maior parte dos pais e mães dê o seu melhor no sentido de garantir a estabilidade dos filhos, são relativamente frequentes os casos em que as crianças se sentem desamparadas porque sabem que os pais vão separar-se mas não se sentem seguras para colocar as suas dúvidas. Há uma espécie de pacto em que as crianças escolhem respeitar o silêncio dos pais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Noutros casos aquilo que me preocupa é o facto de serem as próprias crianças a propor o divórcio dos pais. Estes pedidos surgem na sequência da exposição a situações de conflito intenso, em que a criança se sente desprotegida e vê na separação uma oportunidade para reaver a paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Importa que os pais possam ser honestos com as suas crianças adaptando o seu discurso à idade dos filhos. Não faz sentido falar em divórcio quando essa é ainda uma hipótese mas também não faz sentido não dizer nada às crianças. Os filhos precisam de se sentir seguros e isso passa por existir um ambiente confortável em que se possa falar abertamente sobre as emoções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 16px; line-height: 18px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de a decisão estar tomada, e na medida do possível, as crianças devem ter oportunidade de conversar com os dois progenitores em simultâneo. Importa que os filhos interiorizem que o papá e a mamã já não conseguem viver na mesma casa mas que continuarão ambos presentes nas suas vidas. Além disso, para que não haja conflitos de lealdade, as crianças devem ter oportunidade de colocar todas as suas dúvidas. Mesmo que os pormenores não estejam todos definidos, o que importa é transmitir-lhes segurança emocional, explicando que os pais serão capazes de conversar e chegar a acordo quanto a todas as questões, mesmo que, para já, ainda não saibam responder a algumas perguntas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-410716086745518359?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/410716086745518359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/410716086745518359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/pedir-o-divorcio.html' title='PEDIR O DIVÓRCIO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-958100657192117087</id><published>2011-08-01T16:58:00.000+01:00</published><updated>2011-08-01T16:58:08.278+01:00</updated><title type='text'>ULTRAPASSAR A FOBIA SOCIAL</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;O transtorno de ansiedade social (fobia social), a agorafobia e o medo de estar em lugares desconhecidos são relativamente comuns entre a população portuguesa. Ainda assim,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;muitas pessoas “escolhem” viver com estes constrangimentos sem pedir ajuda especializada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;, como se estivessem condenadas ao sofrimento eterno. Não existindo comprimidos milagrosos que permitam que o medo desapareça da noite para o dia, é normalmente através da combinação regrada de psicofármacos com acompanhamento psicológico que se ultrapassa estas barreiras tão incapacitantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;A fobia social é uma perturbação emocional em que a pessoa se sente&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;ameaçada perante contextos sociais que não são familiares&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;. Há um nervosismo exacerbado que faz com que estes doentes não consigam falar em público, tenham medo de ser avaliados, de se exporem ao ridículo. Esta ansiedade acaba por ser comprometedora da progressão na carreira e do convívio com os amigos, levando muitas vezes à falta de autoconfiança e ao isolamento social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Como a pessoa está sistematicamente preocupada com o que está para vir,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;passa a vida a imaginar cenários negativos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;. Até as tarefas mais simples como uma ida à repartição de finanças ou uma reunião de condomínio podem ser geradoras de (muita) ansiedade. Escusado será dizer que a pessoa se sente sistematicamente cansada em função de tantas preocupações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;A Psicoterapia pode fazer uma grande diferença na recuperação destes doentes. De um modo geral, a abordagem cognitivo-comportamental é particularmente eficaz, na medida em que permite que a pessoa desconstrua, em conjunto com o seu terapeuta, os&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;pensamentos irracionais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;que estão subjacentes a estes padrões comportamentais e possibilita a progressiva aproximação às situações habitualmente geradoras de ansiedade. Além disso, são identificadas as emoções associadas aos pensamentos negativos, de modo a reconhecer a verdadeira origem destas dificuldades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O doente aprende a reconhecer o impulso que o leva a reagir aos diferentes contextos sociais com medo ou pânico e a dar resposta a este impulso numa fase inicial, travando a escalada de nervosismo e preocupação e dando azo à racionalização do problema e ao aparecimento de alternativas mais saudáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;À medida que o processo terapêutico evolui, a pessoa vai aprendendo a gerir as suas emoções de forma mais eficaz, controlando o medo, vivenciando-o de forma muito diferente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-958100657192117087?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/958100657192117087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/958100657192117087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/08/ultrapassar-fobia-social.html' title='ULTRAPASSAR A FOBIA SOCIAL'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-9101156613514173702</id><published>2011-07-27T13:59:00.002+01:00</published><updated>2011-07-27T13:59:13.765+01:00</updated><title type='text'>PERTURBAÇÃO BIPOLAR</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Se há algo de negativo associado à difusão de informação clínica através da Internet, é o facto de tantas pessoas cederem à&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;tentação do autodiagnóstico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;ou, pior ainda, à tentação de elaborar diagnósticos em relação a quem está à sua volta. Qualquer médico já foi confrontado com doentes que teimam em contrariar a informação que lhes é dada porque&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;pesquisaram na Internet e “sabem” exactamente que doença os acomete&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;. Em Psicologia isto também é verdade e a doença que mais frequentemente “aparece” é a perturbação bipolar – algumas pessoas temem padecer desta perturbação, outras apontam o dedo ao parceiro na esperança de que este rótulo explique alguns comportamentos. Com pouca e, sobretudo, imprecisa informação, é aparentemente fácil&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;confundir-se flutuações de humor com perturbação bipolar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Se é verdade que aquilo que caracteriza a perturbação bipolar são as súbitas e intensas mudanças de humor, importa clarificar este conceito, sob pena de a utilização abusiva destes rótulos potenciar equívocos sérios. Tal como quando falamos de tristeza nem sempre falamos de depressão, também neste caso o diagnóstico depende da severidade dos sintomas, sendo que na perturbação bipolar, às vezes chamada de perturbação maníaco-depressiva, as flutuações de humor vão&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;desde a depressão profunda até às crises de mania&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;. Nalguns casos estas oscilações ocorrem poucas vezes por ano, noutros podem surgir até várias vezes por dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;As fases de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;mania&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;são caracterizadas por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Humor anormalmente elevado;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Raiva ou irritabilidade;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Pensamento e fala demasiado acelerados (ao ponto de o discurso ser desconexo);&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Saltar de assunto em assunto;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Comportamentos de risco;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Poucas horas de sono (o doente não precisa de dormir quase nada).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Nas fases de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;depressão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&amp;nbsp;há:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Tristeza e apatia (desinteresse pelas coisas que antes geravam entusiasmo);&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Ansiedade, culpa, desespero e choro;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Alterações significativas no apetite e no peso corporal;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Ideação suicida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Os sintomas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;podem variar de pessoa para pessoa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;mas existem critérios rigorosos que permitem o diagnóstico rigoroso de uma das 3 formas de perturbação bipolar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Perturbação bipolar tipo I&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– Existe um ou mais episódios de mania.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Perturbação bipolar tipo II&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– Não existe nenhum episódio de mania mas existe um ou mais episódios de hipomania e um ou mais episódios de depressão grave. Os episódios de hipomania não são tão extremados como os de mania (não causando prejuízo social grave nem psicose) caracterizando-se sobretudo por períodos de humor anormalmente elevado e sendo muitas vezes confundidos com períodos de alta produtividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;·&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;Ciclotimia&lt;/b&gt;&amp;nbsp;– História de episódios de hipomania com períodos de depressão leve a moderada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraphCxSpLast" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;Não existindo nenhuma “cura” para esta perturbação, existem alguns recursos que se manifestam úteis no controlo da sintomatologia. Para além da medicação antidepressiva e antipsicótica,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;o apoio psicológico ao doente e à família é fundamental&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 18px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;. Nas crises graves pode ser necessário o tratamento hospitalar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-9101156613514173702?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9101156613514173702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9101156613514173702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/perturbacao-bipolar.html' title='PERTURBAÇÃO BIPOLAR'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4065003575631083198</id><published>2011-07-26T16:26:00.002+01:00</published><updated>2011-07-26T16:26:39.939+01:00</updated><title type='text'>CONFIAR NO PSICÓLOGO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;i&gt;Eu nunca contei isto a ninguém, nem sequer ao meu marido&lt;/i&gt;” disse-me a Madalena no final de uma consulta. Nessa sessão falámos sobre uma parte das suas feridas emocionais, daquelas que remontam à infância e que estão a comprometer o seu bem-estar individual e a sua relação conjugal. Foi uma consulta dura que terminou com um “&lt;i&gt;Obrigada por tudo&lt;/i&gt;”. Há quase 30 anos que a Madalena carrega estes segredos e a vergonha, associada a muitas crenças irracionais, tem-na consumido.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Por que esperou tanto tempo para falar com alguém?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Por que escolheu fazê-lo neste contexto? Por que escolheu uma pessoa estranha para fazer estas revelações?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na verdade, eu não sou uma estranha para a Madalena, já que a acompanho há alguns meses. Então, por que escolheu revelar-se agora? Toda a gente sabe que a terapia pode envolver algum tempo. Ora, se nesse tempo as coisas forem bem feitas, é possível que surjam algumas revelações como estas,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;difíceis de assumir, difíceis de verbalizar em voz alta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Mesmo nos casos em que não há segredos profundos, para que o psicólogo conheça o paciente e para que o paciente se revele é preciso tempo.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Tempo e confiança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não me refiro, claro, à mera elaboração de um diagnóstico – refiro-me a toda a informação que nos permite ver aquela pessoa como a pessoa única que é. Esta revelação implica que o paciente se sinta seguro acerca da integridade do psicólogo. Mas desengane-se quem considere que a mera passagem do tempo é suficiente para que as pessoas se revelem em sede de terapia. O elevado número de sessões terapêuticas tão-pouco é revelador da confiança existente entre psicólogo e paciente. Porquê? Porque um terapeuta pode interpretar mal aquilo que o paciente diz, pode conduzir o processo terapêutico baseando-se em equívocos e isso pode acontecer durante várias sessões. Além disso, o próprio paciente pode tentar ludibriar o terapeuta suavizando alguns episódios do seu percurso, dramatizando outros, evitando a auto-revelação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também é verdade que algumas pessoas se sentem tão sufocadas pelos problemas que optam por deitar tudo cá para fora logo de início. Ainda assim, todas as pessoas se defendem e&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é preciso tempo e confiança para que algumas amarras se desprendam&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A terapia é um processo em que o psicólogo fornece a quem está do outro lado a oportunidade de ser ouvido, conhecido, compreendido, cuidado. É-lhe dado um ambiente confortável para expor os seus tormentos na companhia de alguém que está lá para cuidar. E isso é muito mais do que dar ferramentas ou promover competências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Até ao dia em que a Madalena escolheu falar abertamente sobre as suas feridas abordámos outros problemas mas estava claro para mim que haveria muita informação a que eu não estava a aceder. Compete-me SEMPRE respeitar o&amp;nbsp;&lt;i&gt;timing&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de cada pessoa e é por isso que, se uma pessoa escolher não responder a uma determinada pergunta, eu honro o compromisso de não insistir. Mas faço questão de clarificar que a minha ajuda também depende da capacidade de revelação porque esse é o ponto de partida para uma análise rigorosa e para um acompanhamento eficaz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4065003575631083198?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4065003575631083198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4065003575631083198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/confiar-no-psicologo.html' title='CONFIAR NO PSICÓLOGO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4493740121147786699</id><published>2011-07-20T15:14:00.002+01:00</published><updated>2011-07-20T15:14:39.418+01:00</updated><title type='text'>QUANDO A TERAPIA DE CASAL (JÁ) NÃO RESULTA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Rui e a Carla estão casados há mais de 10 anos e têm duas filhas. Trabalham juntos mas as funções do Rui “obrigam-no” a viagens frequentes. A verdade é que estas viagens poderiam ser menos frequentes e em muitos casos até encurtadas mas cada temporada no exterior corresponde a um elevado retorno financeiro, que possibilita que a família viva em condições bastante acima da média. O Rui é um profissional muito bem sucedido na sua carreira mas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;chega a estar um mês e meio fora de casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. A Carla habituou-se a gerir a dinâmica familiar durante as ausências do marido, acumulando as funções de pai, mãe, profissional e dona de casa. Concordou com as escolhas do marido mas há vários anos que sente que falta alguma coisa. Sente-se desligada do marido. Nos últimos anos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;a intimidade deteriorou-se&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Ao longo dos primeiros anos, desculpava-se dizendo a si mesma que o marido tinha de trabalhar muito mas era um bom pai e um bom companheiro. De vez em quando queixava-se da solidão, do desamparo, da sobrecarga e partilhava as suas necessidades com o marido: Dizia-lhe que&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;precisava de mais atenção, de mais carinho, de mais tempo a dois&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Quando o Rui voltava de uma viagem, tentava mudar o seu comportamento mas ao fim de duas ou três semanas tudo voltava ao “normal”. Às vezes zangava-se e acusava a mulher de não estar satisfeita com nada. Afinal, ele estava a trabalhar “para a família” e não a “passear na praia”. Por que é que o que ele fazia não era suficiente? A Carla acabava por sentir-se culpada e recuava, ainda que se sentisse insatisfeita na relação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao completarem 10 anos de casados, depois de inúmeras discussões acerca desta dinâmica, a Carla expressou a sua saturação. Começou a sentir-se ignorada, rejeitada e enraivecida. Cansada de ver as suas necessidades por preencher e por sentir que o marido não a ouve,&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;pediu o divórcio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Rui&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;entrou em pânico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Ama a mulher e não quer perdê-la. Tão pouco quer perder a sua família. Disse-lhe que estaria disposto a fazer tudo para que o casamento resultasse. Pediu desculpa pelos anos de negligência e prometeu mudanças sólidas. Neste caso, como em tantos que tenho acompanhado, a ameaça de divórcio funcionou como um alarme, um despertar para a realidade – o Rui percebeu que depositou muita energia no seu percurso profissional, colocando o seu casamento (e as necessidades da sua mulher) em segundo plano. Agora está disposto a fazer terapia conjugal, ainda que a mulher lho tenha pedido tantas vezes e ele sempre se tenha recusado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;Mas é tarde&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. É verdade que a Carla aceitou vir à consulta, mas fê-lo por pena do marido, que está obviamente a sofrer. Sente-se culpada por vê-lo assim, sente-se triste pelo fim da relação porque tentou que as coisas resultassem durante muitos anos mas foi desistindo, chegando a um ponto em que se desconectou. A terapia conjugal já não vai resultar porque&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt; line-height: 21px;"&gt;a Carla está emocionalmente divorciada do marido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;. Tem medo do que a família alargada possa dizer, tem medo da reacção das filhas ao facto de ser ela a querer separar-se mas está segura de que não há retorno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #595959; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por que partilho este exemplo? Porque tenho assistido a muitos casos assim, em que o marido se esgota a trabalhar, seguro de que esse é o seu dever enquanto pai de família. Como as necessidades de uma família não se resumem aos bens materiais, a presença física acaba por ser reclamada quer pela mulher quer pelas crianças. No casamento, as necessidades de ambos precisam de ser claramente expostas e precisam de uma resposta efectiva. É preciso afecto, tempo, compromisso e atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4493740121147786699?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4493740121147786699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4493740121147786699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/quando-terapia-de-casal-ja-nao-resulta.html' title='QUANDO A TERAPIA DE CASAL (JÁ) NÃO RESULTA'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8574850180068277338</id><published>2011-07-19T13:43:00.002+01:00</published><updated>2011-07-19T13:43:12.114+01:00</updated><title type='text'>CRIANÇAS COM AMIGOS IMAGINÁRIOS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em teoria, quase todos os adultos reconhecem que é “normal” que uma criança tenha um amigo imaginário e até aceitam que possam existir diálogos com esse ser fictício, sem que isso indicie qualquer psicopatologia. Na prática,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;as coisas podem ser mais complicadas, em particular quando o NOSSO filho adopta comportamentos “estranhos”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;como reivindicar que ninguém se sente num determinado lugar á mesa porque aquele é o lugar do seu amiguinho imaginário ou quando a criança prefere os longos diálogos com uma almofada que trata carinhosamente por “Tita”, em vez da interacção com o papá e a mamã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pesquisas efectuadas nesta matéria são claras: é muito comum que as crianças, em particular entre os 2 e os 6 anos, criem amigos imaginários, que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;tanto podem ser invisíveis, como podem ser objectos comuns&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;com que a criança interage como se fossem humanos. Mais: estes amiguinhos de faz-de-conta constituem uma ferramenta importante na vida das crianças, ajudando-as a lidar com o tédio, com a solidão e até com os momentos difíceis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De um modo geral, estes amigos imaginários têm muitas características positivas mas às vezes também podem ser “maus” ou estar “tristes” – neste caso, cumprem muitas vezes a função de mostrar a tristeza ou a raiva da própria criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A grande vantagem destas figuras é o facto de estarem sempre disponíveis para interagir com a criança. São uma espécie de amigos&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;sempre disponíveis para ouvir, entreter, divertir, ajudando a ultrapassar medos, lidar com emoções mais negativas ou desconfortáveis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Este é, portanto, um processo normal no desenvolvimento da criança. De resto, à medida que a criança vai crescendo, é mais provável que “oculte” o amigo imaginário, precisamente porque reconhece que “ele” não é real, ainda que o sinta como “alguém” muito especial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-8574850180068277338?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8574850180068277338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/8574850180068277338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/criancas-com-amigos-imaginarios.html' title='CRIANÇAS COM AMIGOS IMAGINÁRIOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2843564391276007242</id><published>2011-07-18T15:33:00.002+01:00</published><updated>2011-07-18T15:33:27.079+01:00</updated><title type='text'>SURPRESA: PEDIDO DE DIVÓRCIO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São frequentes os pedidos de ajuda de pessoas que se vêem repentinamente confrontadas com uma proposta de divórcio e que, perante o choque que uma separação “sem aviso” provoca, se sentem confusas, incrédulas e, claro, desesperadas. Sendo sempre um processo avassalador, em que a sensação de perda e a frustração tomam conta do dia-a-dia dos envolvidos,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o divórcio pode ser ainda mais difícil quando um dos membros do casal é apanhado de surpresa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Como é que se reage à frase “Acho que é melhor separarmo-nos” se há bem pouco tempo se falava em fazer uma viagem romântica? Como é que uma mulher gere o pedido de divórcio se este surge poucos dias depois de um gesto carinhoso em que o marido a pega ao colo antes de entrarem em casa? Como é que um homem encara a separação depois de terem falado em ter um filho? O que quererão dizer estas mensagens tão díspares?&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Como é possível que num dia alguém se mostre aparentemente comprometido e, no dia seguinte, assuma, cheio de certezas, a vontade de se divorciar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao contrário do que se possa pensar, este não é um fenómeno raro. Na verdade, só uma abordagem superficial permite encarar a possibilidade de alguém mudar repentinamente os seus sentimentos. À medida que o tempo passa e os membros do casal assumem diferentes responsabilidades, têm a oportunidade de continuar a crescer… juntos ou não. Não raras vezes, e até em função do facto de estarem demasiado absorvidos pelo papel parental e pelas múltiplas funções que desempenham no dia-a-dia, esse crescimento deixa de ser partilhado,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;as pessoas deixam de se sentir verdadeiramente conectadas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e o tempo passa, sem que as dificuldades sejam encaradas de forma séria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Mas se os problemas estavam “lá”, como é que o cônjuge que agora se sente abandonado não os viu?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Estaria louco(a) ao ponto de acreditar que tinha um casamento quase perfeito e sem problemas particularmente graves? Não será mais plausível acreditar, por exemplo, na&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;hipótese de o cônjuge que agora pede o divórcio estar deprimido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;? Não será esta separação um impulso, uma tentativa desesperada para resolver problemas de outra ordem?&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Não poderá o stress profissional estar na origem deste gesto abrupto?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;É compreensível que uma pessoa em choque procure encontrar explicações para a perda com que subitamente se vê confrontada. Infelizmente, esta reacção é também demonstrativa da natureza das dificuldades do casamento – a incapacidade para validar as queixas do cônjuge. De um modo geral,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;os “sinais” estiveram sempre lá&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, ainda que tenham sido ignorados. É por isso que um olhar mais profundo sobre o percurso do casal permite perceber que, afinal, a surpresa não faz assim tanto sentido, ainda que o cônjuge que agora abandona o barco possa ter emitido mensagens ambivalentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A que sinais me refiro? Existem, de facto, alguns&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;indicadores de que há problemas sérios&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;numa relação amorosa:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol start="1" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; margin-top: 0cm;" type="1"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Diminuição dos gestos de afecto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. É normal que um casal atravesse períodos de maior afastamento, como é normal que haja períodos em que a intimidade sexual é pouco frequente. Mas é preocupante que se passem semanas (ou meses) sem que os membros do casal expressem claramente o seu afecto através de abraços, beijos, conversas íntimas, brincadeiras e outros mimos. É a diminuição desta espontaneidade que constitui um alerta importante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Silêncios constrangedores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não há nada melhor do que sentirmo-nos confortáveis com o silêncio na presença de alguém de quem gostamos – é agradável saber que podemos estar “agarradinhos” sem dizer nada. Mas é penoso lidar com os silêncios “estranhos”, especialmente quando pelo menos um dos membros do casal se sente triste aparentemente sem razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Aumento da vontade de estar longe de casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Todos nós já tivemos de trabalhar até mais tarde, sem que daí resultassem problemas sérios para a relação conjugal. De um modo geral, expressamos as nossas saudades e procuramos usufruir da companhia daqueles que amamos. Quando o cônjuge passa a ter de fazer serões muito mais vezes, quando o trabalho ou qualquer outra actividade passa a roubar demasiado tempo à relação, há razões para alarme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Quando um quer discutir e o outro não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Há alguns padrões de comunicação alarmantes e este é um deles. Quando um dos membros do casal parece querer discutir quase sempre sobre o mesmo assunto e o outro se fecha sobre si mesmo, evidenciando a vontade de estar sozinho, de se livrar “daquilo”, a relação está claramente em perigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Desvalorização do sexo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. O sexo não é tudo na vida. Mas se um dos membros do casal insistir em desvalorizar as queixas do outro, agarrando-se à ideia de que uma relação é muito mais do que a intimidade sexual, a relação corre sérios riscos. São frequentes os casos em que as queixas dão lugar à irritabilidade e esta dá progressivamente lugar à apatia, que acaba por ser confundida com concordância. Se o cônjuge deixou de se queixar, não é porque deixou de dar importância ao sexo – é porque começou a desistir. De resto, esta premissa é válida para as queixas noutras áreas da conjugalidade.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De um modo geral, o cônjuge que decide pedir o divórcio expressa o cansaço e a frustração por não ter visto as suas necessidades serem atendidas, apesar das múltiplas tentativas para discutir o assunto. A pessoa queixa-se por não ter sido ouvida, sente-se alienada e, por norma, irritada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infelizmente, conheço alguns casos em que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o casamento está a morrer aos poucos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, ainda que só um dos membros do casal se aperceba do que está a acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2843564391276007242?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2843564391276007242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2843564391276007242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/surpresa-pedido-de-divorcio.html' title='SURPRESA: PEDIDO DE DIVÓRCIO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4961735301572122065</id><published>2011-07-14T14:53:00.000+01:00</published><updated>2011-07-14T14:53:01.855+01:00</updated><title type='text'>DISCUSSÕES CONJUGAIS – PERCEBER O QUE O OUTRO ESTÁ A SENTIR</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quase todos os casais discutem e ainda bem. Ao contrário do que tantas vezes é veiculado,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o conflito faz parte das relações afectivas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e é uma forma de promover a intimidade emocional. Claro que as discussões são uma fonte de desgaste e sofrimento. Ninguém gosta de discutir com a pessoa que ama. E é óbvio que nenhuma relação sobrevive à presença constante do conflito. Mas as crises também são oportunidades – de crescimento, de amadurecimento, de aproximação, desde que haja cedências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infelizmente, quando discutimos também corremos riscos. Quando a activação fisiológica é muito intensa e permitimos que “os nervos” tomem conta de nós,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é relativamente fácil perder a calma e dizer aquilo que não se quer dizer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Mesmo quando nos sentimos desesperados por passar uma determinada mensagem, é fácil descontrolarmo-nos e transmitirmos emoções muito díspares das que estamos efectivamente a sentir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sendo praticamente infrutífero fugir do conflito numa relação íntima, quase todas as pessoas concordarão que as discussões conjugais evocam emoções intensas. Mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;aquilo que “vemos” nem sempre corresponde exactamente ao que a outra pessoa está a sentir&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. De resto, quanto mais acesa é uma discussão, maior e mais rápida é a escalada de agressividade, levando a que os membros do casal mostrem sobretudo raiva. O que acontece quando, ao olharmos para o nosso cônjuge lhe reconhecemos apenas um ataque de fúria? Sentimo-nos atacados e dificilmente empatizaremos com o seu desespero. De facto, a percepção que formamos acerca do que o outro está a sentir influencia os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e, claro, as nossas reacções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O leitor perguntar-se-á: “Quando duas pessoas discutem, mostram outras emoções para além da raiva?”. Uma discussão pressupõe a expressão de emoções negativas, mas não necessariamente a raiva – também é possível mostrar tristeza e vulnerabilidade, por exemplo. Quando mostramos apenas raiva, o outro sente-se ameaçado pela hostilidade, pelo tom crítico e/ou pelas acusações envolvidas e responderá com agressividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Pior do que percepcionarmos a raiva do nosso cônjuge é percepcionar o seu desprezo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, a sua negligência, já que isso implica que, aos nossos olhos, o outro não está a ser capaz de mostrar compromisso, investimento na relação. Quando um dos membros do casal está triste, pode não ser capaz de expressar a sua vulnerabilidade, remetendo-se ao silêncio ou às respostas monossilábicas, passando a mensagem “errada”. Como o que conta é a percepção que cada um de nós forma a respeito do que o outro está a sentir, é relativamente fácil cair-se numa espiral de conflito marcada pela sensação de incompreensão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fazer uma pausa, voltar atrás e tentar perceber exactamente o que o outro quis dizer nem sempre é fácil e pode requerer até a intervenção especializada, mas a verdade é que nenhuma relação conjugal sobrevive se não estiverem presentes algumas competências sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4961735301572122065?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4961735301572122065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4961735301572122065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/discussoes-conjugais-perceber-o-que-o.html' title='DISCUSSÕES CONJUGAIS – PERCEBER O QUE O OUTRO ESTÁ A SENTIR'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2378306356745065314</id><published>2011-07-07T16:17:00.003+01:00</published><updated>2011-07-07T16:17:25.744+01:00</updated><title type='text'>ROTINAS FAMILIARES</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Quando se fala em satisfação conjugal e sucesso nas relações amorosas fala-se invariavelmente na necessidade de combater a rotina. Nalguns casos, este combate é levado ao extremo – por exemplo, algumas reportagens procuram alargar o leque de alternativas para a realização de actividades; outros artigos dão-nos a conhecer estratégias mais ou menos eficazes para introduzir a inovação na intimidade do casal. A páginas tantas, são os próprios casais que atribuem a generalidade das suas dificuldades à “rotina do dia-a-dia”, como se fosse este o factor maioritariamente responsável pelo afastamento entre os cônjuges.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Mas se&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;é positivo que as pessoas não se acomodem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;, que não dêem o outro como garantido, não é de todo verdade que as rotinas sejam negativas. De resto, a generalidade das pessoas precisa de alguns rituais (individuais ou familiares) para se sentir segura. Em que consistem estes rituais? São actividades mais ou menos previsíveis, com regras predeterminadas e que perduram no tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;Estas rotinas dão-nos uma sensação de pertença&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;, fazem com que nos sintamos conectados e promovem o compromisso. De um modo geral, todas as famílias precisam deste conforto. Mais do que isso: anseiam por estes rituais e sentem-se desiludidas se, por algum motivo, estes não puderem concretizar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Para alguns casais, aquela horinha no final de cada dia, quando as crianças já estão deitadas, é uma rotina confortável. A oportunidade de conversar sobre o dia de trabalho e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;receber o apoio do cônjuge ao sabor de um copo de vinho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;ou de uma chávena de chá transforma-se facilmente num “vício”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Quem não tem memórias positivas associadas as rituais familiares? Alguns lembrar-se-ão dos Natais à lareira, marcados pela oportunidade de rever a família alargada. Outros recordarão os jantares em família, em que cada um tinha oportunidade de falar sobre o seu dia. De resto, as investigações em Psicologia da Família mostram que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;nas famílias em que existem estes rituais diários à volta da mesa as crianças têm normalmente menos problemas de comportamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Além destes rituais que envolvem toda a família, existem outros, mais privados, como quando um casal escolhe&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;fazer amor todos os Sábados de manhã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;, ficando na cama até mais tarde. Alguns queixar-se-iam de falta de espontaneidade; outros referir-se-ão a este ritual como imprescindível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;Até os rituais anuais, como as férias de Verão junto à praia, podem conferir-nos a segurança de que precisamos em relações de compromisso. Esta sensação de conexão é reconfortante e&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;ajuda-nos a enfrentar os momentos mais duros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&amp;nbsp;que todas as relações amorosas acabam por atravessar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Importa notar que os rituais individuais são tão importantes quanto estes rituais familiares. Algumas pessoas “precisam” de começar o dia com exercício físico, tal como outras “precisam” de se distrair em frente à televisão antes de enfrentar a cozinha para preparar o jantar. Outras procuram descomprimir no jantar de fim-de-semana com amigos ou no jogo de futebol à Quarta-feira, que implica que o cônjuge fique sozinho com as crianças. Se tivermos dificuldade em aceitar as necessidades individuais do nosso cônjuge, ser-nos-á mais difícil manter a harmonia familiar. Identificar as rotinas que promovem o nosso bem-estar implica estarmos mais atentos àquilo que, pela positiva, pode condicionar o bem-estar de toda a família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2378306356745065314?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2378306356745065314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2378306356745065314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/rotinas-familiares.html' title='ROTINAS FAMILIARES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3847198775758799000</id><published>2011-07-06T18:05:00.000+01:00</published><updated>2011-07-06T18:05:06.380+01:00</updated><title type='text'>DESEJO SEXUAL DEPOIS DA INFIDELIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São relativamente frequentes os pedidos de ajuda referentes à&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;diminuição do desejo sexual feminino&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, em particular depois do nascimento dos filhos. Como já tive oportunidade de explicar aqui, a intimidade emocional está directamente relacionada com a intimidade sexual, pelo que a generalidade das mulheres acaba por ver o seu desejo sexual comprometido&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;quando alguma coisa não corre bem em termos emocionais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. O que acontece depois do nascimento de uma criança tem tanto de belo como de turbulento, pelo que, não raras vezes, a comunicação entre os cônjuges empobrece, o distanciamento aumenta e a satisfação sexual decresce. Mas, ainda que este texto seja sobre o desejo sexual feminino, pouco ou nada tem a ver com o nascimento dos filhos. Tem, isso sim, a ver com alguns pedidos de ajuda que, centrando-se em supostas dificuldades de natureza sexual,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;escondem problemas de confiança&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como seria expectável, a ocorrência de uma infidelidade pode minar a confiança no cônjuge, afectando toda a comunicação e a intimidade sexual em particular.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;É muito difícil para qualquer pessoa voltar a entregar-se&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e usufruir em pleno do prazer que advém da relação sexual&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;depois de ter sido traída&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Até aí é quase sempre necessária a intervenção terapêutica, que inclui a abordagem clara do que aconteceu, a exteriorização de emoções significativas, o confronto com os erros do passado que abriram espaço para o aparecimento de uma terceira pessoa, a assunção de responsabilidades e de novos compromissos. Este é o percurso “natural” nos processos terapêuticos em que a infidelidade é assumida e em que os membros do casal estão dispostos a reconstruir a relação. Contudo, existem inúmeros processos terapêuticos marcados por&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;situações dúbias, traições não assumidas/ não confirmadas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, episódios que levantam suspeitas mas não são claramente conversados, mentiras e traições emocionais, que, não incluindo o choque e o confronto com a traição física, também podem minar a confiança entre os cônjuges. Como na maior parte destes casos a traição não é um dado adquirido,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;pode tornar-se difícil falar abertamente sobre o problema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, pelo que é relativamente fácil para quem se sente traído guardar as dúvidas para si mesmo, alimentando fantasmas que acabam por corroer a relação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Independentemente das “provas” de infidelidade, importa que a pessoa que se sente traída/ desrespeitada/ insegura possa&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;falar abertamente sobre o problema&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sob pena de este tabu se transformar num ciclo vicioso capaz de levar o casal à ruptura, com a agravante de contribuir para a destruição da auto-estima de quem, voluntária ou involuntariamente, tapa o sol com a peneira. Infelizmente, são frequentes os casos de mulheres que “teimam” em não ver o que está escancarado, que suavizam os comportamentos dos companheiros, mesmo quando se sentem desrespeitadas. Zangam-se quando se confrontam com mensagens de carácter íntimo que são enviadas a outras mulheres mas&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;contentam-se com desculpas esfarrapadas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e seguem as suas vidas como se o alarme não tivesse soado; ameaçam sair de casa depois de encontrar um e-mail “mais ou menos” comprometedor mas aceitam as promessas de que “não volta a acontecer”, sem que o assunto seja devidamente abordado. E,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ao mesmo tempo que tudo PARECE correr bem, queixam-se da falta de desejo sexual&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e preocupam-se com a possibilidade de estarem a passar por algum problema fisiológico. São até capazes de atribuir esta alteração à maternidade, ao trabalho ou ao stress em geral. Recusam-se, portanto, a enfrentar o problema real: a falta de confiança no parceiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que acontece é que a sucessão de episódios que levantam dúvidas acerca da integridade do cônjuge é mais do que suficiente para fazer desaparecer o interesse pelo sexo. Perante a falta de confiança, seria expectável que a raiva fosse exteriorizada. Como não é, acaba por ser canalizada para a sexualidade, sob a forma de falta de desejo. Se o alarme já soou, não adianta fingir que não aconteceu nada. A verdade é que os instintos de quem se sentiu traída/ desconfiada levá-la-ão ao medo constante de que “aquilo” volte a acontecer e esse medo não é compatível com o desejo sexual. Nem com o amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3847198775758799000?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3847198775758799000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3847198775758799000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/desejo-sexual-depois-da-infidelidade.html' title='DESEJO SEXUAL DEPOIS DA INFIDELIDADE'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-9088984108247962342</id><published>2011-07-05T15:37:00.001+01:00</published><updated>2011-07-05T15:37:20.225+01:00</updated><title type='text'>CRIANÇAS SEM AMIGOS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A maior parte dos pais aposta na demonstração clara dos afectos em relação aos seus filhos, procurando dar-lhes o carinho e a confiança de que estes precisam para se sentirem emocionalmente seguros, e espera também dar-lhes todas as ferramentas que lhes permitam enfrentar o grupo de pares (primeiro) e a vida adulta (mais tarde) com sucesso.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ainda que os próprios pais nem sempre cultivem as respectivas amizades, são notórios os seus esforços para que as crianças socializem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, façam amigos, criem laços. É como se o facto de as nossas crianças serem seres sociáveis nos conferisse um atestado de competência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Contudo, algumas crianças não conseguem criar estes laços, não conseguem fazer amigos, o que é naturalmente uma fonte de preocupação para os pais, um sinal de alerta. Nalguns casos, o problema é desvalorizado, o isolamento é visto como algo transitório e os adultos ficam à espera que, mais cedo ou mais tarde, a criança acabe por desenvolver competências que lhe permitam fazer amigos. Só que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;o problema pode cristalizar-se e deixar marcas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. As crianças que não têm amigos correm o risco de se transformar em adolescentes isolados propensos à depressão. No entanto, para a maioria das crianças tímidas e retraídas, os amigos podem funcionar como uma defesa contra a tristeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os efeitos do isolamento social na infância podem ser duradouros e muito negativos, como evidenciam os estudos longitudinais efectuados nesta área. As pesquisas mostram que, ao longo do tempo,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;as crianças mais retraídas vão evidenciando níveis mais elevados de tristeza e depressão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Num ciclo vicioso aflitivo, estas crianças acabam por não desenvolver determinadas competências sociais e são vistas pelos colegas como agressivas e/ou como imaturas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A capacidade para fazer amigos na infância promove a resiliência e protege as crianças dos transtornos depressivos e ansiosos. Pelo contrário, o isolamento é como uma bola de neve, já que a exclusão social aumenta os níveis de depressão na criança e esse estado emocional pode escalar até à adolescência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #474b4e; font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aos pais compete estarem atentos, pedir ajuda quando for necessário, e promover os laços afectivos com outras crianças. Na maior parte dos casos, o essencial é o primeiro passo, o primeiro amigo.&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ter um amigo já tem um efeito protector&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;sobre as crianças mais tímidas ou retraídas, tornando-se numa espécie de escudo contra as experiências sociais negativas, ajudando a desenvolver competências que, por sua vez, ajudarão a criar novos laços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-9088984108247962342?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9088984108247962342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9088984108247962342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/07/criancas-sem-amigos.html' title='CRIANÇAS SEM AMIGOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1392280059317356973</id><published>2011-06-28T14:14:00.002+01:00</published><updated>2011-06-28T14:14:53.014+01:00</updated><title type='text'>GERIR AS EMOÇÕES</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partilho hoje a entrevista que concedi à revista “Zen Energy” sob o tema “Administrar as Emoções”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ter uma boa relação amorosa de sucesso envolve trabalho das duas partes. As boas relações não surgem com facilidade. No seu ponto de vista, o que fazer para ter uma relação amorosa de sucesso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes de mais, importa clarificar o próprio conceito de “relação amorosa de sucesso”. Até há relativamente pouco tempo, uma relação duradoura era considerada uma relação de sucesso. A inexistência de um divórcio era o principal indicador do êxito nesta área da vida. Hoje vivemos sob o paradigma do amor e, para que nos sintamos bem sucedidos em termos amorosos é preciso que estejamos felizes. É também por isso que é tão difícil manter uma relação nos dias de hoje. Se é verdade que somos, em termos geracionais, mais impulsivos, e que isso contribui para que se desista mais rapidamente e para que as contrariedades não sejam combatidas com a mesma tenacidade, também é certo que deixámos de nos acomodar a situações familiares insatisfatórias, o que é francamente positivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para que os dois membros do casal se sintam felizes numa relação duradoura é preciso que se revelam, que mostrem de forma clara aquilo que são, aquilo de que precisam, a forma como se sentem em cada situação e as feridas que trazem na bagagem. Só se nos mostrarmos disponíveis para o outro, dando-lhe a conhecer aquilo que temos de bom, mas também o nosso lado menos bonito, podemos sentir-nos seguros e deixar o outro seguro. Por outro lado, manter uma relação implica ter disponibilidade para o cônjuge, prestar-lhe muita atenção, mostrar com regularidade e clareza a importância que aquela pessoa tem na nossa vida. De que adianta propagandear o nosso amor se, em termos práticos, nos é relativamente fácil desviar a atenção para a televisão ou para o computador em vez de mostrarmos interesse genuíno naquilo que a pessoa de quem gostamos diz? Os casais precisam de viver momentos românticos especiais mas nenhuma relação sobrevive á conta de grandiosos gestos românticos que têm lugar com pouca frequência. Precisamos de sentir que a pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado é aquela que nos valoriza e que faz questão de nos mostrar que estamos no topo das suas prioridades. Claro que isso não implica que algum dos membros do casal se anule ou sequer que deixe de alimentar os outros papéis da sua vida. Implica, isso sim, que o amor e a família sejam acarinhados e protegidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outro dos eixos que caracteriza uma relação amorosa feliz e duradoura é a confiança, que resulta precisamente do conhecimento mútuo e da disponibilidade que mostramos. Se um dos membros do casal não confiar no outro, tenderá a evidenciar a sua insegurança, procurando chamar a atenção para as suas necessidades. Como este desespero é em si mesmo potencialmente perturbador, é fácil cair-se em ciclos viciosos muito perigosos em que a comunicação se resume a espirais de conflito que têm tanto de infrutífero quanto de desgastante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Será que o segredo para uma relação dar certo é a positividade na vida, estar de bem com a vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu não diria que o optimismo é “o grande segredo” para uma relação dar certo. Diria, isso sim, que o optimismo é uma competência social importante para todas as nossas relações sociais na medida em que anda de mãos dadas como uma outra, a resiliência, que não é mais do que a capacidade de reagir às adversidades, em vez de se cruzar os braços. Ora, em termos conjugais ser-se optimista é também ser capaz de relativizar os problemas, dar-lhes a dimensão real em vez de dramatizar. Quando o fazemos, torna-se mais fácil discernir sobre o que pode e o que não pode ser resolvido. Uma das características dos casais felizes e que estão juntos há muito tempo é precisamente esta capacidade para aceitar que nem todos os problemas terão uma solução. A maior parte dos problemas familiares só podem ser geridos, e isso implica muito “jogo de cintura”, implica aprender a ceder, implica reconhecer que para que ambos ganhem e a relação amorosa continue protegida muitas vezes é preciso que ambos “percam” um bocadinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O sorriso e a elevada auto-estima são uma boa arma de sedução?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sorrimos na medida em que nos sentimos seguros, confortáveis e amparados e isso depende em larga medida das ligações afectivas que vamos construindo. As pessoas que dão mais de si, que se interessam genuinamente pelos outros e que são gratas por aquilo que têm, são normalmente mais seguras, têm a auto-estima mais elevada, são mais desprendidas e bem-dispostas e, precisamente por isso, parecem-nos quase sempre mais atraentes. É como se tivessem um carisma especial, que não depende do sucesso profissional, dos bens materiais acumulados ou da beleza física. Então, creio que podemos afirmar que o sorriso e a auto-estima elevada são elementos que nos atraem, que nos seduzem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando a relação chega ao esgotamento muitos casais recorrem à terapia de casal. Qual é a sua opinião? Acha que esta é uma forma viável?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infelizmente, muitos casais permitem que o tempo passe e que os problemas se agudizem para só então recorrerem à ajuda da terapia de casal. Felizmente, os mitos e os preconceitos começam a desvanecer-se e os pedidos de ajuda são cada vez mais comuns. Claro que quanto mais cedo é feito o pedido de ajuda, maior a probabilidade de sucesso, mas creio que os casais fazem muito bem em tentar esta intervenção psicoterapêutica mesmo quando já se sentem esgotados. Não faz sentido desistirmos daquele que é, provavelmente, o nosso grande projecto de vida sem tentarmos todas as alternativas. Se o fazemos em relação à nossa saúde física, por que não o faremos em relação à nossa saúde emocional? A verdade é que é muito duro enfrentar uma separação ou um divórcio. Mesmo quando as pessoas já não gostam uma da outra da mesma maneira, é dificílimo enfrentar o fracasso do casamento. Há uma parte daquelas pessoas que morre, há um luto que tem de ser feito e isso é aterrador. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A terapia de casal não faz milagres, nem sequer permite que uma pessoa volte a apaixonar-se pelo seu cônjuge. Mas é uma ajuda muito útil aos casais que, embora desgastados, desesperados e desesperançados, reconhecem que ainda há sentimentos. Estes processos são marcados por alguns avanços e recuos e nalguns casos culminam na assunção de que “já não dá” mas são quase sempre uma oportunidade para reconstruir uma relação que estava desgastada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quais são os efeitos da mentira num relacionamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como referi antes, a confiança é um dos pilares de uma relação afectiva feliz e duradoura, pelo que a mentira constitui uma ameaça à segurança dos cônjuges. Confrontarmo-nos com uma mentira da pessoa que mais amamos é avassalador e faz com que, a partir desse momento, os nossos alarmes internos estejam sistematicamente ligados. Claro que existem mentiras mais ou menos inofensivas e mentiras mais graves. Também existem pessoas cujo passado afectivo pode incluir feridas emocionais associadas à mentira ou à traição e, nesses casos, a mentira toma proporções mais sérias, podendo até levar o casal a braços-de-ferro intermináveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ser-se emocionalmente inteligente numa relação amorosa também é ser-se assertivo, isto é, é ser capaz de dizer a verdade de forma clara, sem medo do conflito. Quando nos esquivamos à verdade, adoptando uma postura passiva, abrimos espaço para um mundo de problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aquele que mente acaba com a oportunidade do amor dar certo, acaba com a relação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não necessariamente. É preciso olhar para a dinâmica da comunicação, é preciso perceber que “função” é que a mentira está a desempenhar. Alguém que assuma comportamentos passivos porque é um evitador de conflitos pode, em sede de terapia, desenvolver determinadas competências que lhe permitam evoluir e, assim, salvar a relação. Mas as marcas que ficam no cônjuge podem ser inultrapassáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Falemos agora do primeiro encontro. Administrar as emoções é fundamental quando o assunto é o romance. Quais são as principais emoções e armadilhas num primeiro encontro?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando nos sentimos atraídos por alguém, é expectável que nos centremos nas suas qualidades e que as falhas ou os defeitos nos passem ao lado. Por outro lado, esforçamo-nos por mostrar o melhor de nós, camuflando de forma quase automática o nosso próprio “lado lunar”. Mas se estes são mecanismos automáticos que, com a passagem do tempo, vão dando lugar a uma partilha mais sincera e abrangente, também é verdade que não devemos ceder à tentação de idealizar excessivamente. Se nos esquivarmos a partilhar aquilo que somos e recorremos à mentira para impressionar o outro, ser-nos-á cada vez mais difícil desfazer essa imagem e a tensão tomará o lugar da alegria e do entusiasmo. Por outro lado, importa que a intensidade das nossas emoções não nos impeça de identificar potenciais sinais de alarme. Se a pessoa com quem estamos mantém o telemóvel sistematicamente desligado, se esquiva a um encontro num lugar movimentado ou “esconde” a sua família e amigos, não devemos fingir que é tudo “normal”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém gosta de se sentir enganado. Pelo contrário, precisamos de nos sentir seguros, confiantes e isso depende da honestidade que investirmos nas relações afectivas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O primeiro encontro costuma ser decisivo, ou seja, sabemos logo se vai ou não dar certo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguns estudos em Psicologia Social mostram que a primeira impressão é, de facto, muito importante, mas não creio que possamos afirmar que é possível avaliar se a “relação” tem futuro ou não logo no final de um primeiro encontro. De resto, as pessoas são diferentes entre si e se há aquelas que se entusiasmam facilmente e que até são capazes de assumir determinadas certezas, também há outras que precisam de mais tempo para que se sintam seguras. De um modo geral, a nossa segurança cresce à medida que o tempo passa e partilhamos com aquela pessoa momentos de revelação mútua, em que nos sentimos conectados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que aconselha àquelas pessoas que, embora estejam a viver uma relação harmoniosa, o medo da perda é uma constante?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Numa relação harmoniosa também pode existir medo, mas este não pode ser constante. Alguma coisa está errada quando olhamos à nossa volta e, apesar de não existirem indícios de que a relação possa estar em perigo, nos sentimos permanentemente em estado de alerta. Nestes casos, é possível que as vulnerabilidades do passado – da infância ou de relações amorosas anteriores – estejam a condicionar o bem-estar na actualidade, pelo que importa pedir ajuda. Esperar que o tempo passe e que o mal-estar se desvaneça é permitir que novos conflitos surjam e que o problema cresça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o que dizer àquelas pessoas que vivem um relacionamento de longos anos e, embora saibam que nada mais os une, mesmo sendo infelizes, preferem acomodar-se à relação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como já referi, estas situações são cada vez mais raras, felizmente. De um modo geral, acontecem quando há filhos pequenos e o medo de traumatizar as crianças se sobrepõe ao mal-estar que resulta de uma relação conjugal infeliz. Mas mesmo quando há filhos pequenos não há vantagem em manter um casamento onde não haja conexão emocional. Alguém disse que não há nada melhor que um pai possa fazer por um filho do que amar a mãe dele e há um fundo de verdade nessa afirmação. As crianças aprendem muito cedo o que é o amor romântico e sentem-se profundamente incomodadas pela inexistência de demonstrações claras de afecto entre os pais. A paz podre é uma fonte de instabilidade emocional e um modelo de afectos desajustado. Se queremos que os nossos filhos sejam felizes, importa que lhes mostremos, na prática, que somos capazes de lutar pela nossa própria felicidade. Um divórcio é duro para todos mas é também uma oportunidade para que aqueles adultos mostrem às suas crianças que vamos sempre a tempo de recomeçar e que as crises também são oportunidades de crescimento individual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na sua opinião qual é o segredo para atingirmos a plena felicidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aquilo que levamos desta vida são realmente os afectos, os laços que criamos e só a maturidade nos permite perceber que quanto mais damos, mais felizes e serenos nos sentimos. O isolamento social é uma fonte de angústia, de pensamentos negativos e de desesperança. Investir nas nossas relações afectivas, socializar, dar de nós é meio caminho andado para que nos sintamos conectados, para que nos sintamos úteis, para que sintamos que vale a pena andar por cá. Depois, cada pessoa pode e deve investir no autoconhecimento e, a partir daí, definir objectivos e lutar por eles. Os sonhos dão-nos motivação, força para continuar, mesmo perante as adversidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como atrair o amor, a felicidade no relacionamento e alegria de viver a dois?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos nós conhecemos pessoas que parecem ter tudo para serem felizes, casais-modelo que parecem saídos de contos de fadas que, de um momento para o outro, se desfazem e nos roubam uma parte do nosso optimismo em relação ao amor romântico. Mas a verdade é que a felicidade não se mede pelas fotografias que publicamos nas redes sociais nem pelas descrições minuciosas de momentos exageradamente românticos. Somos felizes na medida em que fazemos escolhas que traduzem aquilo de que precisamos e na medida em que damos o nosso melhor para honrar os compromissos que assumimos. De nada nos vale, como já disse, dizer que se ama e não fazer praticamente nada para mostrar esse amor. As pessoas genuinamente bem-dispostas e alegres são quase sempre pessoas muito afectuosas, capazes de criar outros laços para além do romântico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E como gerir as emoções no amor? Por vezes, esta não é uma tarefa fácil… qual é a melhor forma?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sei que vou repetir-me mas a honestidade é fundamental. Não me refiro só à capacidade de dizer “a verdade”. Refiro-me, isso sim, à capacidade para reconhecermos aquilo que estamos a sentir e mostrar essas emoções de forma clara ao nosso cônjuge. Não raras vezes cedemos à tentação de agir impulsivamente e, em vez da tristeza que estamos a sentir, mostramos ira e impedimos que o outro empatize connosco e nos ajude. Cada um de nós tem muito poder sobre a própria felicidade e deve ser capaz de assumir essa responsabilidade. Eu não posso mudar o outro, mas posso e devo assumir os meus erros, mudar o meu comportamento e ajudar a pessoa de quem gosto a fazer o mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acredita no amor à distância? A maioria destes relacionamentos tem um final feliz?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É muito mais difícil manter um amor à distância mas não é impossível. É verdade que não é para todos, é verdade que se corre mais riscos, mas existem casos de sucesso. São situações quase sempre temporárias, em que as pessoas se esforçam por “estar presentes” mesmo não estando e em que as despedidas são enfrentadas com muita dor mas com muito optimismo também. Os casos de distância permanente, em que não há a perspectiva de, a prazo, estar juntos a tempo inteiro, são mais raros e difíceis de gerir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tem conhecimento de alguns casos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sim, tenho conhecimento de alguns casos de sucesso mas devo dizer que trabalho com muitos casais cuja relação ficou negativamente marcada por esse afastamento temporário. Não é fácil lidar com o desamparo que não raras vezes se instala nestas situações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="line-height: normal; margin-left: 0cm; mso-add-space: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que mensagem gostaria de deixar a todos os portugueses que estão a viver um grande amor e aos que ainda não encontraram esse grande amor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-margin-bottom-alt: auto; mso-margin-top-alt: auto; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pego numa mensagem que anda nas “bocas do mundo” e que tenho acarinhado: “Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros”, que foi deixada pelo actor António Feio e que resume bem aquilo em que acredito. É preciso que deixemos de olhar para o nosso próprio umbigo e que demos mais de nós àqueles de quem gostamos. Viver uma grande paixão é fácil, como é fácil permitir que o tempo dê lugar ao vazio. Viver um grande amor é muito mais difícil mas está ao alcance de todos – basta que valorizemos aquilo que temos, aqui e agora.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=27498040" name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1392280059317356973?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1392280059317356973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1392280059317356973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/06/gerir-as-emocoes.html' title='GERIR AS EMOÇÕES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-855068756486435533</id><published>2011-06-06T16:22:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T16:22:03.204+01:00</updated><title type='text'>ANTIDEPRESSIVOS E PSICOTERAPIA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O aparecimento de sintomatologia ansiosa e depressiva conduz invariavelmente a uma questão antiga – que tipo de ajuda pedir?&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Devo recorrer a um psicólogo? Ou a um psiquiatra? Precisarei de tomar alguma medicação? Devo fazer psicoterapia?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Bastar-me-á consultar o médico de família? Cada caso contém as suas próprias especificidades, que podem implicar algumas variações mas, de um modo geral, a combinação de medicação com psicoterapia é a via mais eficaz para o alcance de resultados sólidos. Infelizmente, poucas pessoas recebem a resposta mais ajustada para as suas necessidades, sendo os constrangimentos financeiros e a falta de informação as principais causas desta situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O consumo de antidepressivos (e de ansiolíticos) tem aumentado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;em Portugal e no resto do mundo, o que acaba por ser uma boa e uma má notícia. É uma boa notícia na medida em que isso significa que há mais pessoas a receber ajuda para as respectivas perturbações emocionais, especialmente se tivermos em conta que até há alguns anos o estigma associado à medicação psiquiátrica impedia que muitas pessoas procurassem/ aceitassem esta ajuda. Infelizmente, algumas pessoas continuam a recusar esta forma de intervenção clínica. Na maioria dos casos, temem sentir-se presas/ viciadas a estes medicamentos para o resto da vida e/ou perder a noção da realidade. Desengane-se quem possa considerar que estas são crenças que povoam apenas a cabeça de pessoas com pouca escolaridade, já que qualquer técnico de saúde mental já se deparou com certeza com a dificuldade em desmistificar os preconceitos de pessoas supostamente bem informadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas se é verdade que é positivo que mais pessoas estejam hoje a receber ajuda através da medicação psiquiátrica, o aumento destas prescrições não deixa de ser simultaneamente uma má notícia, na medida em que muitas pessoas procuram nesta intervenção uma mudança fácil, rápida, indolor, sem que a toma de medicamentos seja devidamente acompanhada. Limitam-se a renovar periodicamente o receituário, buscando nos medicamentos uma espécie de anestesia para os problemas. Claro que na maior parte destes casos a psicoterapia não é sequer equacionada. Estas pessoas agarram-se aos antidepressivos e aos calmantes (ansiolíticos) na esperança de fazer desaparecer a ansiedade e/ou a angústia mas “esquecem-se” de dar os passos necessários à verdadeira resolução dos problemas. Limitam-se a desejar o alívio dos sintomas, ignorando, por exemplo, que&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;em muitos casos é possível reverter a perturbação sem medicação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Por exemplo, a terapia cognitivo-comportamental é particularmente eficaz no desenvolvimento de competências que impedem o paciente de recair em depressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não raras vezes, as pessoas começam por recorrer exclusivamente à ajuda da medicação e como o alívio dos sintomas se esgota ao fim de algum tempo, sentem necessidade de recorrer à ajuda da psicoterapia. Nesta fase, que pode surgir ao fim de anos de toma de medicação antidepressiva e ansiolítica, o cansaço e a vontade de deixar os comprimidos são evidentes. No entanto, e apesar de legítima, a vontade de largar a medicação é contraproducente. Aquilo de que o cérebro precisa é de, finalmente, combinar esta “muleta” com a implementação de mudanças seguras através da terapia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: #7c808c; font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Embora existam diferentes modelos psicoterapêuticos – uns mais longos do que outros - a terapia é uma forma de intervenção clínica mais morosa do que a toma de medicamentos.&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;As mudanças não surgem com um estalar de dedos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, como acontece, por exemplo, ao tomar-se um calmante. É preciso ser-se persistente para alcançar as mudanças desejadas. É natural que, se nos sentirmos fragilizados, queiramos recuperar tão rapidamente quanto possível mas é preciso aceitar que,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;nalguns casos, não existem soluções rápidas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Os problemas emocionais desenvolvem-se ao longo do tempo e pode demorar algum tempo até que se consiga o alívio real e duradouro dos sintomas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-855068756486435533?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/855068756486435533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/855068756486435533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/06/antidepressivos-e-psicoterapia.html' title='ANTIDEPRESSIVOS E PSICOTERAPIA'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-2490759648694152074</id><published>2011-05-18T12:51:00.000+01:00</published><updated>2011-05-18T12:51:05.564+01:00</updated><title type='text'>VALE A PENA FAZER PSICOTERAPIA?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma das questões que mais frequentemente vejo colocadas em sede de terapia é &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;“É possível mudar com a ajuda da psicoterapia?”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Afinal, se ouvimos tantas vezes dizer que “As pessoas não mudam”, será útil recorrer à terapia? Se sim, por que vemos algumas pessoas a tentar mudar, com ou sem terapia, sem alcançar qualquer progresso? O que poderá fazer a diferença? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cada um de nós está em constante mudança mas quanto mais vezes repetimos determinados padrões comportamentais, mais enraizados estes ficam, tornando-nos resistentes à mudança. Assim, os maus hábitos podem confundir-se com a nossa própria maneira de ser, levando-nos a acreditar que a mudança é praticamente impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A maior parte das pessoas pode mudar de comportamento, mas isso é mais difícil se existirem perturbações emocionais. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Se uma pessoa estiver deprimida, é preciso tratar primeiro da depressão para que as mudanças desejadas possam ter lugar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Pelo contrário, quando uma pessoa tem a auto-estima elevada, é autodisciplinada e tem uma boa rede de suporte, a mudança é muito mais fácil. As pessoas mais ansiosas são obviamente mais resistentes à mudança, mesmo que se sintam desconfortáveis com a sua vida. Nestes casos, o medo do desconhecido é ainda pior do que o sofrimento actual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para que a psicoterapia seja eficaz, é preciso:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ENFRENTAR O PROBLEMA&lt;/b&gt;. Os problemas      são, ao mesmo tempo, fontes de stress e oportunidades de crescimento.      Enfrentar um problema implica usarmos a nossa força e as nossas      competências mas, às vezes, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é mais fácil culpar os outros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;,      procrastinar ou até negar a existência das dificuldades. Fazemo-lo como      mecanismo de defesa, para evitar o desconforto associado à mudança. É por      isso que, não raras vezes, um problema permanece por resolver ao longo de      vários anos, agravando-se ao longo do tempo. Infelizmente, é muito mais      difícil gerir as dificuldades, mesmo em sede de terapia, quando as pessoas      permitem que o tempo agrave o problema. Enfrentar o problema implica      reconhecer a realidade como ela é, implica a confrontação com os factos e      a busca de uma solução, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;em vez de atirar a poeira para debaixo do tapete&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.      A aceitação (do problema) deve substituir a resignação para que o cérebro      comece a procurar respostas para as dificuldades, para que as alternativas      que até aqui não tinham sido consideradas possam, pelo menos, ser      analisadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;AUTO-RESPONSABILIDADE&lt;/b&gt;. Independentemente      de se tratar de um pedido de ajuda individual, conjugal ou familiar, o      desespero e a desesperança são frequentes no início de um processo terapêutico.      Mas a mudança começa quando as pessoas conseguem ser honestas consigo      mesmas e aceitam que, de algum modo, são responsáveis pela situação em que      se encontram. Quando culpamos os outros pelas nossas dificuldades, é muito      mais difícil reconhecer o nosso poder, a nossa capacidade para lutar pela      felicidade. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Até as verdadeiras vítimas de abusos têm o poder de mudar de vida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.      Temos de escolher se queremos ser parte da solução ou parte do problema.      Assumir a nossa própria responsabilidade implica aceitar que aquilo que      fazemos hoje é a semente para a mudança (ou para a estagnação) de amanhã.      Auto-responsabilidade implica esforço, sim, mas também implica poder e      liberdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;ACTUAR&lt;/b&gt;. Para que as mudanças sejam      alcançadas, não basta reflectir, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é preciso tomar decisões&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Claro que      isso só pode acontecer quando a pessoa se sente preparada, não adianta      forçar. Um divórcio, uma mudança profissional ou uma “simples” mudança de      casa podem ser assustadores. Muitas vezes &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;é preciso enfrentar o medo do desconhecido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;      – a vida depois do divórcio ou as possíveis ameaças de um cônjuge      abusador, por exemplo – e isso requer coragem. Às vezes, a mudança ocorre      precisamente porque o sofrimento associado ao problema é de tal modo      avassalador que suplanta o medo do desconhecido. O apoio da família      alargada e dos amigos, bem como a ajuda do terapeuta são fundamentais para      lidar com estas mudanças difíceis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;MOTIVAÇÃO&lt;/b&gt;. Não raras vezes, as      pessoas resolvem mudar, entusiasmam-se com essa perspectiva mas, ao fim de      alguns dias ou semanas, perdem o interesse e são incapazes de se auto-motivar.      Convencem-se de que não são capazes, de que a mudança desejada é, afinal,      difícil, pouco viável em termos financeiros, pouco prática, ou então negam      o próprio sofrimento. De um modo geral, estas pessoas cresceram em      ambientes familiares dominados pela crítica ou pela passividade, falhando      no desenvolvimento de determinadas competências. Estas pessoas podem      precisar de intervenção específica sobre a depressão – precisam de se      conectar a si mesmas antes de conseguirem actuar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;AUTODISCIPLINA&lt;/b&gt;. Há quem diga que o      sucesso é 1 por cento de inspiração e 99 por cento de transpiração e o      mesmo é aplicável à mudança. É preciso esforço e concentração contínuos      para que possamos alcançar resultados significativos. Muitas pessoas      perdem a coragem quando não vêem resultados imediatos. De um modo geral,      trata-se de pessoas que não aprenderam a adiar a gratificação durante a      infância. Qualquer mudança é acompanhada de ansiedade e desconforto, pelo      que é preciso &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;manter a força de vontade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; para atingir      os resultados pretendidos. Em psicoterapia, o processo de mudança não é      linear – há avanços e recuos, estagnações e saltos - mas a persistência      compensa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;COMPROMISSO&lt;/b&gt;. Para que uma mudança      seja duradoura, é preciso que a pessoa se comprometa consigo mesma e com      os seus objectivos e é preciso que seja fiel aos seus princípios. Para      impedir que tudo volte ao que era antes, é importante olhar para o motivo      do pedido de ajuda, para garantir que este expressa o verdadeiro “eu”, o      verdadeiro bem-estar.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-2490759648694152074?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2490759648694152074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/2490759648694152074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/05/vale-pena-fazer-psicoterapia.html' title='VALE A PENA FAZER PSICOTERAPIA?'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4773182093082854960</id><published>2011-05-16T18:47:00.002+01:00</published><updated>2011-05-16T18:47:54.823+01:00</updated><title type='text'>OS MIMOS NUMA RELAÇÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nenhuma relação afectiva é feita apenas de bons momentos. Na verdade, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;os momentos mais difíceis também podem fortalecer uma relação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, seja de que natureza for. Mas, como todos sabemos, existem períodos de maior afastamento, de alguma desconexão emocional, em que as pessoas que mais amamos são precisamente aquelas de quem nos sentimos mais distantes. Sem darmos conta, é relativamente fácil cedermos à pressão do quotidiano, fechando-nos sob nós mesmos. É-nos fácil queixarmo-nos da falta de demonstrações claras de afecto, da falta de mimos, mas nem sempre nos apercebemos daquilo que (não) estamos a dar deste ponto de vista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Centremo-nos num ritual diário: a chegada a casa, ao fim de um dia de trabalho. As pessoas que se sentem amparadas pela sua família, felizes no seu casamento, sabem que, ao chegar a casa, serão recebidas com um beijo, um abraço, ou pura e simplesmente com um sorriso na maior parte dos dias. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Quando, pelo contrário, o regresso a casa é uma fonte de angústia e stress, é possível que as relações familiares estejam a atravessar um período difícil, que requer atenção e, eventualmente, a ajuda especializada&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando há filhos pequenos, contas para pagar, sonos em atraso e tempo a escassear nem sempre é fácil conectarmo-nos às pessoas de quem gostamos, mostrando o nosso afecto. Mas, se pararmos para pensar, alguma coisa está errada quando as frases com que brindamos o nosso cônjuge à sua chegada são “Então, compraste o medicamento para a miúda, como te pedi?”, “Não me digas que te esqueceste de levantar o casaco na lavandaria”, “Ainda bem que chegaste, ajuda-me aqui a tratar da roupa”. &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;As tarefas diárias têm de ser realizadas e é bom que o sejam em equipa, mas não devem substituir os afectos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A probabilidade de os membros do casal enveredarem numa discussão que tem tanto de inútil quanto de desgastante é muito mais elevada quando as pessoas se “esquecem” dos mimos. Talvez por isso nos seja mais fácil dedicar gestos de afecto aos nossos animais de estimação, que nos recebem invariavelmente de forma calorosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A investigação referente às relações amorosas é unânime: é fundamental criar laços, rotinas de afectos, rituais de mimos para que nos sintamos próximos daqueles que amamos. Quando estamos fisicamente próximos da pessoa amada, quer seja através de um abraço ou durante o acto sexual, o nosso corpo liberta hormonas específicas – a oxitocina e a vasopressina, que contribuem para que nos sintamos calmos e felizes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para além do regresso a casa, existem outros momentos do dia em que é possível criar rotinas de afecto, códigos inerentes a cada casal: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao      acordar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando      um dos cônjuges sai para trabalhar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao      deitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Independentemente destes momentos “de transição”, os afectos podem ser manifestados a qualquer hora e em qualquer lugar. E estas demonstrações são particularmente importantes nos momentos de stress. Talvez não nos passe pela cabeça pedir um abraço quando a relação está tensa. Isso pode até fazer com que nos sintamos mais vulneráveis. Mas o resultado é com certeza mais positivo do que quando desatamos aos gritos com o nosso cônjuge. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não será certamente por acaso que, na rede social do momento, o Facebook, existe um grupo com quase 200 mil fãs cujo nome é &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;"Necessito de um abraço. Não perguntes, não digas nada... Abraça-me apenas..."&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4773182093082854960?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4773182093082854960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4773182093082854960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/05/os-mimos-numa-relacao.html' title='OS MIMOS NUMA RELAÇÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3297849006827468686</id><published>2011-04-28T14:24:00.000+01:00</published><updated>2011-04-28T14:24:13.457+01:00</updated><title type='text'>ANSIEDADE NA GRAVIDEZ</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partilho hoje a entrevista que concedi à revista “Nove Meses” sobre “Ansiedade na Gravidez”:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Considera normal uma certa ansiedade na gravidez? A que tipo de factores se encontra associada essa ansiedade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A gravidez é, de um modo geral, um período que corresponde à elevação dos níveis de bem-estar da mulher. Mesmo nos casos em que a gravidez não é planeada, e depois do “choque” inicial, o mais provável é que a mulher se sinta mais calma do que o habitual. É também por isso que, quando existem níveis elevados de ansiedade, não é fácil assumir o problema, falar abertamente sobre isso. Existem algumas situações que aumentam os níveis de ansiedade da grávida:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Gravidez não planeada associada a uma      relação recente&lt;/b&gt;. Apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais      informada, continuam a surgir muitas gravidezes não planeadas em relações      que ainda não estão “maduras”. Mesmo que os progenitores sejam adultos com      a carreira estabilizada, o carácter recente dos laços afectivos pode gerar      algumas dúvidas acerca da viabilidade da relação. Além disso, de um modo      geral, é preciso tempo para que os membros do casal se conheçam      aprofundadamente, pelo que o aparecimento de uma gravidez nestas      circunstâncias pode implicar o confronto com demasiadas mudanças em      simultâneo, gerando o aumento dos conflitos e a elevação dos níveis de      stress.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Gravidez após um longo período de      infertilidade&lt;/b&gt;. Mais do que em qualquer outro caso, os casais que      passam por dificuldades em concretizar uma gravidez de termo possuem      expectativas muito elevadas em relação ao nascimento de um primeiro filho,      pelo que um resultado positivo no teste de gravidez nem sempre dá lugar à      festa e à serenidade esperadas. Estes casais são normalmente pessoas      sedentas de informação, que lêem tudo o que está disponível sobre o      assunto e que facilmente se exasperam perante situações comuns que encaram      como ameaçadoras. Nalguns destes casos o período de infertilidade deixou      marcas profundas na comunicação do casal, pelo que a gravidez acaba por      surgir numa fase em que a grávida não se sente capaz de reivindicar o      apoio do marido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Conflitos com a família de origem&lt;/b&gt;.      A gravidez corresponde ao período mais belo da maioria das mulheres mas      esta felicidade pode ser ensombrada pelos traumas do passado,      concretamente pelos conflitos com a família de origem. Quanto mais tensa      for a relação da mulher com a sua própria mãe, por exemplo, maior será a      probabilidade de , nesta fase, existir a vontade de fazer tudo na      perfeição e, em muitos casos, esta vontade aparece acompanhada da determinação      em fazer as coisas exactamente de forma oposta ao que a progenitora fez no      passado. A verdade é que estes conflitos não resolvidos acabam por      condicionar o bem-estar da mulher, comprometendo a saúde do bebé e a      viabilidade da gravidez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Dificuldades sérias na relação      conjugal&lt;/b&gt;. O nascimento de um filho deveria estar associado à vontade      de dar continuidade ao amor que uniu os progenitores. Infelizmente, nem      todas as gravidezes surgem numa altura em que os membros do casal estão em      harmonia. Pior do que isso: nalguns casos a gravidez surge precisamente na      sequência de uma tentativa para salvar a relação. Como a gravidez também      corresponde a alterações no corpo e no estado emocional da mulher, a      intimidade pode ficar ainda mais comprometida nesta fase, agravando o      stress conjugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Idade avançada da mulher&lt;/b&gt;. Nos dias      de hoje os casais adiam o nascimento do primeiro filho em função da      estabilidade profissional, pelo que são cada vez mais frequentes as      gravidezes depois dos 40 anos. Como nesta fase da vida a probabilidade de      surgirem malformações genéticas é mais elevada, nem sempre é fácil gerir o      stress que está associado a esta possibilidade. Mais do que nunca, é      preciso que a comunicação do casal seja eficaz e que, a dois, seja      possível tomar decisões a respeito da realização da amniocentese e dos      riscos associados a esta e a outras decisões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Dependência de substâncias&lt;/b&gt;.      Algumas grávidas sentem-se incapazes de interromper o consumo de tabaco,      álcool ou a toma de determinados medicamentos, ainda que reconheçam que      esta dependência possa afectar a saúde do bebé. Esta ambivalência acarreta      sofrimento, desgaste nas relações afectivas (já que é muito difícil para      quem está de fora aceitar esta escolha) e a expectável elevação dos níveis      de ansiedade da grávida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De que forma pode afectar a saúde da grávida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A nossa saúde emocional condiciona a saúde física, pelo que o mesmo é verdade durante a gravidez. A elevação dos níveis de stress está associada a perturbações do sono, perturbações do comportamento alimentar e estas afectam toda a saúde física da mulher grávida, comprometendo a viabilidade da gravidez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quais as repercussões em termos da viabilidade da gravidez e da saúde do feto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O estado emocional da grávida condiciona a saúde do bebé e a viabilidade da gravidez. Ainda que existam muitas situações desconhecidas que possam estar na origem de um aborto espontâneo, hoje sabe-se que a elevação dos níveis de ansiedade é um dos factores subjacentes a esta problemática. Além disso, quando o feto é exposto a níveis intensos de cortisol (hormona do stress) aumenta a probabilidade de empobrecimento do desenvolvimento cognitivo. Quando isto acontece, a criança pode sentir mais dificuldade em manter a atenção ou em resolver problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quais as estratégias para gerir o stress e a ansiedade no dia-a-dia durante a gravidez?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Relativizar/ socializar&lt;/b&gt;. Mais do      que nunca, importa que a grávida seja capaz de relativizar as dificuldades      em vez de ruminar sobre os problemas e, assim, impedir que o stress tome      conta do seu dia-a-dia. Claro que os pensamentos automáticos negativos      podem ser difíceis de travar e por isso é que é fundamental que a grávida      partilhe as suas dificuldades com as pessoas em quem confia. Até os      pensamentos mais disparatados devem ser partilhados já que daí resulta a      possibilidade de se desfazer equívocos e racionalizar sobre os problemas.      De resto, o isolamento social anda de mãos dadas com os transtornos      depressivos e ansiosos, pelo que é fundamental que a grávida se sinta      amparada e que se esforce por socializar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Definir objectivos claros&lt;/b&gt;. A      idealização excessiva é meio caminho para a elevação dos níveis de      ansiedade, pelo que importa que a grávida seja capaz de abdicar de algumas      metas utópicas e saboreie a gravidez. A identificação das metas desejadas      deve ser partilhada com o pai, negociada, no sentido de não haver o risco      de um período tão belo ficar associado a uma lista interminável de      preocupações. Não tem de ser tudo perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l1 level1 lfo2; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Pedir ajuda&lt;/b&gt;. Tal como acontece em      relação à saúde física, as alterações no estado emocional da mulher devem      ser alvo da devida atenção. Se não tentamos resolver sozinhos todos os      problemas que nos condicionam fisicamente, por que o faremos no que toca à      saúde emocional? Quanto mais cedo a grávida pedir ajuda, maior a      probabilidade de se sentir estável e segura por altura do parto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Qual o papel do companheiro neste processo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para o bem e para o mal, a qualidade da relação conjugal condiciona o estado emocional da grávida. Se a relação for estável, segura, uma fonte de suporte e de afectos, então é mais provável que a grávida se sinta capaz de falar abertamente sobre o que a perturba e até procure ajuda mais cedo. Pelo contrário, se a fonte de ansiedade estiver relacionada ou for agravada pelas dificuldades na relação conjugal, então o desamparo é maior e o desespero pode ser gerido isoladamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quais os sinais de alerta para estados mais graves de ansiedade na grávida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estamos habituados a constatar na maior parte das mulheres grávidas uma serenidade contagiante, pelo que os sinais de agitação e tristeza são indícios claros de que algo não está bem. Por outro lado, se a grávida não se envolve com o desenvolvimento do feto, não vai às consultas de acompanhamento da gravidez e/ou não mostra entusiasmo na preparação da chegada do bebé, é possível que estejamos perante a existência de uma perturbação de humor que tem mesmo de ser alvo da atenção especializada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que tipo de ajudas deve solicitar nestes casos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O aparecimento de um transtorno depressivo ou ansioso requer quase sempre o acompanhamento multidisciplinar, que envolve consultas de Psicologia (muitas vezes com uma componente familiar), Medicina Geral e Familiar e Obstetrícia. O primeiro passo deve ser a partilha honesta destas dificuldades com um psicólogo experiente e/ou com o médico de família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3297849006827468686?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3297849006827468686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3297849006827468686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/04/ansiedade-na-gravidez.html' title='ANSIEDADE NA GRAVIDEZ'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-888718859261134986</id><published>2011-03-31T14:40:00.000+01:00</published><updated>2011-03-31T14:40:43.281+01:00</updated><title type='text'>PARA O CASAMENTO DAR CERTO…</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já aqui falei num dos mais importantes investigadores na área da satisfação conjugal, o Professor John Gottman, que estuda há várias décadas os factores que contribuem para que uma relação amorosa dê certo. Ora, segundo este autor, qualquer pessoa pode olhar para a sua relação e analisar a probabilidade de esta durar ou não. Como? Basta que compare a frequência com que é amável para o companheiro com a frequência das discussões. Este rácio é um dos mais fiáveis indicadores da qualidade da relação, pelo que funciona como preditor de divórcio. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Os casais que passam praticamente o mesmo tempo a discutir e a ser amáveis estão em risco de divórcio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. É preciso um rácio de 5 interacções positivas para uma interacção negativa para que a relação esteja segura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pense no seu casamento/ namoro – qual é o rácio hoje? Se for inferior a 5 para 1, não se sinta condenado(a). Há formas de reequilibrar as coisas, pelo que se a sua intenção for manter-se nesta relação, pode começar a arregaçar as mangas já hoje, impedindo que o rácio se agudize. Bem sei que, se as interacções negativas têm sido frequentes, é possível que o leitor se sinta injustiçado pelo seu cônjuge ou até que considere que está na altura de ser ele(a) a tomar a iniciativa desta vez. Mas estes pensamentos não são mais do que crenças irracionais que o mantêm preso a ciclos de negatividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Por que não toma a iniciativa para uma conversa franca e aberta com o seu cônjuge?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Por que não falam sobre aquilo que cada um pode fazer para trazer mais harmonia à relação? Por que não tentam mostrar a gratidão por tudo o que o cônjuge tem feito pela relação? Por que não assumem o compromisso de colocar em prática alguns rituais que lhes permitam fugir ao stress do quotidiano?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Inverter os ciclos de negatividade e, assim, contrariar a probabilidade de ruptura requer reflexão e esforço. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Nada muda com um estalar de dedos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Além disso, esperar que o tempo se encarregue de resolver o mal-estar é uma péssima escolha. Quando os esforços de cada um dos membros do casal parecem não ser suficientes, apesar de ainda existirem sentimentos, o melhor é pedir ajuda especializada. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Um terapeuta conjugal não faz milagres, mas ajuda os casais que se amam a recuperar a conexão emocional, evitando o desgaste que, fatalmente, conduz à separação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-888718859261134986?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/888718859261134986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/888718859261134986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/para-o-casamento-dar-certo.html' title='PARA O CASAMENTO DAR CERTO…'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-6623423712602032735</id><published>2011-03-30T14:37:00.000+01:00</published><updated>2011-03-30T14:37:02.705+01:00</updated><title type='text'>SMS, E-MAIL, MESSENGER, FACEBOOK</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Comunicamos cada vez mais frequentemente via electrónica e nem sempre damos conta de que estas plataformas de comunicação que tanto nos facilitam a vida também podem constituir uma ameaça à comunicação presencial, particularmente entre os mais novos. Os jovens são especialistas na realização de multi-tarefas – são capazes de enviar SMS a vários amigos ao mesmo tempo que conversam com outros via Messenger e ouvem música através do computador. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Fala-se da vida académica, das últimas do desporto, dos conflitos mais recentes com a namorada, mas nenhuma destas questões é aprofundada e muito menos algum problema será resolvido&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mesmo entre adultos é fácil notar que as conversas online tendem a ser curtas, ainda que os diálogos “saltitem” de assunto em assunto, arrastando-se durante várias horas. Não raras vezes estas cavaqueiras realizam-se ao mesmo tempo que vemos um filme ou trabalhamos com o processador de texto, pelo que dificilmente podemos falar em empenho e envolvimento emocional. Ainda assim, muitas pessoas preferem comunicar com familiares e amigos via electrónica em vez de o fazerem frente a frente. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A páginas tantas, a comunicação presencial parece uma coisa estranha, dado que é cada vez mais rara&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. As pessoas que evitam abordar os assuntos cara a cara acabam por sentir que esta forma de dialogar pode ser até ameaçadora. A verdade é que se habituaram ao “conforto” do teclado, à possibilidade de interromper uma conversa de forma abrupta em qualquer momento. De facto, seria no mínimo estranho interromper uma conversa presencial da mesma forma que interrompemos uma discussão via chat!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em sede de terapia apercebo-me da dificuldade que muitos adultos, mas sobretudo adolescentes, mostram em iniciar uma conversa cara a cara. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;É como se tivéssemos regredido em termos de algumas competências sociais básicas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A constante realização de várias tarefas em simultâneo acaba por aumentar os níveis de ansiedade e diminuir a intimidade emocional nas relações afectivas. Entre os jovens a situação é normalmente mais aflitiva, na medida em que algumas horas passadas sem o constante movimento do telemóvel para o chat e daqui para o Facebook pode significar um tédio asfixiante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;As pessoas que estruturam a sua comunicação desta forma acabam por sentir-se genericamente mais tristes, na medida em que se vêem arredadas daquilo que a comunicação directa, olhos nos olhos, acarreta, isto é, a conexão emocional&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Os laços afectivos são aquilo que sustenta a vida da generalidade das pessoas e é infinitamente mais difícil criar e manter laços via electrónica. Além disso, há questões muito práticas que se levantam em função destas limitações. Por exemplo, é impossível realizar-se uma entrevista de emprego via SMS. Dependemos da comunicação directa para sermos bem-sucedidos profissionalmente, precisamos de nos sentir à vontade com a colocação de questões olhos nos olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Além disso, o debate profundo, a discussão de ideias e a resolução de problemas também dependem da comunicação presencial. Quando comunicamos apenas por via electrónica não nos comprometemos da mesma maneira com a resolução de um problema de um familiar ou de um amigo. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Ao confiarmos as nossas conversas à electrónica, acabamos por perder a paciência para conversas longas e profundas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Entre os mais novos isto é particularmente evidente, já que é notória a dificuldade em implementar uma escuta activa. Muitos jovens são até incapazes de fingir que estão a prestar atenção a uma conversa. Limitar-se-ão a falar ao mesmo tempo que a outra pessoa ou simplesmente deixam de prestar-lhe atenção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguma coisa tem mesmo de mudar quando damos conta que numa reunião familiar, como um aniversário, é relativamente fácil encontrar-se adultos e jovens agarrados aos seus telemóveis, ipods e outros gadgets em vez de socializarem com as outras pessoas com quem partilham o espaço e, espera-se, os afectos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-6623423712602032735?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6623423712602032735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6623423712602032735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/sms-e-mail-messenger-facebook.html' title='SMS, E-MAIL, MESSENGER, FACEBOOK'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-6630320473964356501</id><published>2011-03-28T14:18:00.002+01:00</published><updated>2011-03-28T14:18:39.491+01:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA EMOCIONAL NO AMOR</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O meu trabalho em Psicologia Clínica inclui frequentes pedidos de ajuda que envolvem repetidas situações de humilhação. Visto de fora, fica claro que &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;uma mulher que insista em relacionar-se com um homem que lhe é infiel estará a colocar-se à mercê de episódios que comprometerão a sua auto-estima&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Um homem que se “cola” a uma mulher que dá provas de que não o quer corre o risco de jamais ser feliz&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Estes são apenas dois exemplos de sofrimento continuado aliado a uma aparente incapacidade para romper com relações destrutivas. O que impede que estas pessoas dêem passos no sentido de se livrarem destes ciclos viciosos e, assim, lutarem por aquilo que merecem? Por que não dão ouvidos a familiares e amigos que insistentemente chamam a sua atenção para o problema? O que as mantém presas a relacionamentos pobres?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A prática clínica permite-me assegurar que na generalidade destes casos &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a pessoa envolvida tem alguma propensão para os abusos emocionais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não é que a pessoa não perceba que está a ser vítima de humilhação. O que acontece é que esta percepção não é acompanhada da força necessária para actuar. Nalguns casos a existência de filhos menores compromete a tomada de decisões mas a verdade é que a manutenção destas relações acaba por ser negativa para toda a família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Existem alguns transtornos de personalidade que podem estar na origem desta aparente fixação em relações carregadas de tormento. Estes transtornos têm em comum o facto de a pessoa se envolver repetidamente em padrões relacionais destrutivos. Só um psicólogo clínico poderá realizar um diagnóstico rigoroso e, em função disso, elaborar um plano terapêutico ajustado. Cada caso é único e implica vivências específicas mas a experiência mostra-me que, de um modo geral, &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;estes transtornos resultam de dinâmicas familiares disfuncionais que remontam à infância e que estão tão enraizadas que comprometem a capacidade para fazer escolhas emocionalmente inteligentes na idade adulta&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aquando do pedido de ajuda a pessoa assume quase sempre que está cansada de viver “assim” e que a violência emocional está a destruí-la, mas isso não significa que seja fácil aprender novos e mais eficazes comportamentos. No entanto, esta é, provavelmente, a via mais célere para que esta aprendizagem dê lugar à concretização de um objectivo comum: ser feliz sem humilhações.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-6630320473964356501?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6630320473964356501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6630320473964356501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/violencia-emocional-no-amor.html' title='VIOLÊNCIA EMOCIONAL NO AMOR'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-3437365953783187224</id><published>2011-03-22T13:28:00.000Z</published><updated>2011-03-22T13:28:17.508Z</updated><title type='text'>A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA NAS MULHERES</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vivemos numa era em que as oportunidades académicas e profissionais estão, mais do que nunca, ao alcance da maioria das mulheres e, no entanto, uma larga fatia da população feminina continua a sofrer com problemas de autoconfiança. Mais do que nos homens, a auto-estima das mulheres começa a sofrer “alfinetadas” logo na infância. As meninas aprendem a vestir-se e a comportar-se de forma a serem aceites pelo grupo de pares e para atrair a atenção dos rapazes. Se, ao longo do desenvolvimento emocional, as opiniões dos outros continuarem a dominar, as raparigas aprendem a adaptar-se aos gostos dos outros, perdendo a sua identidade. Este é&amp;nbsp; meio caminho para uma vida de infelicidade, dificuldades profissionais e relacionais. É também uma das razões por que, genericamente, as mulheres são menos felizes do que os homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;As mulheres com falta de auto-estima têm mais dificuldade em estar sozinhas, em tomar decisões, definir limites, traçar e alcançar metas e desfrutar de relacionamentos íntimos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Além disso, estão mais vulneráveis ao aparecimento de depressões, vícios e disfunções sexuais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Felizmente, é possível promover a auto-estima e aumentar a capacidade de perceber as próprias habilidades e competências. À medida que a auto-estima cresce, cresce também a criatividade, a ambição, a saúde física e emocional e a resiliência (capacidade para se reerguer depois das adversidades).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Uma mulher com a auto-estima elevada é capaz de reconhecer o seu valor de forma realista, positiva, do mesmo modo que é capaz de reconhecer os seus defeitos e limitações&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Esta percepção não é determinada por comparações com terceiros nem depende da aprovação dos outros. É a satisfação pessoal, que não é baseada na beleza, no talento, na inteligência, no estatuto social ou na popularidade. Trata-se de ser capaz de dizer a si mesma “Eu tenho valor e mereço ser amada”. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O valor de uma pessoa não pode ser baseado na sua beleza ou naquilo que alcança ao longo da vida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. E a prova é que há mulheres que são admiradas socialmente, que atingem o sucesso profissional e financeiro e, ainda assim, vivem com falta de auto-estima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sem auto-estima, assim que uma relação amorosa termina, a pessoa perde a confiança, perde a noção do seu valor. Pelo contrário, &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;uma pessoa com a auto-estima elevada tem consciência do que vale, independentemente dos eventos por que passa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Compete a cada pessoa determinar os princípios que a norteiam e aquilo que dá sentido à sua vida, sendo absolutamente honesta consigo mesma. Isto implica conhecer-se a si mesma, gostar de si. Não importa o que os outros pensam – a auto-estima é construída com base naquilo que cada pessoa pensa acerca de si mesma.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-3437365953783187224?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3437365953783187224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/3437365953783187224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/importancia-da-auto-estima-nas-mulheres.html' title='A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA NAS MULHERES'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-4146737351385452734</id><published>2011-03-16T17:24:00.000Z</published><updated>2011-03-16T17:24:12.160Z</updated><title type='text'>CASAIS QUE OPTAM POR NÃO TER FILHOS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apesar de convivermos, em pleno século XXI, com novas formas de família, a “ordem natural” das coisas continua a ser a de as pessoas encontrarem um parceiro, apaixonarem-se, casarem e terem filhos. É isto que, de um modo geral, esperamos daqueles de quem gostamos e, mesmo que nos assumamos como “modernos”, continuamos fiéis às tradições. A mensagem é clara praticamente desde o princípio: atiramos arroz ou qualquer outra coisa aos noivos à saída da igreja enquanto símbolo de fertilidade. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Enquanto sociedade, esperamos que, mais cedo ou mais tarde, os casais tenham filhos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A família alargada exerce alguma pressão – directa ou indirecta. Há aqueles que perguntam directamente “Já não está na hora?”; há os que lançam comentários mais subtis como “Não estão a pensar comprar uma casa com mais assoalhadas?”; há ainda os que avançam com avisos do tipo “Depois é mais difícil”, reportando-se à idade da mulher. De uma forma ou de outra, todos os casais acabam por sentir a pressão para alargar a família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E se os membros do casal optarem por não ter filhos? Não me refiro aos casais com problemas de fertilidade, mas àqueles que, não tendo qualquer obstáculo fisiológico à concretização de uma gravidez, optam por não procriar. Aqui incluem-se as pessoas que optam por realizar uma intervenção cirúrgica que as impeça definitivamente de ter filhos (uma vasectomia no caso dos homens ou a laqueação de trompas no caso das mulheres). &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Serão estas pessoas mais egoístas do que as outras? Por que fazem esta escolha? O que os move?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Nalguns casos, os membros do casal assumem que dariam péssimos pais.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; O facto de um deles sofrer de alguma perturbação emocional (como depressão crónica), a existência de problemas de dependência de substâncias ou até o mau humor crónico podem estar na origem desta escolha. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Mas há pessoas que poderiam ser óptimos pais e simplesmente fazem uma escolha que contraria as expectativas da família e dos amigos. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Por que o fazem? Porque não querem sentir-se presos às responsabilidades inerentes à parentalidade. Estas pessoas sabem que, se tivessem filhos, poderiam ter de abdicar de alguns passos na carreira, de algumas viagens ou de outras vivências. Não querem ter de acordar à noite com o choro das crianças, nem se imaginam a ficar em casa para tratar de um filho doente. Muitas destas pessoas têm irmãos e amigos com filhos, conhecem as exigências associadas a este papel e &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;optam pela paz e pela estabilidade que resultam de uma vida sem filhos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Poder-se-á perguntar “Então, por que casaram?”. A resposta é relativamente simples: porque se amam e querem ficar juntos o resto da vida. Por que não deveriam casar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Contra o vaticínio dos mais pessimistas, existem muitos casais idosos que olham para trás e não guardam qualquer arrependimento por esta escolha. Reconhecem que fizeram uma opção em consciência e que viveram uma vida feliz e produtiva, sentindo-se livres para absorver inúmeras experiências.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-4146737351385452734?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4146737351385452734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/4146737351385452734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/casais-que-optam-por-nao-ter-filhos.html' title='CASAIS QUE OPTAM POR NÃO TER FILHOS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-9202103507717912061</id><published>2011-03-03T10:22:00.000Z</published><updated>2011-03-03T10:22:00.359Z</updated><title type='text'>TERAPIA DE CASAL – DOS MONÓLOGOS AO DIÁLOGO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muitas das pessoas que me procuram em sede de terapia de casal “sabem” exactamente aquilo de que precisam. Na verdade, trazem expectativas muito elevadas para o processo terapêutico mas aquilo que ambicionam é o oposto daquilo de que realmente precisam para que a relação conjugal sobreviva e prospere. Porquê? O início de um processo terapêutico desta natureza ocorre normalmente depois de um período de intensa reflexão acerca dos problemas da relação e, não raras vezes, aquilo que cada um dos membros do casal procura não é mais do que um aliado, isto é, de alguém “imparcial”, capaz de validar as suas queixas e atribuir ao outro todas as culpas. Por outras palavras, &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;algumas (muitas) pessoas esperam que o terapeuta conjugal reconheça que o problema está no cônjuge, pelo que esperam que o profissional a quem recorrem os ajude a “consertar” o marido/ a mulher&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como os membros do casal chegam até aqui depois de muito desgaste e dificuldades sérias de comunicação, o facto de ambos acreditarem que têm razão fá-los sentirem-se incompreendidos e saturados. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Cada pessoa olha para a “versão” do seu cônjuge como distorcida, pelo que surgem muitas vezes acusações como “És um mentiroso” ou “Tu estás louca”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O papel do terapeuta conjugal passa, em larga medida, por desfazer este braço-de-ferro, permitindo que cada um dos membros do casal possa colocar-se “nos sapatos” do outro, empatizando com as suas necessidades e emoções. Claro que este passo só é possível se ambos aceitarem que as tentativas para ganhar a batalha, para ter razão, são infrutíferas e geradoras de frustração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;À medida que ambos percebem, com a ajuda do terapeuta, que não é por listarem os erros do cônjuge de forma enfática que se faz luz sobre o problema e a respectiva solução, compreendem também que este padrão apenas potencia a mágoa e o ressentimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Basta que um deles se predisponha a quebrar o ciclo vicioso focando-se naquilo que o outro está a sentir (e não no que está a fazer), para que as oportunidades de mudança apareçam. Quando um dos membros do casal interrompe a tentativa de ser ouvido/ compreendido pelo outro e, em vez disso, escuta atentamente e procura compreender o outro, o braço-de-ferro começa a desfazer-se. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O facto de um dos cônjuges parar a escalada para tentar entender os sentimentos do outro faz desaparecer boa parte da tensão da discussão e cria espaço para o verdadeiro diálogo (em vez da sucessão de monólogos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nenhum processo de terapia de casal pode ser bem-sucedido se os membros do casal continuarem a culpar-se mutuamente reconhecendo como única solução a mudança de comportamento do outro. Os problemas raramente estão relacionados apenas com o comportamento de uma das partes. Cada membro do casal traz para o casamento as suas vulnerabilidades, as suas feridas, e são estas questões mal resolvidas que tantas vezes interferem no normal funcionamento da relação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-9202103507717912061?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9202103507717912061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/9202103507717912061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/terapia-de-casal-dos-monologos-ao.html' title='TERAPIA DE CASAL – DOS MONÓLOGOS AO DIÁLOGO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-6505665426663441175</id><published>2011-03-02T10:21:00.000Z</published><updated>2011-03-02T10:21:00.234Z</updated><title type='text'>A CULPA DOS PAIS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quase todos os pais e mães sofrem quando se deparam com os obstáculos que os filhos têm de enfrentar. Lamentam todas as suas frustrações, partilham as suas dores e avaliam o seu papel parental em função da (in)felicidade dos filhos. Mesmo que nem todos sejam acometidos por sentimentos de culpa, o arrependimento e a autocrítica estão quase sempre presentes. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Os pais olham para trás e reconhecem que poderiam ter feito melhor, poderiam ter dado mais, poderiam ter feito algumas coisas de modo diferente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. E sofrem com essa avaliação. Olham para os falhanços dos filhos como fruto dos seus erros, esquecendo-se de que cada um de nós faz o melhor que pode à medida do desenvolvimento emocional da época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me compete desresponsabilizar os pais relativamente à sua influência na estabilidade e no desenvolvimento afectivo dos filhos, mas sei que os sentimentos de culpa estão muitas vezes carregados de irracionalidade e de infrutuosidade. Importa que os pais sejam capazes de perdoar a si mesmos e de separar a realidade da ficção, sob pena de estes pensamentos darem lugar a níveis elevados de stress, ansiedade e depressão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É compreensível que uma mãe sofra com o FACTO de ter estado deprimida durante uma parte da infância dos seus filhos, já que esta perturbação tê-la-á impedido de dar às suas crianças a atenção que gostaria; mas é IRRACIONAL afirmar que foi “uma mãe horrível”. Um pai pode lamentar o FACTO de não ter conseguido poupar os seus filhos às discussões conjugais; mas será IRRACIONAL olhar para si mesmo como “um falhanço enquanto pai”. Os factos podem ser tristes, mas isso não significa que fosse possível, naquela altura, fazer melhor ou dar mais. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;TODOS os pais cometem erros sérios&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Fazem-no diariamente. Mas estes erros não justificam tudo, não explicam todas as frustrações dos filhos. Não podemos ignorar o peso das outras relações afectivas no desenvolvimento emocional da criança. Os amigos, por exemplo, condicionam mais do que muitos pais esperariam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Viver em paz com o passado implica o auto-perdão, implica reconhecer que &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;os danos causados aos filhos foram o fruto do sofrimento por que os pais passaram em determinado momento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não é possível voltar atrás mas é possível mudar a forma como olhamos para o nosso passado e ajudar os filhos de forma emocionalmente mais inteligente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-6505665426663441175?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6505665426663441175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/6505665426663441175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/culpa-dos-pais.html' title='A CULPA DOS PAIS'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-1834703609878558381</id><published>2011-03-01T10:19:00.000Z</published><updated>2011-03-01T10:19:00.230Z</updated><title type='text'>“SOU INFELIZ”</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos sabemos que o queixume é típico do povo português. À pergunta “Como tem passado?” é vulgar ouvir-se um “Vai-se andando” ou até um “Menos mal…”. Não sendo uma sociedade optimista, vivemos sob o paradigma e o estigma da felicidade – buscamo-la incessantemente, ainda que nalguns casos essa busca seja feita de forma emocionalmente pouco inteligente. E quando olhamos à nossa volta encontramos percursos de vida surpreendentemente distintos – todos conhecemos pessoas resilientes, que foram capazes de ultrapassar grandes adversidades na vida e que desafiam diariamente o jogo das probabilidades; mas também &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;conhecemos pessoas que aparentemente têm tudo para serem felizes e que, para nosso espanto, não o são&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não me refiro àquelas pessoas que se queixam por tudo e por nada e que permitem que a amargura tome conta de si. Refiro-me àquelas que tantas vezes levam vidas exteriormente normais e que, numa análise mais profunda, se assumem como infelizes desde sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Algumas pessoas são incapazes de reconhecer períodos de felicidade no seu percurso de vida. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Olham para trás e não vêem nada além de cansaço, sofrimento, melancolia e tristeza.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Não há alegria, não há força, não há ambição. Muitos destes casos não chegam sequer aos gabinetes de Psicologia porque as pessoas aprendem a viver assim, adaptando-se a estes estados emocionais, mantendo os respectivos empregos e demais compromissos e sendo vistas pelos outros como “normais”. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Estas pessoas não vivem. Existem. E isso tem muito pouco de normal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A ausência de estados emocionais compatíveis com o bem-estar e a felicidade é indicadora de um transtorno depressivo, que tantas vezes é negado pelo próprio e pelos familiares, ainda que as repercussões saltem à vista. Como em muitos destes casos a depressão é crónica, podendo mesmo estar presente desde a infância, não há um ponto de comparação que faça soar o alarme. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A pessoa acha que está a adaptar-se, acha que está a fazer o que pode para lidar com os problemas, mas não está.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na maior parte dos casos, bastaria uma exposição clara e honesta da situação ao médico de família para que fosse feito o encaminhamento para consultas de especialidade. Infelizmente, em Portugal ainda existe muito pudor na abordagem clínica das dificuldades de natureza afectiva/ emocional. Os médicos estão, de um modo geral, sensibilizados e preparados para lidar com a depressão e as suas diferentes manifestações, mas muitos doentes camuflam o seu estado emocional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda que o clínico geral possa realizar o acompanhamento médico e farmacológico da depressão, a avaliação rigorosa (e possível identificação de perturbações associadas ao transtorno depressivo) pode depender de uma consulta de Psiquiatria. Em qualquer caso, estas dificuldades são normalmente tratadas com recurso a medicação antidepressiva (e nalguns casos ansiolítica também) e a Psicoterapia. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;A ajuda existe. O que é que há a perder em dar o primeiro passo? Nada, a não ser a tristeza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-1834703609878558381?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1834703609878558381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/1834703609878558381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/03/sou-infeliz.html' title='“SOU INFELIZ”'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-7356832439880227658</id><published>2011-02-23T12:12:00.000Z</published><updated>2011-02-23T12:12:30.888Z</updated><title type='text'>CANCRO, ANSIEDADE E DEPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A palavra assusta. Tememo-la, tememos proferi-la, quase como se a verbalização pudesse atrair os piores cenários. Mas o cancro anda nas bocas do mundo. Mesmo para aqueles que nunca conviveram de perto com a oncologia, é fácil identificar um familiar ou conhecido que esteja ou tenha estado a lutar contra uma das formas da doença. Felizmente, o cancro já não é sinónimo de morte e as intervenções clínicas alimentam cada vez mais a esperança dos doentes e suas famílias. Mas&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;continua a ser uma doença que amedronta, que abate, que deprime&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Como já tenho referido aqui, e ao contrário do que algumas pessoas suporão, nem todos os pacientes oncológicos encaram a doença com abatimento e prostração. Nem todos se deprimem com o diagnóstico. Alguns mostram até uma força invulgar. Outros são surpreendentemente optimistas.&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo que nos habituámos a ouvir que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a atitude do doente é um factor importante no sucesso do tratamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;e que, pelo contrário, a depressão agudiza o sofrimento e potencia a força do "bicho". Mas nem todas as pessoas se referem a estas questões de modo fundamentado. Falam em optimismo como se este fosse meio caminho para a cura, o que também implica riscos, nomeadamente ao nível da comunicação e da capacidade para empatizar com o sofrimento dos doentes.&lt;br /&gt;Sendo uma doença que está quase sempre associada à dor física e a tratamentos agressivos&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;(70 por cento dos doentes que morrem de cancro experimentam dores que não passam com medicação)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, é natural que muitos se tornem vulneráveis a transtornos depressivos e ansiosos. E é aqui que a intervenção psicológica se torna imprescindível. É que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a depressão e a ansiedade comprometem o sucesso do tratamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cerca de&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;25 por cento dos doentes oncológicos desenvolvem um transtorno ansioso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, sendo que 3 por cento sofre de perturbação pós stress traumático. Muitos pacientes desenvolvem fobias (como a fobia às agulhas), ataques de pânico e ansiedade antecipatória e estas situações clínicas podem escalar muito rapidamente, comprometendo o próprio tratamento, já que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;alguns destes doentes são incapazes de sair de casa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;(em função dos elevados níveis de ansiedade).&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também a depressão condiciona negativamente a capacidade de resposta destes doentes e influencia o rumo do tratamento. Uma investigação recente com doentes com cancro nos intestinos mostrou que&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a depressão diminui as hipóteses de sobrevivência destes pacientes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. As pessoas que não desenvolvem transtornos depressivos estão mais aptas a procurar informação sobre o diagnóstico oncológico, ouvem segundas opiniões, analisam diferentes planos terapêuticos e cuidam-se melhor do que os doentes deprimidos. Em suma,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;a depressão contribui para que o paciente oncológico sinta que não tem qualquer controlo sobre a doença&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Curiosamente, este estudo também mostrou que não existe qualquer correlação entre o pensamento optimista e a taxa de sobrevivência, isto é,&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;acreditar simplesmente que tudo vai dar certo não tem influência no sucesso do tratamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por tudo isto, parece evidente que os profissionais de saúde que acompanham estes doentes devem atentar à avaliação rigorosa do seu estado emocional, realizando o encaminhando devido para consultas de saúde mental. O tratamento ajustado dos transtornos depressivos e ansiosos potenciará o sucesso na batalha contra o cancro.&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27498040-7356832439880227658?l=consultoriopsicologia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7356832439880227658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27498040/posts/default/7356832439880227658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://consultoriopsicologia.blogspot.com/2011/02/cancro-ansiedade-e-depressao.html' title='CANCRO, ANSIEDADE E DEPRESSÃO'/><author><name>Cláudia Morais</name><uri>https://profiles.google.com/114522808266184403458</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh6.googleusercontent.com/-_agjL4wpQfg/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAABl8/OAtS73I0DZI/s512-c/photo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27498040.post-8077368764856335659</id><published>2011-02-15T10:22:00.000Z</published><updated>2011-02-15T10:22:04.615Z</updated><title type='text'>COMO EVITAR A INFIDELIDADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A infidelidade faz parte do meu quotidiano enquanto terapeuta conjugal – lido com ela, com os dramas que lhe estão associados e com os rostos do problema todos os dias. E quase todos os dias reconheço nestes rostos interrogações como &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;“Onde é que eu errei?”, “Como é que isto nos foi acontecer?” ou “O que é que eu podia ter feito para evitar esta situação?”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tal como tenho tentado expor ao longo deste blogue, a infidelidade pode assumir contornos diferentes de casal para casal. Já aqui falei até dos diferentes “tipos” de infidelidade, com base nos motivos que levam ao afastamento dos membros do casal e ao aparecimento de uma terceira pessoa. Mas &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;todas as relações extraconjugais acontecem em função da desconexão entre os membros do casal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. É verdade que nenhum casamento é um paraíso constante e que todos os casamentos (sim, todos) atravessam períodos de menor ligação emocional. &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Até nas relações mais estáveis existem momentos em que os cônjuges se sentem emocionalmente desconectados&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Mas a partir do momento em que esta desconexão se prolonga no tempo sem que nada seja feito, o casal passa a estar vulnerável ao aparecimento de uma terceira pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;O que significa sentirmo-nos emocionalmente ligados ao nosso cônjuge?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Significa que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444; font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Somos      capazes de perceber se ele(a) teve um dia bom ou um dia mau pela expressão      com que entra em casa;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="mso-list: l0 level1 lfo1; text-
